O Coxinha – uma análise sociológica


Um fenômeno se espalha com rapidez pela megalópole paulistana: os “coxinhas”. É um fenômeno grandioso, que proporciona uma infindável discussão. A relevância do mesmo já faz com que linguistas famosos se esforcem em entender a dinâmica do dialeto usado por esse grupo, inclusive.

Afinal, quem são os coxinhas, o que eles querem, como esse fenômeno se originou?

O que eles são?

“Coxinha”, sociologicamente falando, é um grupo social específico, que compartilha determinados valores. Dentre eles está o individualismo exacerbado, e dezenas de coisas que derivam disso: a necessidade de diferenciação em relação ao restante da sociedade, a forte priorização da segurança em sua vida cotidiana, como elemento de “não-mistura” com o restante da sociedade, aliadas com uma forte necessidade parecer engraçado ou bom moço.

Os coxinhas, basicamente, são pessoas que querem ostentar um status superior, com códigos próprios. Até algum tempo atrás, eles não tinham essa necessidade de diferenciação. A diferenciação se dava naturalmente, com a absurda desigualdade social das metrópoles brasileiras. Hoje, com cada vez mais gente ganhando melhor e consumindo, esse grupo social busca outras formas de afirmar sua diferenciação.

Para isso, muitas vezes andam engomados, se vestem de uma maneira específica, são “politicamente corretos”, dentro de sua noção deturpada de política, e nutrem uma arrogância quase intragável, com pouquíssima tolerância a qualquer crítica.

A Origem

Existem muita controvérsia a respeito do tema. Já foram feitas reportagens para elucidar o mistério, sem sucesso, mas é hora de finalmente  revelar a verdade a respeito do termo.

 A origem do termo “coxinha”, como referência a esse grupo diferenciado, não tem nada de nobre. O termo é utilizado, ao menos desde a década de 80, para se referir aos policiais civis ou militares que, mal remunerados, recebiam também vales-alimentação irrisórios, também conhecidos como “vales-coxinha” (os professores também recebem, mas não herdaram o apelido). Com o tempo, a própria classe policial passou a ser designada, de forma pejorativa, como “coxinhas”. Não apenas por causa do vale, mas por conta da frequência com que muitos policiais em ronda, especialmente nas periferias das grandes cidades, acabam se alimentando em lanchonetes, com salgados ou lanches rápidos, por conta do caráter de seu serviço.

Reação da coxinha, o salgado injustiçado, ao ver seu nome associado ao grupo social

Os policiais, apesar de mal remunerados, são historicamente associados à parcela mais conservadora da sociedade, por atuarem na repressão aos crimes, frequentemente com truculência. Com o a popularização de programas policialescos como Aqui Agora, Cidade Alerta e Brasil Urgente, o adjetivo coxinha passou a designar também toda a parcela de cidadãos que priorizam a segurança antes de qualquer outra coisa. Para designar essa parcela que necessita de “diferenciação” e é individualista ao extremo, foi um pulo.

Expoentes

Não cabe citar socialites ou coisa do tipo. São pessoas que vivem em um mundo paralelo essas daí. Mas vou citar três criadores de tendências no universo coxinha:

1) O “engraçado”: Tiago Leifert

Um exemplo do que o Tiago Leifert trouxe pro jornalístico Globo Esporte: apostas babacas envolvendo a seleção da Argentina

Uma característica importante do coxinha padrão é tentar ser descolado, descontraído e não levar as coisas a sério. E nisso o maior exemplo é esse figurão da foto acima. Filho de um diretor da Globo, cavou espaço na emissora para introduzir o jornalismo coxinha na grade de esportes da Globo. Jogos de futebol valem menos do que as piadas sem graça sobre os jogos, metade do Globo Esporte é sempre sobre vídeo-game ou sobre a dancinha nova do Neymar, e TUDO vira entretenimento, não esporte.

Prova disso são declarações do próprio, como a declaração em que ele diz que não leva o esporte a sério, ou quando fala que o Brasil não é o país do futebol, é o país da novela. Isso revela duas características do coxinha default: ele não aceita críticas (e isso fica claro pelo número imenso de usuários bloqueados no Twitter pelo Tiago Leifert – incluindo este que vos escreve) e ele não tem conteúdo, provocando polêmicas para aparecer. Tudo partindo, obviamente, da necessidade quase patológica de diferenciação.

2) O “bom moço”: Luciano Huck

A aparência de bom moço – só aparência

O apresentador, que revelou beldades como a Tiazinha e a Feiticeira na Band, na década de 1990, virou, na Globo, símbolo do bom-mocismo coxinha. Faz um programa repleto de “boas ações”, que, no fundo, são apenas uma afirmação de superioridade, da mesma forma que a filantropia dos Rockfellers no início do século XX. Puro marketing.

Quando você reforma um carro velho ou uma casa, além de fazer uma boa ação, você se autopromove. Capitaliza com o drama alheio mostra que, além de “bondoso”, você é diferente daquele que você está ajudando. Como preza a cartilha do bom coxinha.

Além disso, Luciano Huck é a representação da família bem sucedida e feliz. Casado com outra apresentadora da Globo, Angélica, forma um dos “casais felizes” da emissora. Praticamente uma cartilha de como montar uma família coxinha. “Case-se com alguém bem sucedido, tenha dois ou três filhos, e leve eles para festinhas infantis junto com outros filhos de famosos”.

Para se mostrar engajado e bom moço, Huck deu até palestra sobre sustentabilidade na Rio+20. Irônico, pra quem foi condenado por crime ambiental, em Angra dos Reis. Ele fez  uma praia particular sem autorização. Diferenciação, novamente. Isolamento. Características típicas do coxinha default. Assim como “ter twitter”. Mas o twitter dele é praticamente um bot, só serve pra afagar seus amigos famosos e mandar mensagens bonitinhas.

3) A “Coxinha Política”: Soninha Francine

Soninha, em evento do PPS: “onde foi que eu me enfiei?”

O terceiro e último (graças a Deus) exemplo de coxinha é a figura da imagem acima. Soninha Francine deve ser o maior caso de metamorfose política do Brasil. Até 2006 era petista convicta, mas o vírus da COXINHICE já afetava seu cérebro, a ponto dela sair na capa da Época em 2001 falando “eu fumo maconha”, provavelmente por um brilhareco.

Daí ela saiu do PT, entrou no PPS, caiu nos braços de José Serra e do PSDB paulista e se encontrou. Tenta conciliar a fama de “descolada”, adquirida nos anos como VJ da MTV, com uma postura política típica de um coxinha padrão: individualista e conservadora. E, pra variar, manifesta tais posturas via… Twitter. Emblemático foi o dia em que Metrôs BATERAM na Linha Vermelha e ela, afogada em seu individualismo, disse que não encarou nenhum problema e que o Metrô estava “sussa”. Assim como a acusação de “sabotagem” do Metrô às vésperas da eleição de 2010.

Soninha ajuda a definir o estereótipo do coxinha default. O coxinha tenta de forma desesperada parecer um cara legal, descolado e antenado com os problemas do mundo. Mas não consegue disfarçar seu individualismo e sua necessidade de diferenciação. Não consegue disfarçar seu rancor quando os outros passam a ter as mesmas oportunidades e desfrutar dos mesmos serviços que ele.

Conclusão

O coxinha é um fenômeno sociológico disseminado em vários lugares, mas, por enquanto, só “assumido” em São Paulo (em outras cidades, os coxinhas ainda devem ter outros nomes). Não por acaso, tendo em vista que São Paulo é um dos ambientes mais individualistas do Brasil.

São Paulo é uma das cidades mais segregadas do país. É uma cidade de grande adensamento no centro, com as regiões ricas isoladas da periferia. A exclusão é uma opção dos mais ricos. Eles não querem  se misturar com o restante da população. E, nos últimos anos, isso ficou mais difícil: não dá mais pra excluir meramente pelo poder econômico. Daí, é necessário expor um personagem, torná-lo um padrão, pra disseminar essa mentalidade individualista e conservadora: é aí que surge o coxinha.

E isso é bom. Porque o coxinha, hoje, é exposto ao ridículo pelo restante da sociedade. Até algum tempo atrás, ele era apenas um personagem latente. Ele não aparecia, portanto, não podia ser criticado ou ridicularizado. No final, o surgimento dos coxinhas só reflete a mudança do nosso perfil social. E, por incrível que pareça, o amadurecimento de nossa sociedade.

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444 respostas para O Coxinha – uma análise sociológica

  1. Coxona disse:

    Qual o oposto de “Coxinha”? Vote abaixo!

    1) Um “Maninho”
    2) Um “Thug Wanna Be”
    3) Um “Ptralha”
    4) Um “Mensaleiro”
    5) Um “Vagabundo”
    6) Um “Esquerdista”
    7) Um “Recalcado”
    7) Um “Comunista”
    8) Todas anteriores
    9) Vai se fu*** coxinha
    10) Nenhuma das anteriores, especifique pra alegria da galera!

    • Fernando disse:

      O contrário do coxinha é o cidadão no seu mais amplo, universal e completo conceito: educado, politizado, respeitador das leis e regras e capaz – inclusive para reconhecer possíveis características coxinhas que nele possam aparecer.

  2. Fernando disse:

    Entendi… o oposto de coxinha é não ser politicamente correto e olhar antes pro outro que pra si. Realmente todo mundo é assim… que texto fraco!!! Ser bem sucedido é um crime. Ter dinheiro (ou tentar!) é crime. Que pensamento deturpado de parte da população!

    • Quanta asneira disse:

      Haha! De onde você tirou isso? Os esquerdopatas é que são os fanáticos do politicamente correto. O termo coxinha não tem nada ver com opinião politicamente correta, essa afirmação ridícula é asneira desse autor que procurou agregar tudo de negativo que ele conseguiu imaginar pra denegrir pessoas que ele considera de classe social superior a dele, ou seja os mauricinhos metidinhos. Na realidade pessoas de classe social mais alta tem muito mais liberdade pra ostentarem opiniões que fogem do politicamente correto.

  3. Pingback: #3 fatos sobre as eleições nas redes sociais | empreendendo.aprendendo

  4. Se ser “coxinha” é a vontade subir na vida, buscando sempre conforto e o que chamam de “ostentação”, buscar sempre se vestir bem, estudar, ter uma família e buscar o máximo de conforto para ela, tudo isso sem querer ficar bancando o coitado e oprimido, ou usufruindo do assistencialismo do governo, que nada mais tira do bolso de quem tem para “redistribuir” para quem diz que não tem nada, então me enquadro no grupo de “coxinhas” e quero que meus filhos também cresçam sendo “coxinhas”. Afinal, não tenho nada contra este alimento maravilhoso, realmente as coxinhas são muito gostosas, quando são bem feitas.
    Acho melhor receber o nome de “coxinha”, do que receber o nome de PETRALHA, ESQUERDOPATA, COMUNA, LADRÃO, COITADISTA, ETC.

  5. Felipe disse:

    Me identifiquei….Sou Coxinha! Hahhahaha \o/ _|_

  6. Michael disse:

    Quem nunca se comportou como um “Coxinha” que atire o primeiro jato de óleo fervendo.

  7. Iuri disse:

    Você por acaso é o Léo Rossatto que eu conheço, da GPM? Se for, que puta coincidência, leio seu blog há um tempo e gosto bastante!
    Seja o Léo que for, parabéns! Textos muito bons e ótima disposição de conteúdo!

  8. Chuck disse:

    Texto ruim, críticas ainda piores. Não há nada de errado no individualismo, desde que se respeite o outro. O Estado só deve se meter em questões que digam respeito a pelo menos duas pessoas. Desde que você não prejudique ninguém, nada há de errado em ser individualista. Todos são individualistas, em maior ou menor medida; há quem diga que isso vem mesmo da seleção natural: sobrevivem os que sabem tutelar melhor seus próprios interesses. E ninguém pode ser forçado a fazer o bem para o outro, não se pode impor solidariedade.
    Para mim, absolutamente descabida a crítica que se faz àqueles que fazem caridade, supostamente, para aparecer, e com ar de superioridade. F. Nietzsche via o homem como alguém muito individualista, que só fazia o bem para os outros para “se sentir bem”. Mas imagine se todos fossem individualistas dessa maneira, fazendo o bem aos outros…

  9. Iohana disse:

    Essas coxinhas sofrem é complexo de inferioridade pra ficar querendo se sentir superior em relação aos outros.
    Se você está feliz com você mesmo, do jeito que você, pra que isso?
    Ah, já sei, é a nossa sociedade que coloca na nossa cabeça que pra ser alguém você tem que consumir e ter muito. O quanto mais você tem, mais competente, e mais feliz. E quem não tem, incopetente, idiota.
    Então a mídia/sociedade é que faz nós termos um certo complexo de inferioridade?
    Bom, apenas divagando rs.

  10. Wellington disse:

    Os “coxinhas” são malvados por serem individualistas, mas ser individualista a ponto de ligar um funk em último volume atormentando todos a seu redor é desculpável, afinal, se o cara é pobre ele ganha o green card da escrotidão.

  11. Renato disse:

    Só tenho certeza de uma coisa! Adoro comer coxinha de massa de batata, de tamanho médio e com catchup !

  12. Olavette disse:

    Eu não supooooorto esses carros fuleiros com som altíssimo tocando FUNK com letras de baixo calão ou piradinhas da vida. Isso também é “ser” individualista. Falta de respeito com o gosto musical do outro, isto sim é ser COXINHA ! Aposto que quem escreveu este texto estudou pela cartilha do MEC e é um id.útil

    • Ale Cavagna disse:

      Uma das características fundamentais do Coxinha é não assumir sua coxinidade, desviando o foco de maneira a transferir as características a pessoas menos sucedidas como é o caso das pessoas q costumam ouvir funk com som altíssimo, que para compensarem seus carros “fuleiros”colocam seus sons altíssimos, só pra torrar mesmo a paciência dos Coxinhas. Outra coisa: Coxinhas não estudam pela cartilha do mec pq geralmente estudam em colégios particulares e tentam ridicularizar as pessoas q moram nas periferias e que estudam em escolas publicas.

  13. Bruno disse:

    Interessante. Gostei da leitura como entretenimento. Mas dizer que esse texto é “uma análise sociológica” é de uma prepotência quase “coxinhesca”.

  14. Segue o desabafo de um coxinha…

    Que saudade do governo do PSDB!

    Naquele tempo não havia trânsito caótico, os aeroportos estavam sempre vazios, os Shopping Centers eram mais bem frequentados, e quando eu pegava um avião, do meu lado sempre estava sentado alguém de nível sociocultural elevado.
    Hoje está um horror, o pobre pensa que virou gente!
    Outro dia fiz uma viagem para a Europa e puxei conversa com um senhor que sentava-se ao meu lado, depois de alguns minutos, perguntei-lhe sobre a sua profissão e a sua resposta me causou indignação, o coitado me disse que era zelador de um prédio e que estava indo conhecer a terra dos seus antepassados.
    Confesso que pensei em mudar de assento, mas tive que viajar indignado mesmo.

    No retorno ao Brasil voltei a me revoltar com o trânsito…, como podem permitir que porteiros de prédio, diaristas, encanadores, eletricistas e demais ‘BR’ (baixa renda) tenham o direito de adquirir automóveis? Isto deveria ser proibido por lei.
    Agora até catador de papel tem celular, computador e posta suas fotos na internet se misturando com pessoas de nível superior.
    Se eu pudesse eu estrangularia o Lula que prometeu que o seu governo traria ao trabalhador, ao menos, o direito de ter três refeições ao dia, mas ele extrapolou, os pobres mudaram de classe e estão invadindo o espaço que era só das pessoas de nível.

    Tomara que o PSDB ganhe as próximas eleições e acabe com a farra dos pobres, para que nós, a elite da sociedade, possamos voltar a gozar dos privilégios que os deuses nos reservaram.
    Volte FHC, volte FMI, voltem privatizações, voltem os engavetadores de CPIs, volte Paulo Preto, voltem Sanguessugas, volte lista de Furnas, volte a subserviência diante dos países poderosos…
    Mas como pobre não gosta de ser pobre, acho que quem vai voltar mesmo, vai ser o Lula.

    Paciência, vou mudar-me para a Switzerland (Suíça para quem não sabe).

    Eduardo de Paula Barreto

  15. O Coxinha é um almofadinha só mais um playboy que aliás o Brasil tem tanta mentalidade pobre e imatura que até quando pensa que é rico(porque o americano classe média é mais rico que todos os cus paulistanos).até pra enriquecer o brasileiro é escroto e os caras que ficam se atacando aqui só demonstra a pobreza e o preconceito e quanto o país está desunido por falta de respeito ao próximo.Comportamento animalesco que nem um cachorro vira latas faria melhor e maturidade de quinta série e categoria.Camarada aqui viajaram em tudo-moda-esquerda-direita o negócio é ofender por ofender.Vocês não perceberam que esse papo é só pra jornalista de merda sem o que fazer vender este site com propagandas.Têm de perceber rapaziada a pegadinha do malandro.

  16. euf disse:

    Então tem muito coxinha chamando outras pessoas de coxinha, pois quem se porta a ofensa são pessoas individualistas!

  17. David disse:

    Eu já tinha ouvido falar nesse termo coxinha mas não entendia, acho que as pessoas de outras partes do país não entende. Só fiquei sabendo agora porque pesquisei, no Mato Grosso ninguém usa esse termo, por isso a população daqui desconhece o significado.

  18. Renata Rios disse:

    Sociologicamente, coxinha é a pessoa extremamente individualista. PRONTO! Dá muito bem pra identificar quem é assim sendo de direita, de esquerda, no cinema, na rua, na classe rica, na classe pobre…..fim de papo!

  19. fernando disse:

    esse rótulo mais parece uma vontade de pertencer e não poder.Leonardo da Vinci reportava que a pior classe seria a média por não quere perntencer a pobre e não poder pertencer a rica provocando uma vida torturada com o rancor ehe

  20. YGU disse:

    cara, bacana o texto, mas sinceramente, o ser humano tem a sua própria característica,estilo de ser, de pensar,liberdade, livre arbítrio etc…..
    mas ficar rotulando é meio foda,porque vivemos num país que o povo reclama que não tem educação,mas não vai a escola,prefere trabalhar do que estudar,acha a novela e a televisão o livro sagrado,a estória de vida,ou manual da vida.
    Vive reclamando que não tem atendimento médico,ai temos a boa sorte de médicos de cuba virem para ajudar,ai fica 50%feliz,e 50% alegando que o pt esta roubando,escravizando os médicos,e demitindo os médicos brasileiros.
    acho que é um momento de indiferente qualquer coisa,nos unirmos para lutar contra essa corrupção,pensamento humano em prol do coletivo.
    sabe como eu descobri seu texto…
    uma pessoa leu, e publicou só coxinha vai protestar 7 de setembro, ou seja, ela não entendeu porra nenhuma do que você escreveu, e esta compartilhando……
    em nosso país além de escrever nossos pensamentos e opiniões, devemos desenhar,colocar gravuras,e torcer para as pessoas compreenderem
    abraxxxxx

    • Léo Rossatto disse:

      Você tá certíssimo. Infelizmente (ou felizmente), na Internet, você perde totalmente o controle sobre um conteúdo depois que você põe ele no ar. As pessoas usam aquele conteúdo da forma mais estúpida possível, em muitas oportunidades. E o que você disse é um exemplo didático disso.

      Abraço!

  21. eu disse:

    Fazer uso de um termo como “coxinha” é tão nocivo quanto qualquer outro que enderece pessoas com ideias menos liberais e mais esquerdistas (ex. “petralha”, que também é horroroso). Eu enxergo de ambas as partes uma tolerância cada vez menor à crítica e, portanto, um distanciamento enorme do diálogo. Esta cada grupo de indivíduos fechado sobre si mesmo. Arrogância e intolerância a críticas não são características exclusivas de “coxinhas”, psdbistas e afins; aliás, isso se vê cada vez mais na juventude esquerdista de um semestre de faculdade que se considera a salvação do mundo. Um bando de gente que se nega a discutir temas cotidianos com quem não tenha lido – ou pelo menos afirma que leu – a obra completa de Marx e que parece ter sua própria solução pra tudo. Uma geração que, me parece, é herdeira de pessoas que transformaram alguns aspectos da nossa sociedade através da discussão e diálogo. É com isso que deveríamos estar preocupados e é isso que tem acontecido cada vez menos. No que depender dessa mania estúpida de entitular as pessoas (“coxinha”, “petralha” etc) na tentativa infantil e arrogante de menosprezá-las e descreditá-las, o diálogo estará mesmo morto e não estaremos nos propondo a viver numa sociedade democrática. Nem o coxinha e nem você, que se acha super moderno.

  22. Beto disse:

    Resumo em uma única palavra: Invejoso

  23. Bêto disse:

    A galera ae é tudo coxinha e tudo playboy! Comunismo? Socialismo? Esquerda? Direita. Isso é dialeto de playboy tiu! Escola particular… pá… Pobre não sabe o que é isso. E outra! Os coxinhas são necessários poxa! Tu ia fazer o que com esse monte de gente alienada e essa realidade zuada e COFM (Capitalista e Ostentadora de Facebook Módafóquer). Em? Deixa a galera rir com o neymar, e sonhar com o castelo novo do carinha na quebrada. O Coxinha dá um pingo de esperança e uma fatia de momentos de sonhos em seu dia desprezível de trabalhador modus-operandi, cruel.

  24. Helder disse:

    Para nós curitibanos, “coxinha” é quem torce para o Coxa, ou seja, para o Coritiba. Não estamos nem ai para os paulistas e seus rótulos!!!

  25. Tiago disse:

    O artigo, que inicialmente parece até interessante, termina por caracterizar a incapacidade de diferenciação do autor. Todos os babacas são coxinhas, desde que não sejam os amigos ou correlatos ideológicos do autor. Esse é o típico argumento esquerdista medíocre; quem não participa da minha patotinha não é legal! Trata-se do extremo oposto e não menos pior tipo de caráter, aquele que depende sempre dos iguais para aprovarem suas idéias, hábitos e posturas diante da vida. Sendo assim, nesse caso, poderia se caracterizar pelo termo: empadão comunista!

    • Augusto disse:

      Perfeito! Trata-se de mais um desses termos ampliados (pq na época em que eu militava na esquerda, coxinha era sinal de “policial corrupto e covarde, que dá tapa na cara de pai de família e faz negócios com vagabundo da boca de fumo”) para abranger mais inimigos que volta e meia surgem na sociedade. Aquele negócio: petralha, JEG, PIG, reaça, fascista, comunista, esquerdopata, etc – tudo para tentar evitar o debate político, mesmo, caricaturando o adversário. Nossa época, em especial, é fértil de palavrões mas muito pobre de argumentos e estudos. É a cara do Brasil criar verdadeiras torcidas organizadas (com a mesma truculência) sobre QUALQUER assunto. Eu, mesmo, já fui bacana, cult, esquerdista e, portanto, “do progresso”, do bem e da emancipação humana (tem coisa mais cafona e piegas que isso?), mas hoje eu seria invariavelmente enquadrado em algum dos inúmeros atributos de um coxinha. Pode ter certeza que se você for anti-esquerda, não escapará. Eu até diria: trata-se de uma briga entre “coxinhas” (direita) e “pão-com-mortadela” (esquerda), em referência a essa falsa tara em ser sempre “do povão”. Nota-se que tais sujeitos raramente são “do povo”. Na maioria dos casos são tão endinheirados quanto os coxinhas aos quais tentam desdenhar, mas a necessidade cria o termo. Como somos “coxinhas”, não seremos lidos, mesmo, então está tudo tranquilo. No caso do autor, notei aí um certo ressentimento – certa “inveja” – do Leifert. O cara faz sucesso, tem uma esposa linda… recalque? rs Isso também não é nada “Rock n’ Roll”.

      • romário disse:

        Mas você não é do tipo Leyfert, é soninha! Não entendo o porquê de a “emancipação humana ser cafona e piegas” (inclusive usei no meu comentário). Você fala desses endinheirados q desdenham dos coxinhas pq você foi um deles, se dizia de esquerda mas rapidamente se conformou e encontrou conforto na posição de coxinha-soninha.

        • Augusto disse:

          Ora, ora! Pensou, talvez, que eu não viria aqui… kkkk Não, presado 1gnorante! Eu sempre fui pobre e continuo pobre, mas não de espírito e de cultura. Releia o meu comentário e verá que o contexto do termo “emancipação humana” está ligado à falsidade ideológica (de ideologia, mesmo, hehe) na minha afirmação. Mas com certeza você seria o maior coxinha aqui, pois quer ditar moral aos outros sem sequer saber ler o que dizem. Coxinha é assim: moralista e sempre colocando palavras na boca dos outros… tsc

  26. Dieter disse:

    “… São Paulo é um dos ambientes mais individualistas do Brasil….” quem escreveu isso não conhece Curitiba e os curitibanos …

    • Helder disse:

      Sou curitibano e para nós aqui, “coxinha” é quem torce para o Coxa. Ou seja, quem torce para o Coritiba. Nós não estamos nem ai pra vcs paulistas!!!

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  30. Diana disse:

    Só para ilustrar com um caso peculiar: aqui em Belo Horizonte, no ano passado, houve um caso de corrupção na Câmara de Vereadores envolvendo o presidente da Casa, que ficou conhecido como “o caso da coxinha”… Ele justificou o uso de R$ 62 mil de verba indenizatória com com compra de lanches, apresentando notas fiscais de um buffet de propriedade da madastra dele… O caso revoltou tanto a população, tendo em vista muitas outras irregularidades que vinham sendo praticadas na Câmara, que houve até marchinha de carnaval denunciando o abuso: a música “Na coxinha da madastra”, do compositor Flávio Henrique, virou hit do Carnaval… E sabe qual é o nome do vereador em questão? Léo Burguês! Dá pra acreditar? Coxinha é um adjetivo muito apropriado para o dito-cujo…

    http://g1.globo.com/minas-gerais/carnaval/2012/noticia/2012/02/inspirada-em-denuncia-na-coxinha-da-madrasta-e-hit-no-carnaval-de-bh.html

  31. Diego Felipe Toledo disse:

    Cara esse termo é utilizado a muito tempo para identificar policiais, mas a aplicação deste termo para identificar outros “indivíduos” foi difundida no meio motociclístico, ao menos desde 2006/2007, na época do falecido Orkut, em especial na extinta comunidade “Harley-Davidson”, onde os “coxas” eram trollados sem perdão, agora também é utilizado pelos “alternativos” para identificar a “playboyzada”, falando nisso, estes “alternativos de butique” são outro pé no saco, moram no Morumbi, em Alphaville, no Itaim e vivem pregando a filosofia do “comunismo de butique”, povo chato…

    • Léo Rossatto disse:

      Cara, foi provavelmente o melhor comentário nessa discussão toda. Eu realmente não sabia dessa discussão.

      O “comunista de boutique” ou “punk de boutique” é um tipo muito comum pelo menos há uns dez anos. Em 2002 mesmo, eu tinha colegas que faziam tipo de revolucionário, usavam camisa e boina do Che Guevara, mas faziam aula particular de dança de salão “pra saber dançar e pegar a mulherada” (sic) e iam nas baladas mais caras da cidade. Hoje muita gente se define como “alternativa”, de 2005, 2006 pra cá surgiu com bastante força o “hipster” também.

      Enfim, são todas variações de um mesmo tipo, que tenta se afirmar com base nas aparências e tal. Óbvio que muitos fazem isso de forma inconsciente, sem nem perceber o papel que estão fazendo. Na real é um grande reflexo dos valores de nossa sociedade, que valoriza mais a posse e o consumo do que o ser legal com os outros e amável com todo mundo.

    • Nelsinho Lima disse:

      Mandou muito bem, é o mais autentico resumo da ópera, tem muito neguinho ditando o que não vive, não sabe e não conhece, eu tbm não tolero esta cambada, vamos viver a vida e cada um fazer o seu da melhor maneira.

    • Chamar de coxinha é coisa de bandito disse:

      O termo “coxinha” foi criado por bandidos querendo deligitimizar a policia através de uma caricatura negativa.

      Os esquerdopatas como o author deste blog adoraram a ideia.

      Por que será?

      • Diego Felipe Toledo disse:

        Cara da onde você tirou isso???

        O comentário do autor nada tem haver com política!!!

        Use sua massa cinzenta, pelo amor de Deus!!!

        Como Jurista, de ideologia política conservadora e de centro, fico enojado com comentários de baixo nível intelectual, abomino tanto xiitas de esquerda, quanto xiitas de direita, hoje em dia a preguiça de se desenvolver um raciocínio é imensa, tanto na pseudo esquerda, quanto na pseudo direita…

        Está difícil viver no Lisarb, cada dia estou mais cercado de idiotas funcionais tanto de direita quanto de esquerda.

        Não conheço o autor e também não tenho costume de publicar comentário com pseudonomes…

  32. Adolfo disse:

    E você, Léo? Seria um exemplo de “coxinha blogueiro”?

  33. Juliana disse:

    Para os fas do Luciano Hulk, que dizem que nao importa os meios e que acham que o apresentador esta fazendo o bem, leia a reportagem sobre a fraude que é o programa lata-velha, os processos contra a rede globo. Me desculpem, mas esse pensameno é o mais ingenuo que eu ja ouvi.

  34. Paulo disse:

    Muitos se “doeram” com o texto. Mas a verdade é que tem muito coxinha fazendo comentários aqui…rs
    Perceber a guerra psicossocial por trás desses perfis citados no texto não é p/ qualquer um, muito menos p/ aquele pessoal que se acha esperto, e que diz que não é de esquerda, nem de direita, mas é um p%$# de um pequeno burguês inrustido….rs

    • Fernando disse:

      Na mosca. Esquerdistas geralmente se identificam com tais e não escondem suas ideologias políticas mas os de direita, sentindo-se anacrônicos, ultrapassados, na mira da grande massa, negam publicamente o que são mas alimentam intimamente delírios do tipo: a volta da ditadura, a recriação da ARENA, a separação de estados do Brasil para a criação de novos países “auto-suficientes”, longe da invasão de forasteiros – leia-se nordestinos, negros e até minorias distoantes de seu padrão de normalidade – cura gay, filiação a alguma igeja, seita ou clube exclusivo como forma de padronização e rotulação social e por aí vai. São a negação da negação da negação porque não sabem mais o que afirmam e então entram num processo de negarem-se continuada e ostensivamente mas secretamente alimentam seu comportamento doentio facilmente identificado por suas atitudes narcisistas e de eterna auto-afirmação. Quem vive deste jeito é doente mental, com personalidade dividida. E são também um prato cheio para a chacota e a trollagem de quem tiver paciência de avacalhá-los de vez em quando para que não percam o contato com a realidade.

  35. Sérgio disse:

    Bem, até onde sei, o termo coxinha vem dos motoboys. Coxinha é o bacana que não tem força nas pernas para dar a partida, então usa moto com partida elétrica… daí todas as inferências…
    Acho que o pessoal que recebe o vale coxinha não é o nosso “coxinha”, porque “coxinha” é mais classe mérdia. O pessoal da segurança (que recebe o tal vale) tá mais é seco pra dar porrada nos coxinha.

  36. Daniel disse:

    Pelo que eu entendi… coxinha é o mesmo que uma pessoa estrela….

  37. thais disse:

    coxinhas não entendem o que é ser coxinha. Fui no cinema com a minha irmã e com a filhinha dela de 2 anos, mas não tinha lugares continuos suficiente para as três, então a gente pediu para o moço que tava se empanturrando de coca-cola com pipoca com a namorada para eles irem uma cadeira para o lado para que a bebê pudesse sentar com a gente. O coxinha respondeu com raiva e querendo impressionar a outra coxinha “eh? PARA QUE?”, eu respondi que era para que a gente pudesse sentar. Ele ignorou. Minha irma teve de ficar o filme inteiro com a bebe no colo, e o pior, do lado do coxinha!

    • Daniel disse:

      Pelo que eu entendi… coxinha é o mesmo que pessoa estrela….

    • Paula disse:

      Uma criança de dois anos não deveria estar num cinema. Não entende, se aborrece, e ainda pode dar escândalo caso fique entediada, prejudicando a experiência dos outros que pagaram pra assistir ao filme. O coxinha foi desagradável sim, mas seu julgamento “se empanturrando de pipoca com coca-cola com a namorada” também é. E daí se ele estivesse comendo a pipoca e a coca-cola que ele comprou? Isso também é defeito? Comentário desnecessário. Ele pode não gostar de criança ou ser um chato de galochas. Eu até teria mudado de cadeira para não me aborrecer, mas preste atenção: criança pequena é imprevisível, geralmente não gosta de ter que ficar muito tempo sentada sem fazer nada, se chateia, chora, e é egoísta da parte dos pais enfiá-las em lugares assim onde elas não estarão felizes. Deixassem a neném em casa com alguém da família ou pagassem uma babá. Ninguém é obrigado a mudar de lugar pra te favorecer, com ou sem criança. Quer variedade de assentos? Chegue mais cedo na sala de projeção, ué. Direitos iguais.

      • Nelsinho Lima disse:

        Ora, acho que ela pode sim levar a criança ao cinema, e o suposto coxinha, tbm pode querer não ser encomodado, levantando-se pra deslocar-se, agora, vc criticar a pessoa por levar a criança ao cinema, porra que rancorismo todo é este, isto sim é uma atitude de coxinhas.

      • Aline disse:

        Fora que é mais educado o bebê ficar no colo, para o adulto se sentar.

      • Rodolfo disse:

        “…Direitos Iguais.”. Assim você findou sua resposta. Mas no início, disse que “criança de dois anos não deveria estar num cinema”. Quanto contra senso…

  38. Felipe disse:

    O que o cara tem que fazer para não ser visto como um “coxinha”?

  39. sheila disse:

    Por alguns comentários cheguei a conclusaõ que além de coxinhas tem muitos salgadinhos enrustidos:.é empada sem azeitona,cachorro quente sem salsicha e rissoles sem recheio.SP não demora a virar uma grande lanchonete,fazer o que??

  40. cesar pedro disse:

    O segundo sol virá e não se entenderá o que é ser coxinha e muito menos quem é coxinha! neste meio tempo todos seremos acusados em algum momento! rsrsrsrs O Luciano Huck eu o chamaria de ESCROTO! rsrsr termo mais facilmente assimilável. Teve um programa que ao entrar na casa a ser reformada, na presença da proprietária, ele disse: Esta casa é um lixo! Deixando escapar sua urbanidade agressiva e pouco polida! empatia 0.

  41. Juliana disse:

    Os “politicamente corretos” acham preconceito classificar as pessoas e diferencia-las. Este comportamento que o autor descreveu certamente existe, e qualquer uns de nos pode ter um lado coxinha, uns mais, outros menos, outros totalmente coxinha e e outros nada coxinha. Quem nao aceita criticas na minha opiniao sao voces que estao criticando avidamente o texto do autor, certamente porque se identificaram e nao gostaram de descobrir seu lado coxinha!!

  42. Carol Ruas disse:

    Boa definição! Mas tenha certeza de que não é só em São Paulo que os ‘coxinhas’ residem (apesar de ser quase a capital da ‘coxinhice’).
    Me fez lembrar de um outro texto, cujo personagem central (Almeidinha), me pareceu um exemplo clássico de coxinha e talvez ele até possa complementar a definição proposta em seu texto. Segue o link: http://www.cartacapital.com.br/autores/politica/direitos-humanos-para-humanos-direitos

    Abraço

  43. Myrza disse:

    Em Belo Horizonte, o termo coxinha é usado para se referir aos vereadores, porque além de todas as características acima, eles mantém um hábito peculiar de lanchar coxinhas “de ouro” (pelo valor, só pode), fornecidas pela madrasta do presidente da câmara (com minúsculas propositalmente).

  44. Ed disse:

    Esse tipinho tem uma outra denominação: boi do cu branco.

  45. Alvaro disse:

    Um tanto esclarecedor, já imaginava uma definição por aí. Até já passou pra mim que seria a galera nutrida e saudável ainda em fase de crescimento: coxinhas, pra depois de formados:colchões em camas super-hiper-mega descoladas… Mas de verdade lembro de reintegrações de posse da prefeitura de sp com um batalhão de CGMs de azul, os coxinhas, acompanhados da GCM Ambiental (os coxinhas grandes – bate pau) tentando empurrar os moradores para fora de um terreno público, e os moradores defendendo suas moradias e descendo o braço nos coxinhas…

  46. Pedro do Rio disse:

    A “turba” de Sampa, meca dos coxinhas, vieram aqui em passeata tentar detonar o texto! Os gigantes coxinhas …

  47. rafa disse:

    aqui no rio eh o popular “ponei”

  48. Pedro Martins disse:

    Interessante a discussão sociológica. Gostei da enquadrada da Francine, é bem ela mesmo. Vejo uns tipos assim pelo aeroporto de Guarulhos ultimamente, especialmente naqueles portões do porão onde se pega um ônibus para chegar no Air Bus. O povão consumindo transporte aéreo e os “coxinhas” com cara de nojo.

  49. Pingback: Fernando Ladeia » Descaminhos de um movimento estranho

  50. Aaaannnnnnnaaaaa disse:

    Fico feliz em saber que, ao contrário dos coxinhas, os ROTULADORES não se preocupam com a questão da segurança. Afinal, o que é levar um tirinho? E se um tirinho for dado no seu filho porque ele chorou durante o assalto? Nada demais para um rotulador, né mesmo?

  51. Sou bem mais empadinha

  52. vieiraeuclidessantana disse:

    Republicou isso em SUSCETÍVEL FEBRIL.

  53. Fernando Trevas Falcone disse:

    Ótimo texto. Direto, objetivo e muito didático. Um retrato feliz de uma situação preocupante.

  54. eu eu e + eu disse:

    tem mais oque fazer não?

  55. Pingback: DFHOUSE

  56. José Carlos disse:

    Caraca! Para um coxinha convicto como eu nunca me senti tão próximo de um autor do texto. Diferenciando!

  57. evandro disse:

    Para evitar o mal que eles podem causar, ou estão causando à sociedade.

  58. evandro disse:

    Estava pensando o que podemos fazer contra os coxinhas, mas não tive resposta.

    • Fernando disse:

      Despreze-os. Ignore-os. Não lhes dê atenção, audiência, IBOPE ou simplesmente leve em consideração sua patética existência. Se levar, que seja para avacalhar, ridicularizar, debochar. Eles não suportam. Caem em depressão e se suicidam. É a melhor técnica de extermínio, vai por mim.

      • caio disse:

        cuidado pois os tais “coxinhas´´ geralmente são pessoas de status ou fisicos forte, os judeus da alemanha tentaram ridicularizar os alemães após a 1° guerra, e como mostra a história, a risada terminou em choro depois!

  59. Meu Deus, nunca tinha ouvido o termo e tive a maior surpresa e senti até um certo alívio por identificar e definir o mal-estar que sinto perante a postura de um bando de coxinhas, se é que estou certo. Mas o primeiro que me vem à cabeça é Pedro Bial, conduzindo o BBB com aquela cara de veado. Ele chamava, por exemplo a Andressa, de Dedessa, pode? Aquela sua linguagm suave e afrescalhada com “seus heróis”, ajudando a dilapidar o patrimônio e a privacidade dos cidadãos, e, depois, vai chorar no programa do próprio Hulk, quando vê a “pseudo-superação” de meninos das comunidades cariocas. Um otário. Ana Maria Braga com as suas abobrinhas das manhãs brasileiras, seu jogo burguês, mas se dizendo tão preocupada com o povo, a sociedade brasileira e seus problemas: uma cretina. Hebe Camargo também era a cópia e com os mesmos motivos, mas como já está pagando pelos seus pecados, deixa pra lá. O deputado Jean Wyllys, que se agarrou no ítem LGBT e faz dele um chavão, mas não deixa claro que as suas intenções são altamente poliqueiras e quer ser o bom moço desta categoria, quando, na verdade, está se lichando para ela. Os repórteres da TV que se agrupam em favor dos interesses burgueses e se colocam com aquela carinha de coitados. O pessoal do futebol, Galvão Bueno – que eu odeio e suas charges com que destrói os direitos adquiridos da sociedade brasileira. Ronaldo, o fenômeno da besteira e dos interesses pessoais, inclusive quando caça travecos para satisfazer seus ímpetos mais obscuros. Graças a Deus entendi e lutarei mais e mais contra esta barbárie toda.
    Antonio da Costa Neto
    Brasilia – Df
    antoniocneto@terra.com.br
    http://www.mudandoparadigmas.blogspot.com.

    • Thais disse:

      Meu Deus, que resposta mais coxinha!! o.O

    • Paula disse:

      Moço, o senhor nem é mais coxinha, é um EMPADÃO DE FRANGO.
      Quanto homofobia, hein? Chamando os outros de veado, “traveco”… Que coisa feia. Na aula de culinária onde te fizeram não ensinaram tolerância? Te deixaram tempo demais no forno.

  60. Coxinha Mr disse:

    Texto de merda, feito por uma cabecinha de merda. Uma pena que o autor (ou autora) não foi abortado (a). Evitar que merdas venham ao mundo é um dos motivos pelos quais eu apoio o direito ao aborto.

  61. Ale disse:

    Sectarismo .. é um dos piores dos exemplos , faz lembrar bem a ideologia facista , engraçado , como o idealismo reacionário produz coisas tão barbaras quanto aquelas que se tenta denunciar , o texto é péssimo , sem nenhuma beleza estética e sem uma dialética convincente. Esse tambem é um mal de quem apenas olha pra ponta do próprio nariz !

  62. Paulo Rocha disse:

    Aqui, no Paraná, nós os chamamos de “curitibanos”.

  63. cha disse:

    Coxinha-mor: aquele que é a favor das manifestações e reivindicações mas não se junta à massa dizendo: “não quero ser mais um coxinha!” O___o

  64. cha disse:

    “A diferenciação se dava naturalmente, com a absurda desigualdade social das metrópoles brasileiras”
    Naturalmente???? Não! Engano seu! Fatores econômicos, sociais e culturais não são naturais. Nunca foram e nunca serão!

  65. Maria Cecilia disse:

    Detesto esses supostos coxinhas…..e olha que faltou muita gente aí nessa lista!!!!
    Pelo que andamos vendo, tem muuuuuuuita gente de esquerda, metido nessa politicagem, enriquecendo às custas de altos salários que já se enquadram nesse ítem coxinha.
    ou você não parou prá pensar nisso?
    Que ingenuidade!!!!

  66. Marco Antonio disse:

    Vc esqueceu de dizer que eles tem medo do Foro de São Paulo…

  67. Silwia disse:

    “Eu não vou a lugar nenhum, mas fui á uma reunião aí de sociedade, sentei lá e daqui a pouco a sala se encheu de gente, com aquele pessoal todo elegente, mulheres bonitas, cobertas de jóias. Todo mundo fazendo uma ondarada na sala, falando alto, cada um querendo se mostrar mais que o outro. Achei uma merda, até fui embora. Tem que ter momento de prazer, de alegria, mas a gente sentir que NÃO PENSAM EM NADA ESSA BURGUESIA BRASILEIRA. Eles tão cagando pro pessoal das favelas, né?” (Oscar Niemeyer, em “A vida é um sopro”).

  68. Pingback: O Coxinha – uma análise sociológica - Nerd Militante

  69. evandro disse:

    Quais as baladas preferidas pelos coxinhas.

  70. evandro disse:

    Gostaria de saber como é que o coxinha vê o sexo, e a homofobia.

  71. Carlos Pacheco disse:

    Primos-irmãos dos “Mauricinhos”?

  72. Didyy Rocha disse:

    Reconhecermos que existem pessoas que buscam a “diferenciação” em detrimento de outras é válido para que continuemos na eterna busca pela igualdade.Só não me parece ser necessário qualificá-los,ainda mais de uma forma que soe pejorativa,pois assim assumimos uma posição,se não “coxinha” ,no minimo intransigente.

    Odirley Rocha

    • anacranes disse:

      Odirley isso que vc está falando é sobre rotulação. Sempre vai existir coxinha é uma palavra não muito bem vista, playboy e mauricinho era algo mais bem visto. Mesmo assim via muito deles se dizendo não ser. Isso tem até no meio gótico (que eu vivo) as pessoas falando ‘eu não sou gótico’. Quanto ao tom pejorativo é uma questão de opinião, o que é um direito das pessoas de terem o seu, como é direito seu achar o texto pejorativo, mesmo porque é e eu achei foda, apesar de ainda não ter entendido totalmente o que é coxinha…

  73. Hank_Moody disse:

    Meu… faz o seguinte. Refaça o texto e me devolva em duas vias, em papel timbrado. É muito contraditório descrever que dentre as características do ser-coxinha é o tentar ser engraçado ao mesmo tempo em que a proposta do texto se faz num tom de graça. Acho que pra vc deixar de ser coxinha faltou certa medida de acidez. Larga mão de ser tão bom moço! Vc não teve uma inafância feliz e está, agora, tentando zombar daqueles que tinham um puma disc e um boné do orlando magic, enquanto vc andava com a saudosa kichute que amarrava o cadarço passando por debaixo da sola? Cresceu, estudou um pouco e agora tá tirando onda de intelectual. Sacada genial a sua…. tá despontando!! Xi, individualizooooou.

    • Léo Rossatto disse:

      Cara, quando eu fiz o texto (há um ano) o fiz de maneira completamente despretensiosa, e por isso mesmo acabei usando um tom mais descontraído. E nunca fui frustrado por não usar boné dos Magics ou dos Hornets que nem a maioria da gurizada usava não, hahaha (eu era estranho, torcia pros Sonics na infância, o time nem existe mais). A gente jogava bola descalço na rua, e chuteiras não eram bem vindas. A vida era mais simples e lembro daquele tempo com certa nostalgia.

      E nem passou pela minha cabeça tirar onda de intelectual. Eu fiz o texto de maneira bem despretensiosa mesmo, citei exemplos, quis usar uma linguagem bem coloquial pra ficar fácil de compreender, mas nunca pensei que esse texto fosse ultrapassar meu círculo de amigos e ganhar a repercussão que teve. Enfim, é isso (e sei que dá pra melhorar o enfoque sim, valeu)

  74. Pingback: Comportamento de “coxinhas” paulistanos é tema de análise sociológica | novobloglimpinhoecheiroso

  75. chico.marques@yahoo.com.br disse:

    texto extremamente preconceituoso, texto de esquerda que agora não é mais esquerda, rotulando, de mal gosto, deformador de opinião, a tolerância deve prevalecer sobre as minorias e os menos privilegiados, seja de cultura, dinheiro ou intelecto.

  76. Marcus disse:

    Eu tento entender, mas não consigo, a luta é pela “descoxinização” do povo através da segregação? Tipo assim: “Tu és coxinha, caia fora da minha marcha!!!” ou então “Com coxinhas não teremos uma sociedade justa!!!”
    Todo mundo tem que relaxar e deixar cada um fazer o que quiser, se quiseres roubar, vai lá roube, não vou ficar te julgando pq és um ladrão, liberdade pô!!!
    Mas seguinte, se não concorda comigo tua posição é vítima da sociedade capitalista, tu não tens a mente aberta, ou tu viveu criado a todinho e não queres ser roubado e não pode participar de uma discussão política de real fundamento…
    Na minha visão a única coisa que falta pra extrema esquerda é justamente o que ela mais pede…

    • anacranes disse:

      Marcus o texto é de 2012, não tem nada haver com s manifestações. Mas sobre a vontade geral de tirar ‘os coxinhas’. O MPL luta pelo passe livre. Algo voltado para o povo mais carente. Gente paupérrima que não tem grana nem pra pagar o bus. Eles também lutam por melhorias no transporte público. Daí 100 m,il pessoas comparecem na passeata dos caras mas querem pedir a porra do fim da corrupção. Idéia utópica e sem proposito. Confundiram apartidário com antipartidário. Mandaram pessoas que estavam na luta junto com o MPL desde o início. Agora depois de tanto encherem o MPL se uniu ao Movimento Periféria Ativa, continua pedindo por coisas que importam a população mais pobre. Mas tem um monte de idiotas (nem sei se chegam a ser coxinhas) chamando os caras de traidores, fascistas, comunistas só porque eles não querem liderar aqueles que acordaram ontem. Como se eles fosse obrigados a isso. Deu pra entender mais ou menos o que tá havendo?

  77. Teco disse:

    Comprei uma camiseta que adoro, esta escrito ‘I Love Coxinha’ e eu falo do salgadinho, não confundam. Aqui no RJ o termo é playboy.

  78. Wagnão disse:

    Parabéns! Acertou tão em cheio na descrição que tá cheio de coxinhas aqui reclamando..rs..

  79. Huhahauhahhuah mandou muito bem !! E quem se mordeu é pq vestiu a carapuça !
    Parabéns pelo texto !

  80. Texto tosquinho. Batendo em cachorros mortos e jogando no mesmo saco a Soninha, que tem lá os defeitos dela mas é de uma abertura ao diálogo IMPRESSIONANTE. Pra demonizá-la tem que ter ou muita má-fé ou muita falta de informação.

    • Léo Rossatto disse:

      Cara, eu nem demonizei a Soninha, mas o fato é que há um ano atrás, quando escrevi isso aqui, ela era uma figura bem mais icônica do que é ser um coxinha na política do que é hoje. Talvez, se o texto fosse escrito hoje, outro exemplo seria mais apropriado.

  81. anacranes disse:

    Não precisa aprovar esse comentário, mas acho que encontrei a musa das coxinhas. Ela postou um vídeo dela na página do evento “Ato contra a Cura Gay” https://www.youtube.com/user/danischweryherculano/videos não sei se dou risada ou choro…

    • Léo Rossatto disse:

      Dani Schwery apareceu com força na eleição de SP ano passado. Esses vídeos toscos dela nem são coxinhas, são só preconceituosos mesmo.

      • anacranes disse:

        Se ela não é coxinha então ainda não entendi direito o que é coxinha O_o .Sobre o dialeto eu li mais um pouco e discordo. Muitos termos alí são termos paulistas, falo “meu” desde que me entendo por gente. Ok o Luciano Huck puxa pra um sotaque da mooca. Mas muita coisa ali mesmo são tipicamente paulistas. E você ainda não respondeu se a guria te chamou de hypster ou não. Soy Darks! Tenho dificuldade de entender tudo isso ;)

      • anacranes disse:

        Ps esquece o lance do hypster confundi com outro texto sobre coxinha. Mas se puder explicar (caso saiba) a diferença entre coxinha e mauricinho agradeço ;)

  82. anacranes disse:

    Nunca tinha ouvido o termo até essa semana dado as ocorrências políticas. Fiquei intrigada e vim parar aqui. Só acho que faltar falar que Coxinha é o novo Mauricinho. Achei o termo meio nada haver, tanto por já ser relacionado com a PM quanto por ser uma coisa de pobre. Croissant cairia melhor kakakakaka! Fiquei com medo depois de ler o dicionário coxes-portugues, uso muitas palavras dali. Será que sou coxinha? ;)

  83. Aninha disse:

    Logo que comecei a ouvir esse termo, achava que era “mauricinho” ou “playboy”, daí eu me perguntava por que inventar outro termo. Depois, entendi que era outra coisa, mas é diferente disso que tu falas, exceto pelo estilo descontraído e engraçadinho, como falaste do Leifert. Pra mim, “individualista” e “conservador” é o playboy – como o Huck (aliás, concordo que ele faz as boas ações por marketing, mas não acho isso ruim, e tenho certeza de que os beneficiados também não acham. Ainda é melhor do que não fazer boa ação nenhuma). Pra mim, coxinha é a mulher que compra terninho na C&A. É pobre – senão não precisaria comprar na C&A -, mas compra roupa de executiva (terninho), sem ser executiva, senão não seria pobre. É o cara que juntou dinheiro por anos para viajar pela Europa e fala sobre essa viagem com os amigos com muita naturalidade, como se ele não tivesse ficado deslumbradíssimo por ter viajado pela Europa (o que não há nada de errado, eu admito que fiquei mega feliz e orgulhosa quando fiz minha primeira viagem internacional, para mim não era comum, ué!). Ele fala “Tomei esse vinho em Paris” procurando disfarçar o quão bem ele está se sentindo por dizer essa frase! É o cara pobre que não se dá conta disso, tem uma imagem distorcida de si mesmo, tem preconceito contra os pobres sem lembrar que ele mesmo é pobre, é o cara que reclama dos aeroportos cheios de gente da classe C sem lembrar que se não fosse pela ascensão da classe C, ele também não estaria viajando de avião! Era isso o que eu entendia por coxinha até ler este blog, pelo menos. Abraço!

  84. O problema não são os Coxinhas. É o analfabestimo funcional.

  85. Mas o brasileiro por natureza já é coxinha desde seu nascimento.

    • Paula disse:

      Issaí mesmo. Brasileiro é o povo mais coxinha do planeta. Quem não é, aspira a ser. Porque tem o coxinha ideológico, né? Ele pode até não ter a grana ou a influência pra ser coxa, mas dada a oportunidade ele se joga num bom concurso público e passa os próximos 40 anos coxinhizando a própria existência, feliz da vida. Quem sou eu pra julgar? No fundo todo mundo segrega e quer andar com gente parecida.

  86. Tata disse:

    Leo, eu gostei do seu texto; gostei também dos exemplos. Acho que tem muita gente que não é coxinha por completo, mas tem atitudes coxinhas. Eu mesma me peguei pensando que caio nessa armadilha algumas vezes por dia, embora não goste. Você me ajudou a identificar meus momentos coxinha, vou prestar mais atenção nisso.
    E, particularmente, o tipo coxinha que mais me irrita é o tipo engraçadinho. Tudo vira piada, não tem conteúdo pra se aprofundar nos assuntos. Aí fica mais fácil fazer uma piadinha sem graça. pra acabar com o assunto.
    Vou evitar as piadinhas imbecis…kkkkkk

    • Léo Rossatto disse:

      matou a charada: a maioria, eu diria, não é coxinha por completo, mas compartilha algumas atitudes coxinhas mesmo que inconscientemente. E o tipo engraçado é o que mais irrita mesmo, porque é o mais difícil de argumentar contra. Qualquer crítica é “coisa de troll”;

  87. Essa patifaria petista de impingir, em quem acha que é de esquerda, o ódio e a generalização a São Paulo.uma cidade que é diversificada e acolhedora pela própria natureza, não passa de uma rasa e apelativa demonstração de que a “casa caiu” e a quadrilha está com os dias contados.

    • Léo Rossatto disse:

      Mas Sílvia, eu nunca disseminei ódio a São Paulo em momento algum, inclusive já escrevi um monte de textos sobre SP aqui no blog. É um lugar que eu amo, apesar da locomoção estar quase impraticável.

  88. Ricardo disse:

    Coxinha é coxinha , e coxinha entendo que não assuma que é coxinha pois os não coxinhas são muitos e muitos. e se resolverem dar um basta nos coxinhas , vai ser um esmaga cixinhas.
    para não ser descoberto que é um coxinha , diga sou coxinha , daí será aceito como um coxinha confissor e receberá penas brandas no julgamento dos não coxinhas.
    finja ser um não coxinha, ande de ônibus cheio, não ofeceça esmola à quem não tá pedindo, quando passar por um não coxinha , não se sinta diferente, pois ele pode reconhecelo como coxinha.

  89. Felipe disse:

    Coxinha é uma pessoa preconceituosa que por ter uma grana mais se acha melhor do que os outros. Quando jovens, sua preocupação maior é porque o aeroporto não tem wi-fi liberado

  90. Marcia disse:

    Sou assalariada mas faço inglês no Cultura Inglesa e lá tá cheio de coxinhas mas eu não sou não…é duro ouvir as abrobrinhas desse povo sobre a sociedade em vivemos, aja paciência….

  91. John Ironcock disse:

    Esse texto soou tão coxinha! Quem escreveu é muito coxinha!

  92. Margarida Leoni Passos disse:

    Oi Léo, gostei muito do teu texto.
    Esclarecedor, didático e não tendencioso, e muito fluido na sua leitura (qualidade rara…).
    Além de ser oportuno nestes tempos de mobilização nacional, quando até aqui em Porto Alegre o termo “coxinha” está sendo usado mas nem todos ainda sabem o seu significado.
    Um abraço,
    Margarida Passos

  93. Vida Maria disse:

    No meu tempo esses três eram chamados de babacas e nem precisava de muita teoria para justificar.

  94. vilma borges wiese disse:

    Aos 57 anos (militante desde os 20) achei formidável essa matéria, pedagógica, esclarecedora. Nem sabia que “coxinha” tinha essa conotação ideológica. Mas quero registrar uma constatação: moro em joão pessoa-paraíba. Outro dia estava num shopping (o maior de joão pessoa) e ouvi vários comentários “dos coxinhas”kkk (“vamos começar a frequentar outros lugares, porque este shopping está cheio de gente pobre”. Ser coxinha, é acima de tudo ser preconceituoso, arrogante, pensar que os frutos produzidos pelos trabalhadores só podem ser consumidos por eles.. “Ave maria mainha”!

  95. vande27 disse:

    Interessante o texto. A uma mesmice no ar. Vários caras posam de descolado sem qualquer conteúdo na cabeça. E o pior, são desformadores de opinião.

  96. Ricardo disse:

    ah, olha… eu tento ver como uma coisa engraçada, tal, uma forma de zuar os outros… mas meu, ta esquerda demais isso.

    Se for pra falar de “coxinha” por que nao inclui os “esquerdistas” do brasil nisso? tem coisa mais tosca do que esse povinho metido a revolucionario e socialista que ama cuba mas que nao quer morar la de jeito nenhum? Dizem que la é lindo, otimo… venezuela é o novo paraiso, mas pra la ninguem quer ir. Seguindo seus pareceres… deveria considerar isso, mas creio que não acontecera, afinal, tudo indica que vc aprecie o lado “vermelho” da força…

  97. Alessandro Thomé disse:

    Só não é coxinha quem mata o que comer, dorme quando o sol baixa e não tem disponível eletricidade que o permita ligar o computador, acessar a internet e, por meio dela, definir o que é ser coxinha (ou qualquer outra coisa).
    Agora vou ali buscar o katchup.

  98. renata disse:

    Quem critica a crítica é coxinha

  99. Pingback: O Coxinha – Uma Análise Sociológica | Claudia Feitosa-Santana

  100. minhavidagay disse:

    Realmente não é fácil lidar com as diferenças. O rótulo é social, mas textos como esses acabam disseminando uma cisão, um tipo de repúdio aos modelos comportamentais que não do autor e daqueles que o parabenizam. Nessa onda dos manifestos pelo Brasil todo temos notado de cara essa diversidade dos grupos, que entendem o propósito das passeatas de maneira bem particular.

    Acho que nunca antes como agora o brasileiro tem reconhecido o próprio brasileiro e, nisso, reparar que cada grupo age de forma diferente em um mesmo manifesto incomoda, incomoda bastante. As pessoas se estranham com tipos de hábitos, estilos, gostos e até gestos que não correspondam aos próprios perante o manifesto. Em movimentos populares desse tipo, a gente bate de frente com as diferenças de comportamento, de cultura, de valores, de classe, coisa que a gente não repara no cotidiano, quando convivemos basicamente com aqueles que entendemos como nossos semelhantes, que tem mesmo gostos ou tem uma sintonia. Assim se caracterizam as amizades.

    Até aí, tudo bem. Ser humano tem disso, de se aglutinar ou se identificar com pessoas que correspondam com valores e estilos semelhantes. Mas o erro está quando a gente “encaixota” e classifica para autoafirmar nossa diferenciação, que fica como um status sobre o outro.

    Acho tudo isso uma grande bobagem, embora o momento seja esse, do brasileiro está reconhecendo o outro brasileiro cada vez mais.

    Como sociedade, não seria mais interessante pensar nas semelhanças ao invés de destacar as diferenças? O que temos visto por aí, nas ruas, é esse nosso hábito viciado de ressaltar o que é diferente, nos colocar de alguma maneira como mais “legais”, quando numa sociedade mais forte e coerente atuamos mais em convergência.

    Acontece que brasileiro adora tirar um sarro do que parece fora de seu próprio mundo particular. Ficamos classificando em tipos, julgando pelos rótulos e, dessa maneira, só justificamos a nossa fraqueza como sociedade.

    Quer dizer então, se eu for classe média / alta, com um discurso de incentivo social, individualista, me vestir de esporte fino e com uma reputação “do bem” eu sou coxinha?

    Se eu for tudo isso e tiver ainda um discurso que pareça arrogante eu também sou coxinha?

    Acho que as pessoas são muito mais do que meia dúzia de hábitos para a gente classificar.

    Por fim, essa é a opinião de um gay, com 36 anos e que, depois que cresceu, acha todos esses rótulos uma babaquice, embora entenda que mesmo no meu “segmento” a gente tem lá as classificações e diferenciações. Superei boa parte das questões de “minoria” como a maioria gosta também de classificar no momento que percebi que esse discurso de minoria é uma besteira. E entendo, cada vez mais, que o Brasil é tudo isso e que se a gente ficar preso nessas bobagens de buscar nomes para nos salva guardar que somos “mais legais” do que outros acabamos por assumir esse gigante que dizem que acordou, mas de tão confuso com os interesses e de tão crítico as diferenças me parece acéfalo.

    Em outras palavras, as diferenças que nos incomoda a gente sabe classificar. Não tá na hora de buscar pelas convergências?

  101. cochinha, pra eu sempre foi gambé, milico, rato… qualé o X da questão?

  102. Ricardo Guanabara Leal disse:

    Prezado Léo gostei tanto do texto quanto das réplicas aos comentários.

  103. A REVOLUÇÃO DOS “MANOS”

    Em recente editorial o jornal “O Globo” disse que a coisa toda “foi longe demais”. Quem acompanha a evolução dos fatos na mídia com atenção Globo percebeu que uma parte da imprensa incentivou a infiltração dos fascistas (ou coxinhas) no MPL e utilizou as massivas manifestações de quinta-feira passada para acuar o governo Dilma Rousseff.

    As cenas típicas de fascismo nas ruas foram cobertas com bastante generosidade. O espancamento de petistas nas ruas não foi culpa dos agressores, mas das vítimas que ousaram levantar suas bandeiras como se a CF/88 não garantisse a todos os cidadãos o direito de empunhá-las em público. Jovens negros e gays foram hostilizados e espancados por “militantes do povo” que participavam de uma “demonstração de patriotismo e civismo”. Os mídia são especialistas, criaram vários eufemismos para suavizar o nazi-fascismo que ajudou a despertar e a alimentar.

    O MPL se retirou das ruas assim que o preço das passagens foi reduzida. As manifestações, porém, não foram interrompidas. “Ninguém controla as ruas”, verdade insofismável que os espertalhões da mídia esqueceram. Neste momento em várias cidades do país as ruas são disputadas novamente. Não entre a esquerda e a direita e sim entre os fascistas e os “manos”. Quem são os “manos”?

    Chamo aqui de “manos” aqueles jovens pobres das periferias que a esquerda designa com desprezo por “lumpem proletariado sem ideologia política” (porque não consegue arrebanhá-los a não ser em época de eleição e mediante pagamento por dia de militância) e que a direita designa rancorosamente como “os bandidos” (desejando que as PMs os mantenham escondidos e brutalizados lá longe… nas periferias). O “manos” não são de esquerda, nem de direita, muito pelo contrário. Vários destes “manos” tem seus próprios “canos” e cresceram vendo filmes violentos na TV e compartilhando uma cultura de violência nas ruas. Eles, os “manos”, estão aí e são a maioria, sempre foram. Isto explica o medo pavor do jornal “O Globo”, pois se os “manos” expulsarem os fascistas e os policiais das ruas quem vai proteger as empresas de comunicação? Ha, ha, ha…

    Os “manos” brasileiros que começam a ocupar as ruas tem potencial, energia e até armas para ser os verdadeiros artífices de uma revolução (qualquer que seja ela). Na França em 1789 os “manos” eram os “Sans-culottes” que decapitaram nobres, na Russia em 1917 eles eram os “Mujiques” rebelados que enfiavam estacas nos vampiros “brancos” (como eram chamados os aristocratas defensores do czarismo). No Brasil há várias revoluções de “manos”, todas derrotadas: Cabanagem, no Pará; Balaiada no Maranhão; a Sabinada na Bahia; Guerra dos Farrapos no Rio Grande do Sul. Em todos estes episódios os “manos” deram um trabalho danado para ser derrotados.

    “Mano brasileiro é foda”… é isto que dizem os “manos”. É isto o que diz nossa História. O jornal “O Globo” quer dar fim ao movimento dos “manos” antes que eles deem fim em tudo… e na própria Rede Globo. “Imaginem só o que ocorrerá se a esquerda se unir aos “manos”. O que será de nós.” devem estar bradando as matronas descabeladas da Globo entre uma gravação e outra. Ha,ha, ha… o Circo vai pegar fogo?

    Acima postei uma imagem que representa a verdadeira natureza da crise que a imprensa (ligada aos interesses dos EUA no Brasil) não quer mostrar ao povo brasileiro. Espero que os “manos” percebam que o que está em jogo é o futuro deles. Muito embora eles não tenham futuro nenhum se depender da esquerda (que os chama de “lumpem proletariado”) e da direita (que os classifica como “os bandidos”).

    Abaixo uma outra grande fonte das mazelas do serviços públicos que a mídia não gosta de mostrar… para os “manos”. Trata-se de uma série de Twitter enviados à Rede Globo. Eles apostaram no caos e de caos, meus chapas, ainda não estou fardo.

    Brasil, Estados, Municípios e autarquias gastam BILHÕES em propaganda para sustentar a @rede_globo. Este é o dinheiro p/ pagar Precatórios.

    Brasil, Estados, Municípios e autarquias gastam BILHÕES em propaganda para sustentar a @rede_globo. Este é o dinheiro p/ combater Corrupção.

    Brasil, Estados, Municípios e autarquias gastam BILHÕES em propaganda para sustentar a @rede_globo. Este é o dinheiro p/ fomentar Tecnologia

    Brasil, Estados, Municípios e autarquias gastam BILHÕES em propaganda p/ sustentar a @rede_globo. Este é dinheiro que falta na Defesa Civil.

    Brasil, Estados, Municípios e autarquias gastam BILHÕES em propaganda para sustentar a @rede_globo. Este é dinheiro que falta nas Creches.

    Brasil, Estados, Municípios e autarquias gastam BILHÕES em propaganda para sustentar a @rede_globo. Este é dinheiro que falta no Judiciário.

    Brasil, Estados, Municípios e autarquias gastam BILHÕES em propaganda para sustentar a @rede_globo. Este é dinheiro que falta nos Aeroportos

    Brasil, Estados, Municípios e autarquias gastam BILHÕES em propaganda para sustentar a @rede_globo. Este é dinheiro que falta nos Portos.

    Brasil, Estados, Municípios e autarquias gastam BILHÕES em propaganda para sustentar a @rede_globo. Este é dinheiro que falta nas Estradas.

    Brasil, Estados, Municípios e autarquias gastam BILHÕES em propaganda para sustentar a @rede_globo. Este é dinheiro que falta na TV publica.

    Brasil, Estados, Municípios e autarquias gastam BILHÕES em propaganda para sustentar a @rede_globo. Este é dinheiro que falta na Previdência

    Brasil, Estados, Municípios e autarquias gastam BILHÕES em propaganda para sustentar a @rede_globo. Este é dinheiro que falta no Transporte.

    Brasil, Estados, Municípios e autarquias gastam BILHÕES em propaganda para sustentar a @rede_globo. Este é dinheiro que falta na Educação.

    Brasil, Estados, Municípios e autarquias gastam BILHÕES em propaganda para sustentar a @rede_globo. Este é dinheiro que falta na Saúde.

    Brasil, Estados, Municípios e autarquias gastam BILHÕES em propaganda para sustentar a @rede_globo. Este é dinheiro do MEU IMPOSTO porra.

    Ha, ha, ha… avante “manos” as ruas serão de vocês.

  104. Mick disse:

    Fico impressionado com e necessidade de certas pessoas expressarem preconceitos… isso é igualzinho ao preconceito que os punks tem pelos nordestinos e outros inumeros exemplos dessa prática nazista!!!

  105. Enjolras disse:

    Gostei do texto. Mas há muito mais “coxinhas” “do que sonha a nossa “vã’ filosofia”.
    E Ivete Sangalo é a maior coxinha do brasil?
    A coxinha do povão que sabe passear em várias estratificações…
    Agrada quase a unanimidade.
    Um baiano.

  106. Ana disse:

    Este comentário “este povo branco nojento” êh racista e deveria ter sido excluído, nao? Racismo êh racismo , seja de quem venha.

  107. Ruy Acquaviva disse:

    Gostei muito do texto. Divertido e de uma exatidão impressionante. Os coxinhas ficaram muito bravos com a alfinetada, o que já mostra que o texto cumpriu o seu papel. Parabéns.

  108. daniel disse:

    Por onde vivo e vivi é o seguinte: em MoC-MG os Coxinhas ainda estão em fase feudal – não dão as caras como bons moços, embora aja alguns experimentos para tal, mas implantam a segregação a todo custo; já em BSB eles gostam muito da UNB, o lugar perfeito para eles é na Antropologia, lá eles fazem a versão intelectualizada e comprometida com as causas sociais e fingem de todas as maneiras que se importam com vc e seus problemas, mas não exitam em empurrar vc pra baixo.

  109. ragaspar disse:

    Esse povo ta frito, mas o pior mesmo é a gordura fria!

  110. Ogro Jones disse:

    O Facebook, então, é o reduto dos coxinhas virtuais.

  111. Ogro Jones disse:

    Brasil. Um país de coxinhas.

  112. Valeria disse:

    Ah, muito útil…estava tentando entender o que significa essa nova gíria/termo. Lendo o texto, me veio a dúvida: o “coxinha” não seria uma espécie de “primo pobre” do yuppie dos anos 90?

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  115. Ivan Clides da Costa disse:

    Até hoje eu não tinha ouvido esse termo, ele bem define aqueles que PARECEM MAS NÃO SÃO. Credo, nosso Pais ta cheio disso. Toda a corte, tem um Rei, uma Rainha, as vezes Principes, as vezes princesas, as vezes os dois. Mas tem uma figura que nunca pode faltar. Essa figura, é o COXINHA da Corte. Ele também é conhecido como o BOBO DA CORTE.

  116. Clara RS disse:

    Nossa, quanto ódio, inveja, despeito, desinformação e preconceito!!!!! Socorro! kkkkk

  117. “Coxinha” is the new “Hipster”

  118. Livia Gado disse:

    Só queria deixar uma coisa clara, realmente, concordo que Luciano Hulk seja coxinha, tenho a mesma opiniao sobre alguns deles, mas estou apenas criticando que seu texto é preconceituoso, generaliza as pessoas sem um aprofundamento maior e é totalmente individualista. Para escrever algo assim voce precisa conhecer, ter conhecimento melhor sobre as coisas. A opiniao tem que ser fundada em algo verdadeiro, com base, que realmente demonstre que a atitude da pessoa seja hipócrita, e não meras declarações, demonstrando sua visão e opinião que voce tem sobre a pessoa. Isso se chama preconceito. Antes de argumentar, pense melhor em como não demostrar julgamento subjetivo sobre as pessoas sem um maior aprofundamento, para não ficar raso e superficial. Outra coisa, muitos adjetivos contendo julgamento pessoal já demonstram sua visão preconceituosa e superficial, fica a dica! ; * Beijo

  119. Livia Gado disse:

    Ou seja, coxinhas sao todos aqueles que pensam diferente de voce. Falou ai, perfeição em pessoa. To impressionada com seu poder de conhecimento e sabedoria, voce realmente ta engajado, ta sabendo legal sobre tudo do brasil e do mundo! Me passa seu celular pra sairmos, preciso de alguem nao coxinha como voce do meu lado. Dai-mos uma salva de palmas para o LÍDER NÃO COXINHA-MOR! clap clap clap

    • Léo Rossatto disse:

      Em nenhum momento eu me defini como outsider nessa situação toda. É que nem o cara que não gosta de dirigir mas tem que ir trabalhar de carro todos os dias. Às vezes você está imerso em um ambiente que te influencia.

      O texto pode sugerir uma rotulação simples, mas os exemplos usados aí são apenas para expressar uma atitude que é muito comum na sociedade toda. O que se deve evitar sempre é o ar blasé, a arrogância.

      E o texto é descontraído também. Ninguém deve se ofender por ser coxinha, deve ou assumir o rótulo ou mudar algumas atitudes.

  120. dadado disse:

    Coxinha é o cara que acredita em Direita ou Esquerda como time de futebol em pleno 2013.

  121. Alessandra Rossi disse:

    Toda esta discussão em torno do texto do Léo, está dedicada a nos fazer pensar. Eu, particularmente, conheci o termo “coxinha” há pouco tempo. Além deste perfil dentro da nossa sociedade, existem outros mil. Acho bonito essa pluralidade, se é que posso chamar assim. As sociedades mais desenvolvidas estão repletas de gente que pensa e age diferente e mesmo assim, tem assegurado o direito de “ser ou estar” – coxinha, por exemplo. O problema dos coxinhas, não são os coxinhas, são os outros que infelizmente, não tem criticidade suficiente pra distinguir a verdade, do fake. O bom exemplo, da demagogia. A pobreza maior passa longe de ser coxinha. Pobreza mesmo é o nosso povo sem um sistema educacional digno. Enquanto for assim, a história será escrita por “pastelões”, “coxinhas”, em pleno estado de graça.
    Obrigada pelo texto!

  122. Mar disse:

    Lendo seu texto percebi o QUANTO eu sou coxinha. E o quanto me senti revoltada comigo mesma. Queria mudar, mas isso parece que está bem enraizado porque durante anos vivi assim, educada nessa classe social. E quanto mais tento fugir dela, mais parece que me aproximo desse pobre salgado. Qual seria então um modelo não-coxinha?

    • Léo Rossatto disse:

      Não existe modelo ideal de “não coxinha”. Na real é só algo que diz respeito a não ter atitudes tão individualistas e hipócritas quanto as citadas no texto. Não é algo que tenha um manual de instruções, é só viver cada dia pensando em ser uma pessoa legal com os outros, desde o garçom até o seu chefe, sem buscar nada em troca por isso. Porque as coisas acontecem naturalmente.

  123. Ali disse:

    Eu acho que em todas as cidades existem os coxinhas, mesmo que eles não sejam chamados por esse nome. Sou de bh e já vi e convivi (com) varios coxinhas.

  124. Luis Castañón disse:

    Coxinhas e não coxinhas, para esclarecer de fato ou direito esta discussão é recomendável a leitura do livro: “SOBRE FALAR MERDA” do jovem filósofo Harry Frankfurt. Uma observação feita no livro é que até mesmo falar a verdade o tempo todo (além de muito chato) também é uma forma de se falar merda!

  125. rodrigo milano disse:

    Parabéns pelo texto e, ao final, pela conclusão positiva sobre a sociedade.

  126. ana disse:

    gostei muito do texto. Tem um outro elemento caracteristico do coxinha…o coxinha sempre acha que os outros nao sao tao bem sucedidos como ele porque nao se esforçaram, nao sao competentes…a tal da meritocracia dos bons e justos.

  127. Douglas disse:

    “São Paulo é uma das cidades mais segregadas do país. É uma cidade de grande adensamento no centro, com as regiões ricas isoladas da periferia. A exclusão é uma opção dos mais ricos. Eles não querem se misturar com o restante da população.”

    Se trocarem por Londrina, o sentido continua o mesmo.

  128. Marcelo Szk disse:

    Criar rótulos: coisa de coxinha. Aliás, paulistano é coxinha por default, coisa de quem não tinha muito espaço além do tapete da vovó durante a infancia.

  129. Marcelo Xavier disse:

    Coxinha é o formador de opinião ensebado, o bundinha, o que o editor tirou para ser o bola da vez de ser o bundinha piada sem graça

  130. Pingback: Como o Charme da Paulista explica São Paulo | Aleatório, Eventual & Livre

  131. Pedro Vilarim disse:

    Adorei o texto! Existe essa tribo, ela impera nas redes sociais e têm base aqui em Recife também, os “politicamente corretos” que apenas se revoltam com coisas fúteis e sem importância, querem parecer descolados, mas são extremamente individualistas, embora tentem a todo custo parecer caridosos e antenados com as mazelas do mundo…

  132. Rafael disse:

    bicha coxinha: normalmente profissionais liberais:médicos, advogados, publicitarios e jornalistas: seus grandes idéias sair da casa dos pais para poder levar os boys, de preferência nos pombais de luxo da rua Frei Caneca! Seu verbo é consumir: preferencialmente em roupas, e ficar devendo no cartão de crédito para o mês seguinte. Adora consumir champagne na balada lotada e tirar fotos de suas experiências na cozinha com instagram. Ela muitas vezes é viciada em academia e deixa de ir na academia do lado de casa para ir em uma academia dos Jardins fazer carao. Ela sofre pq muitas vezes ela tem o corpo literalmente no formato de coxinha e por isso ela so consegue usar Polo ou Lancoste! Elas chamam a todos pelo termo genérico “amigo”.

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  134. Alex disse:

    Caí de pára-quedas aqui. Vou dar o meu pitaco também. Achei mal feita a análise sobre os coxinhas. Além disso, o texto é muito mal escrito. O tema é bom, mas o blogueiro parece não ter cacife. Ele próprio deve ser um tremendo coxinha. Sim, porque uma das maneiras de se detectar um coxinha é ver a escrita do vivente. Se tiver a medonha expressão “o mesmo”, não tem como salvar o cara. Aliás, sincera e honestamente, blogueiro e “comentador de blog” é coisa típica de coxinhas. Então, somos todos, todos uns coxinhas ridículos, ao lado da família pateta Hulk, T. Leifert etc.

    • Karma disse:

      Hulk com L, só o verdão da Marvel ;)
      Nesse caso, a família do Bruce Banner seria patética?
      Oh, mundo cruel das correções ortográficas gratuitas!

      • joe moe disse:

        Cara o coxinha é mais é que uma das infelizes invenções de desocupados burgueses paulistanos,pra mim falar essa giria imunda deles não lhes dá o direito de criticarem outros grupos que falam em código,são esses idiotas que dirigem embriagados e matam e morrem por ae são coxinhas porcos que enchem o cú de cana nos postinhos de gasollina pra depois dirigir,pra mim,playboy fliho daputa folgado é sempre playboy,não importa o quanto mudem o nome dele,eu não sou esquerdista,mas até em qualquer pais capitalista esse individuos tem nome:imbecis…

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  136. luciano disse:

    Acho que o termo coxinha, acaba por denegrir ou debranquir como quiserem uma iguaria da culinária brasileira, nos anos 80 esta especie se chamava Mauricinho, não tão politicamente correto assim, nas na verdade o coxinha de hoje é o pasteurizado de ontem, vestem a mesma roupa de grife usam os mesmo jargões para se sentirem in e não out.(termos usados naquela época) só discordo do autor nisso, eles sempre estiveram entre nós só a denominação é que mudou.

  137. theoverjoyed disse:

    Mais coxinha é aquele é e nega a ser. Autor, vc é muito coxinha. Sinto mt cara, mas é verdade.

  138. Felipe Santos disse:

    Coxinha adora uma frase de efeito, e pelo visto nos comentários, tem vários aqui, né? Hahahaha.

    Foi como o “Reflexivo” disse, acho que o triunfo do texto é fazer você pensar acerca de si mesmo… só acho que chega a ser meio cômico uns e outros chegarem e comentarem um simples “ridículo” ou “texto ruim” sem o mínimo de argumentação. Sei lá, vamos ser articulados e embasar as posições, né? Afinal, comentar sem argumentar é coisa de gente sem conteúdo (ou seria de coxinha, sei lá).

  139. Jessica disse:

    Claudia Leitte é COXINHA!

  140. Reflexivo disse:

    Acho que a maior contribuição do texto é fazer você refletir acerca de si mesmo. To achando que sou totalmente coxinha, mas ainda não entendi se acho isso totalmente ruim parcialmente ruim, parcialmente bom ou totalmente bom.

  141. Lu Xavier disse:

    Esqueci de comentar que a coxinha em si (o salgado, não o indivíduo) foi inventada por uma cozinheira de D.Pedro II, quando criança. Pra agradar o infante. E não terá sido o Imperador o primeiro coxinha de que se tem registro na história? Deixo aqui com vcs essa reflexão.

  142. Lu Xavier disse:

    Ih, o PT tá cheio de coxinha! Dirceu não é coxinha não, pô? Aliás, coxona! :)
    Adorei o texto, e ficou chato pra mim pq percebi que tenho vários amigos coxinhas. :p

  143. Favaro disse:

    Que nada… eu adorei esse texto… retrata muito bem um determinado grupo da sociedade paulistana… um grupo que, às vezes, até tenta parecer flexível, tolerante, porque isso faz com que pareçam menos reacionários. Mas, ou contrário disso, sentem muita dificuldade em aceitar o diferente porque são tão individualistas que se borram de medo em perder seus pequenos confortos.

  144. mauroprando disse:

    Interessante! Existem pessoas que valem a pena e outras não, para saber isso, basta sabermos oque queremos, então surgem nomes e classificações para isso ou aquilo que nos incomoda, que nome poderíamos dar para pessoas que misturam outros idiomas em um texto aparentemente sério? Ou qual nome daríamos para o grupos dos macacos do tipo senta em cima do rabo e fica olhando o rabo dos outros?

  145. Denis disse:

    sinceramente , achei o conceito muito ralo…

  146. Favaro disse:

    152 comentários… nunca vi tanta gente com medo de ser coxinha… hahahaha…
    Nada que um bom passeio no shopping no sábado à noite não resolva…

  147. Weimar Freitas disse:

    Fui atraído pelo texto pelo engraçado do termo…Mas não bate o significado com significante, o autor se perdeu e pareceu-me uma forma “coxinha” que um “ovo colorido” encontrou para buscar um lugar no balcão. Mas o termo é bom: que figura mais coxinha ! rsrsrsrsrs

  148. Vitor S disse:

    Mimimi petista.

  149. Tiago disse:

    eu acho que o autor é um coxinha mal sucedido com dor de cotovelo. a possível prova disso é que ele não irá publicar este comentário.

  150. Sabe o que é realmente interessante ? Sabe qual é o melhor a ser questionado ? Sabe o que realmente importa nesse texto ?
    Que quanto mais se discutir esse tema VAZIO só o autor do texto se beneficia !

  151. Eduardo disse:

    Cara, quanta besteira junta num só texto. Isso não é uma visão sociológica e nem de botequim. É uma visão adolescente e superficial. Me senti um coxinha perdendo meu tempo lendo, isso sim.

  152. Duds disse:

    Muito bom o texto, Leifert, Hulck e Soninha são realmente três figuras escrotas.
    Quanto ao termo coxinho, acredito que ´sua origem para designar PMs vem do fato deles serem agraciados com coxinhas ou outros salgados em bares e padarias da periferia numa forma do dono do estabelecimento garantir proteção.

  153. Mariana disse:

    achar q o luciano huck é nobre e altruísta, aff, o Brasil tá f@%$#& mesmo…

  154. Alexandre Reis disse:

    Muito bom o texto.
    Retrata perfeitamente o rumo de nossa sociedade. Suas reflexões são ótimas.

  155. Fernando Alvirrubro disse:

    Moro no Recife, já tinha escutado esse termo “coxinha” muitas vezes na TV, mas não sabia o que era exatamente, porém tinha a noção, me parece mais um bando de filhinos de papai, que se acham por vir de “boa família” como se um sobrenome tivesse valor, e outros detalhes, tentar parecer engraçado, no twitter têm vários que fazem piadas com tudo, idiotas, e têm a vaidade, não aceitam críticas, têm vários jornalistas esportivos que são coxinhas, e sempre tentam deixar claro que não são com polêmicas, exemplo: Rica Perrone, é outro coxinha igual o Tiago Leifert e Caio Ribeiro, no jornalismo esportivo tá cheio dessa galera, vivem bloqueando os torcedores por questionar as analises que eles fazem dos jogos, trabalham criticando jogadores, treinadores e dirigentes, mas não aceitam quando os torcedores criticam o trabalho deles

  156. criticultura disse:

    Você esqueceu de citar dois dos maiores coxinhas que eu já pude ver na tv: Jô Soares e Marília Gabriela.

  157. Cristiana disse:

    Interessantíssimo artigo!

  158. Leo Horta disse:

    Ótimo texto, a verdade é algo fascinante!

  159. Guy Amado disse:

    Muito estimulante tua leitura/análise… Mesmo.
    Agora, mantendo a, digamos, tipologia, fica a expectativa para sua decupagem do popular “pastel”.
    Certo? :-P
    Abs

  160. Marcos Peixoto disse:

    Como pode esquecer de citar o coxinha mór OTÁVIO MESQUITA ???

  161. Eduardo disse:

    Faltou o Artur Xexéo

  162. Marco disse:

    Aparentemente, o autor tem uma sanha por rótulos – e o próprio título do blog já é, por si só, um rótulo (mas um rótulo que o próprio autor escolheu, e que lhe parece conveniente). Os três “gêneros” que ele tenta definir não ficam nem um pouco definidos no texto, e o discurso (essencialmente panfletário) chega a parecer reportagem de revista de fofoca ou especulação barata à lá Diogo Mainardi.
    O texto enciclopédico deve ser imparcial, objetivo e científico por excelência. Guarde suas opiniões para uma roda de amigos ou para os eventos entediantes (quando sempre falta assunto) e lembre-se sempre deste sábio provérbio chinês: “você é senhor das palavras que não diz e escravo das que pronuncia”.
    A flecha atirada sempre acerta alguma coisa, mas não há glória quando o arqueiro não acerta o alvo com precisão – o que só revela falta de destreza ou sua pouca familiaridade com a arte (leia-se, amadorismo).
    Fica a dica.
    Um abraço, Marco.

    • Léo Rossatto disse:

      Acho o nome do blog bem arrogante, se for levado no sentido literal. Acho inclusive, que isso é mais um “repositório de opiniões aleatórias” mesmo. Sempre foi.

      O sentido em que uso a palavra “Enciclopedista”, que está na descrição do blog, é bem claro: o de trafegar sobre os mais diversos assuntos sem grandes constrangimentos. Só isso. Mais do que isso seria uma enorme presunção. Uma babaquice mesmo. Porque pode até existir gente capaz de catalogar tudo no mundo. Mas não sou um desses.

      O discurso nem chega a ser panfletário. E sempre deixei claro que meu objetivo aqui é escrever por gosto, sem grandes pretensões. O objetivo é mais eternizar a opinião do que a repercussão dela. Sempre foi assim.

      Mas agradeço muito a dica, muito nobre sua preocupação. E não estou sendo irônico.

  163. Faro Fino. disse:

    Hahahahaha, que texto mais prolixo…

    Baseado na definição do autor, todo mundo é coxinha…, basta ser engajado em qualquer merda e pronto! Coxinha…

    Qual é, quero saber quem não é coxinha, defina.

    Quem toma ônibus e ouve funk?

    Ah vá, gorfei….

    Suspeito que o autor deveria ser mais criativo…

  164. Penha disse:

    Vai dar uma confusão…pois nas periferias COXINHA é o nome dado aos PMs, forma pejorativa de falar do policial militar…lembro me de uma situação inusitada em 2004…dois onibus de estudantes do nivel médio saem do Ceu BUtantã depois da apresentação do espetáculo da bailarina MARIANA MUNIZ…eles eram de uma escola estadual dos fundos dop Bairro do Butantã, quase Cotia. No percurso de volta ao local de origem – alguns adolescentes colocam a cabeça fora do ônibus e gritam em frente ao posto policial do KM 19 da Raposo Tavares – ” Aí seus coxinhas!” – Ahhhh, pra que? três viaturas sairam atrás do onibus, páram o tal e fizeram a rapaziada ficar uns 30 minutos ali…Pq coxinha pros PMs? Pq eles vão até as lanchonets e padarias e pedem 01 coxinha e 01 guarana…o valor do vale refeição do governo do estado é ridiculo..tipó R$ 5 ou R$ 6,00 – só dá pra comer isso mesmo! Bom, então vai dar confusão…pois a classe média resolveu depois de anos apelidar os “toscos” da sociedade com um termo já conhecido nas periferias…vai dar confusão! E tem mais…a classe média progressista está atrasada em alguns conceitos…mas “O corre não pára”…então vamos esperar esta cidade falar pelo menos a mesma lingua nas girias…Pq nas perifas COXINHA são os PMs e pronto!

    • carlitz disse:

      Curti muito essa visão da Penha sobre esta discussão tão fundamental rs A classe média está em crise de identidade e usa o palavreado sem transitar direito nos significados…o que pode ser até arriscado em tempos de faroeste nada caboclo, não?

      Lamento apenas ter perdido algum tempo aqui, mas valeu a pena rir um pouco de mim e de muita gente que é classe média, teve oportunidade… e fica aqui debatendo quem é mais limpinho, legal, light, vegan, oil free, sei la… pra mim soa como aquela brincadeirinha com um fundo de verdade, que talvez esteja próxima do ditado que é algo como “o sujo falando do mal lavado”… abraços, queridos.

  165. Tiozão disse:

    Puts! Depois de ler tudo isso me deu uma vontade de comer coxinha e… a Tiazinha!

  166. marcos disse:

    Ahn…seu texto não entrega “aquele ponto super interessante” que o título dele meio que promete.
    (Vai aceitar a crítica ou vai pagar de coxinha? hehe)

    Mas te trago mais um pouco de audiência se você explanar sobre a Lana Del Rey. Ela merece. Abs!

    Ps. E use e abuse disso: http://coxesportugues.tumblr.com/

  167. “O coxinha tenta de forma desesperada parecer um cara legal, descolado e antenado com os problemas do mundo. Mas não consegue disfarçar seu individualismo e sua necessidade de diferenciação. Não consegue disfarçar seu rancor quando os outros passam a ter as mesmas oportunidades e desfrutar dos mesmos serviços que ele.” ==>eu ri com o texto, mas esse trecho é um retrato bem triste [e genuíno] dessas pessoas.

  168. Alice disse:

    Ótimo texto! Achei muito engraçado e bem detalhado. Se encaixou perfeitamente na minha visão de um coxinha! Mas era pra ser levado tããããão a sério quanto algumas pessoas que escreveram aqui levaram?!

  169. Mari disse:

    Excelênte, agora poderia ter um estudo detalhado sobre “os pomadas” outra variante da sociedade paulistana!

    • Thiago disse:

      O que seriam os pomadas?

      • João disse:

        Pomadas são homens, filhinhos de mamãe, entre 25/35 anos e que moram com os pais. Embora sejam bem sucedidos na carreira, têm uma dependência crônica de sua família para a execução das coisas mais simples do dia a dia.
        Frequentam bares caros, onde se paga 10 reais por um cerveja long neck ( embora normalmente prefiram whiskey) e há musica baixa, contudo, nesses locais ninguem pega ninguem.
        São pessoas com tendências monogâmicas para o resto da vida e que só conversarão com uma menina se ela preencher os pré-requisitos para casarem ( inclusive a virgindade – é o que eles acham), usam sempre camisa social ou pólo e por dentro da calça. Tem alergia ao contato.
        Kaká, Virgem de 40 anos e alguns advogados por ae são bons exemplos…

  170. Thiago disse:

    Legal: compartilho com o autor minha antipatia por estas figuras. Mas tem uma coisinha que não entendi bem, sobre o Luciano Huck (Coxinha Mor do Brasil… rsrs).

    Me pareceu que o autor criou uma diferenciação entre o Luciano Huck pré-Globo (que inventou a Tiazinha e Feiticeira) e que não era coxinha do Huck pós Globo, “pai de família” e coxinha.

    Acho que o Huck da Band já era coxinha em uma faceta pouco explorada por você, no caso dos homens coxinhas: a coisificação da mulher, que serve, apenas, para aguçar os instintos masculinos.

    Ora, ele sempre confirmou uma prática muito forte na cultura machista brasileira: a criação da diferenciação entre a mulher para a diversão (a Tiazinha, Feiticeira… a prostituta) e mulher para casar (prendada, contida… “angelical”).

    Sem falar nas suas assistentes da palco: musas e com roupas mínimas.

    O moralismo coxinha (conservador e patriarcal) admite a malemolência com a mulher “desfrutável”, ou “vadia” (para lembrarmos do movimento social da marcha das vadias) para a diversão, mas o “respeito” e rigidez no trato com a mulher prendada). Afinal, o coxinha homem, precisa provar sua masculinidade e virilidade à sociedade: uma forma de produzir sua autodiferenciação.

    • Léo Rossatto disse:

      Você está certo. Eu não aprovei o Huck em sua época da Band no texto. De fato, como você explicou até melhor que eu, ele explorava a sexualidade feminina, com a coisificação da mulher que é moda na TV até hoje.

      Pra ver como esse debate tem contornos amplos, possibilidades imensas e pode ser ainda mais aprofundado. Valeu pelo comentário!

      • Thiago disse:

        Pelo contexto sei que você não aprova o Huck pré Globo… Apenas, em uma leitura mais superficial, pode parecer isso (foi apenas uma interpretação minha mais imediata)…

        Mas sinto informar, lembrando agora de um esquecimento terrível em seu texto, que faltou um Coxinha que podemos ter como presidente do Brasil se não ficarmos atentos (bate três vezes na madeira…. toc, toc, toc): o Aécio Neves… rsrsrs

  171. Avraham disse:

    Se “os policiais são associados à parcela conservadora por atuarem na repressão ao crime, frequentemente com truculência”, então para os estratos sociais não-conservadores não deveria haver repressão ao crime, ainda que sem truculência?
    A truculência policial é de fato algo que não se pode permitir numa sociedade que se pretende democrática.
    Agora, imaginar que na visão não-conservadora dos problemas da vida social cabe a ideia de não se reprimir o crime é acreditar em papai-noel.

  172. Carlos Oliveira disse:

    Coxinha: sujeito que se acha “o intelectual” perto dos outros, mas forma o seu pensamento lendo a VEJA. Geralmente, os coxinhas veneram seres como Diogo Mainardi, votam no PSDB mas reclamam que todos os problemas existentes em São Paulo derivam das falcatruas não confirmadas do PT. Se amanhã a cidade de São Paulo parar de vez por causa do trânsito, o coxinha vai falar que é culpa do Lula e da sua mentalidade de extrema esquerda (??). Agora, responsabilizar o partido que está comandando São Paulo há 500 anos, jamais!!

    O coxinha paulista também costuma ser elitista e xenofóbico, por mais que não afirme isso publicamente.

    • mauroprando disse:

      Não é nada disso!!!! A verdade é o seguinte: Viva e deixe viver, assuma os resultados positivos e entenda que caso não seja de seu agrado vá procurar oque fazer. Entendeu? Políticos independente do partido são todos iguais, nosso pioneirismo incomoda muita gente, quando acontece algo depois oque resta é o eco, entenda a história sem preconceito e descubra porque que o ex presidente Lula escolheu a Av. Paulista como palco de comemoração para o seu primeiro mandato e porque milhões de pessoas cantaram parabéns para você! Ao contrário, busque oque fazer, assim somos.

    • Odair Brazao disse:

      Impossível ser xenófobo numa cidade em que mais da metade de seus habitantes são filhos das gentes sofridas do nordeste e das minas gerais……..

  173. Diego Penha disse:

    Não gostei. Nem é tão sociológico assim…

  174. Orozco disse:

    Gente que faz curso de vinhos e usa iPAD na praça de alimentação do shopping

  175. Saico disse:

    Jesus.
    Sério, quer uma melancia?

  176. Antonio disse:

    Eu só não concordo que o termo coxinha tenha relação com a maneira que os policiais fossem chamados. Já ouvia o termo coxinha para designar pessoas como a descrita no texto muito antes de policias serem chamados desta maneira.

  177. Luma García disse:

    Coxinha é o mesmo que Reacionário?

  178. Mônica disse:

    Leo, matou a pau mesmo… e não acho nenhum pouco que vc esteja apenas fazendo esse texto para afirmar que “não é um desses”, e se diferenciar de algo que condena… dá pra entender muito bem que é uma constatação que infelizmente, lendo os comentários acima, percebe-se que vivemos numa São Paulo beeeeem coxinha, repleta de gente que “fala bonito” e usa de um pseudo intelectualismo pra fazer beicinho e gritar que não é isso não…hahaha…e pensar que tem gente que acredita que o Luciano Hulk faz caridade, não entra em nenhuma classificação “coxinha or not coxinha”, é burrice demais!!! ADOREI a matéria… vc é o cara!!!

  179. filipe faria disse:

    TEM GENTE QUE É ESFIRRA.

  180. Hugo Soares disse:

    Preciso! Muito bom. Mas tambem concordo que existe um monte de coxinhas de esquerda ( o que não é o caso de imbecis como o Huck ou o “Thaiguito palhacito”. Também concordo que Sampa, cidade que eu amo tanto, é maior centro coxinhês do mundo. Por fim, arrisco aqui uma contribuição: coxinhas também podem ser chamados de “Pulhas” (eu, particularmente prefiro esta expressão). E por falar em coxinhas, bateu aqui uma saudade absurda de comer uma, mas daquelas de galinha, suadas de “ólhio” e que são vendidas em rodôs. Bora comprar uma (sem esquecer da coquinha de garrafa, que é pra terminar de “fodê” tudo!)

  181. Danilo disse:

    Léo, dizer que questões como corrupção, segurança, educação e saúde são mais importantes e deveria ser mais discutido do que legalização da maconha é ser coxinha ? abraços!

    • Léo Rossatto disse:

      Poxa, eu discuto essas questões em outros textos pelo blog também. Nem por isso me considero “coxinha”. Uma característica bem forte nos coxinhas é a postura pedante e a intolerância às críticas.

  182. Edgar disse:

    Cada um dos que o banheiro não lava, ao menos uma vez de tempo em tempo, é um coxinha, mauricinho, filhinho de papai, um m*erda, e porque alguém está lavando por ele, alimentando esse babac*, dando espaço para o crescimento de uma patologia egótica, narcisista e infantil. Sentem-se heróis ganhando rios de dinheiro para ocupar um espaço formatado para uma sociedade caduca, podre, consumista, perdida, emocionalmente descontrolada, deseducada, com suas raízes sendo constantemente artificializadas. O que fazem é bloquear um caminho melhor que muitos o deixam de o percorrer com verdadeira vontade, por já verem essa possibilidade sendo transmitida na TV. Sentem-se satisfeitos e não percebem, ainda mais enfraquecidos pelo alimento (orgânico e cultural) que recebem, que aquilo que o coxinha faz e que é enaltecido como atitude máxima, é feito para sedar as pessoas, que pensam “Ah, já tem alguém fazendo, já tem alguém cuidando, a TV ta dizendo que tá tudo bem, tá todo mundo feliz no programa dele, o cara até quer ser presidente do Brasil – ah! Tá resolvido. Eu vou cuidar da minha vida e o resto é votar no Luciano Huck e tudo vai continuar fluindo numa boa.” Antes fosse assim. O que falta a essa gente não é só lavar o banheiro, mas catar coquinho.

  183. Evandro Rafael disse:

    Nunca li tanta idiotice!

  184. Convidado#2 disse:

    Os coxinhas vão à loucura nos comentários! hahahahahahahahaha
    Imagino um corno desse falando ” -Não fala mal dele não, ele é legal.”
    O coxinha é uma subdivisão do classe-média-sofre.

  185. Edgar disse:

    Falou falar do pai do Luciano Huck, lavador de dinheiro que por ter ajudado a Globo com lavagem de dinheiro (muito, muito, muito, dinheiro), ganhou em troca um programa para o filho.

  186. coxinhas pq ficaram tão ofendidos pela constatação que seus idolos (leifert e huck) são coxinhas? caramba, fiquem felizes!!!

  187. Andre Alvarez disse:

    Coxinha é o novo nome do velho “mauricinho”. Não sei porque tanta novidade em cima do conceito.

  188. Pedro Carinhato disse:

    Parece-me que o texto todo é baseado numa coisa: inveja. Se o sujeito é rico e bem sucedido, não importa o que ele faça ou deixe de fazer, sempre irão criticá-lo. Acusam-no de ser autêntico (individualista) ou por falta de autenticidade (pretensamente altruísta); se faz algo com vistas à autopromoção, mas ajuda alguém, como é o caso do Luciano Huck, ótimo! Aliás, qual é o problema disso? Se faz um programa esportivo divertido, trazendo notícias inusitadas, ora, qual é o problema? Há tantos programas que tratam do mesmo assunto de diferentes formas. Tem a band com o caipira do Neto, a Espn com um tom crítico, etc. Quanto a Soninha, a questão é que ela levou a sério demais o discurso politicamente correto, aí fica buscando demonstrar o “bom mocismo” em todas as áreas. Está errada, mas um dia ela percebe. E se ela saiu em 2006 do PT, foi por causa das denúncias do mensalão, não?
    Enfim, parece-me que isso é pura inveja por parte do blogueiro e daqueles que compartilham desta ideia. Assim como qualquer cientista social, que reduz todos os problemas do mundo à desigualdade social, acusar alguém bem sucedido por fazer ou deixar de fazer algo é uma consequência natural.

  189. Mateus disse:

    Para mim essa de coxinha não é nova. Está apenas maquiado com outro nome.

  190. Deixa eu ver se eu entendi:
    Existe um artigo na constituição que diz como devem ser os programas esportivos e o Leifert o vem desrespeitando continuamente? Ou ainda, está lá na constituição escrito que somos o país do futebol? Pensar e fazer diferente dos demais automaticamente faz alguém coxinha?

    Então se o Luciano Huck é coxinha por fazer filantropia e associar seu nome a isso (uma coisa bem difícil de evitar, já que o programa leva o seu nome e é ele que apresenta), o Bolsa Família, o Prouni e os demais programas do governo quando apresentados em propagandas o tornam um governo coxinha?

    O Fernando Henrique Cardoso atuou num documentário que discutia a questão da maconha, já foi do PMDB, fundou o PSDB e hoje até elogia as ações da presidente Dilma, isso o torna um coxinha?

    Nada contra o termo, e a descrição dele, mas toda alcunha e esteriotipação advém da observação do diferente, do contrário e de uma certa dose de preconceito.

  191. Maria da Glória Cunha de Oliveira disse:

    Quem está sempre certo e disposto a julgar todos a toda hora, também é coxinha.

  192. Esse texto é repositório de impressões e opiniões irrelevantes e aleatórias sobre o mundo !!!

  193. Vanderlei disse:

    A análise dos perfis é interessante, mas no meu entender a expressão coxinha não serve para esses (e muitos outros) personagens do nosso cotidiano. O termo “coxinha” surgiu no final dos anos 80, não por causa do vale-refeição ridiculo que o Governo do Estado paga a seus servidores, mas pelo fato de que antes disto os nossos amigos usavam a sua força para acharcar comerciantes para que bancassem o seu trabalho com peças, serviços de manutenção, combustivel e nos botecos o objeto de acharque eram as nossas iguarias. Em meados dos anos 90 o comando começou a punir energicamente esta prática, mas já era tarde o apelido já estava disseminado.
    Portanto, na minha opinião, coxinha é sinonimo de abuso de poder.

    • Léo Rossatto disse:

      Você não é o primeiro que fala isso. E eu já tinha ouvido falar disso antes de escrever, mas não tinha segurança pra colocar no texto na base do achismo.

      É interessante, porque mostra uma faceta truculenta que dá bem mais sentido ao tom pejorativo que a apelido adquiriu.

      E seu comentário de fato faz todo o sentido, porque a lei que instituiu o vale alimentação em SP é de 1991 (http://www.al.sp.gov.br/legislacao/norma.do?id=19470. E essa alcunha é anterior à lei.

  194. eu fui preso condenado por um crime que não cometi , estou em liberdade desde do dia 30/10/2009 tentando fazer com que as autoridades competentes me esculta , tenho todos os documentos em mãos que pode esclarecer tudo que foi feito de errado , na face administrativa deste processo , fiquei 19 anos privado da minha liberdade por um crime que não cometi , vim do estado de Minas Gerais em 1985 fazer um curso de locutor , trabalhava em uma empresa de transporte coletivo 03 anos de carteira assinada , só fiquei preso porque não tive um advogado particular , com isto não quero dizer que todos os policiais são iguais , …

  195. Paulo Braz disse:

    A melhor definição para Soninha que já pude ler!!!!! Obrigado!!!!

  196. Luciano disse:

    O texto é muito bom.
    E talvez tão bom quanto seja ver a reação dos “classe-média” nos comentários. Acusam o golpe ligeirinho. Não toleram críticas, ainda mais quando estas escancaram o seu ódio de classe. Então a sua fúria reacionária vem à tona, afinal, nada deve ameaçar a “ordem natural” da sociedade.
    E antes de mais nada: sim, as lutas de classes continuam existindo e cada vez mais intensas. Quem as nega tem interesse em negá-las e sabe porque o faz. Nada mais é que tentar encobrir o conflito desse antagonismo.

    • Katy disse:

      Concordo plenamente com você Luciano. Hoje mesmo fui atacada por uma coxinha, fazendo questão de dizer que tem três diplomas e que é uma absurdo chamá-la de alienada. Como se diploma garantisse o bom senso, mas na verdade é o medo de perder seu espaço na sociedade e não aceitar conviver com o diferente.
      Já li todos os comentários e ri muito, com tantas coxinhas revoltados. Legitimando sua atitude intolerante e autoritária. Mas na verdade todos em algum momento na vida acabam tendo seu momento coxinha, o problema é não fazer dele seu estilo de vida. Isso é que irrita profundamente.

  197. Tito Ribeiro disse:

    to bebado..e não sou coxinha.

  198. Tito Ribeiro disse:

    tá um luxo seu texto. quem reclama é coxinha …do tipo mecheu com meu amigo mecheu comigo. adorei…O pior é que eu já tive um chefe coxinha…

  199. Aprendi com o Rap que:

    Coxinha é os civil, os pm são os porcos/ vermes fardados

  200. thiago disse:

    Então o cara que é policial e vota na Soninha é um pastel?

  201. Luc disse:

    Gostei muito do texto, matou a pau! Só pra melhor a coisa, ví que escreveu “…Se você ver, o “comunista de boutique” ou o invasor da USP usando GAP também se enquadram no mesmo estereótipo, no fim das contas…”
    Você merece uma melhor informação a respeito. (aos tolos prefiro que continuem na ignorância)
    É uma longa história essa da USP,
    Nos dias dos ocorridos, fui na FFLCH e perguntei a várias pessoas por lá e me informaram:
    Alunos no estacionamento da FFLCH – USP usando GAP ( vulgarmente conhecidos por boyzinhos ) foram pegos com maconha por PM’s, com quantidade de usuário. Durante dias anteriores, a PM estava usando de truculência para abordar os alunos, longo histórico também. Na entrada e saída da biblioteca deste setor todos “tomavam geral”, e depois nova geral, e no outro dia tbm, e no outro… já encheu o saco de ler? Imagina se fosse de tomar geral? Resumindo, o dia que finalmente pegaram alguém. os boyzinhos, e os trataram com truculência novamente (a mesma que você cita no seu texto) foi a gota d’agua para todos os outros alunos. Se comparar fotos da Rev Veja com fotos do ônibus com os invasores verá a diferença. Quer que eu te mande? Posso detalhar mais. Podemos ir fazer um tour na USP e perguntar aos alunos mais detalhes. E parabéns por escancarar o que vê, no seu ótimo texto! Me passe seu e-mail para lhe enviar mais detalhes. Sugestão a quem ler isso, visite a USP e converse com os alunos de vários setores! Tire sua próprias conclusões!

  202. Curioso disse:

    Engraçado. Foi só pra mim que esse texto soou assim… tão coxinha?

  203. caiorearte disse:

    Porra, do Luciano tem um prato cheio, quando teve aqueles deslizamentos ano passado ele anunciou “ajuda via Peixe Urbano” para as vítimas das enchentes, empresa que ele controla parte. Exemplos perfeitos, cobriu uma boa parte. Faltou o “coxinha velho”, Arnaldo Jabor e o “coxinha intelectual”, Reinaldo Azevedo.

  204. giselle disse:

    Acho que colocar rótulos é sempre um problema, ninguém é 100% ou 0% alguma coisa. Em relação à individualidade do paulistano, não concordo. Se fosse assim, não aceitaríamos tantos imigrantes (eu mesma migrei em 99 por perceber que aqui havia espaço para todos, ao contrário de outras cidades no país e no mundo). O Rio, por exemplo, apesar das favelas da Zona Sul, segrega muito mais, está dividido quase como 3 cidades: ZN, Barra e Zona Sul – Centro.

    • Igor Brauns disse:

      Eu não sei em que Rio de Janeiro vc viu e em que São Paulo você vive. Morei nos dois lugares. São Paulo é muito mais segregacionista, até pelo próprio tamanho do que o Rio. Em São Paulo você tem reduto por nacionalidade, bem tipico de cidades Americanas, que são o cume da separação social numa mesma sociedade, coisa que no Rio não tem. Tirando a Zona Oeste que fica próximo da baixada, da Zona Norte à Zona Sul a cidade é razoavelmente bem integrada. Tirando a Barra, que esse sim, seria o reduto “Coxinha” do Rio. Concordo que nunca há alguém 100% lado A e 0 lado B, mas a sua avaliação dos dois centros urbanos está equivocada.

  205. Jujuba disse:

    Bacana o texto, mas na minha época, o termo “coxinha” era usado para Policiais, não como uma crítica ao vale-refeição da categoria, mas uma crítica aos próprios policiais, que, não raro, podemos vê-los “dando um tempo” em padarias e afins, trabalhando assim, como seguranças privados, mas com a farda, quando deveriam estar trabalhando para a sociedade toda e sem cobrar a mais por isto.

  206. Fernando disse:

    São Paulo é assim: todo mundo descolado, todo mundo tatuado, todo mundo reacionário.

  207. Por isso que é bom ler texto bem escrito como esse do Leo Rossato. O texto tem tanta clareza que torna constrangedora qualquer leitura rasa e melindrada. Sorry “coxaiada”, a verdade dói…

  208. Pedro disse:

    Por gentileza, me explique: por que só há coxinhas em SP? Então eles não existem no RJ ou em outros estados? Preconceito com paulistas e paulistanos pode, e com os outros não?

    • Ane Brasil disse:

      Coxinha existe por todo o lugar, fica susse. Porto Alegre tá cheia desse tipo. a grande questão é que em Sampa foi cristalizado, foi identificado. Aqui, esse tipinho ainda não teve a honra de ser agraciado com uma designação própria. Simples assim.
      (Se eu quisesse zoar com sampa eu diria que São Paulo é tão vanguarda, mas tão vanguarda que até as almas sebosas* tem pedigree…)

      * peça ajuda a alguém do Recife pra decifrar o termo.

    • mauroprando disse:

      Despeito, somente os grandes tem a capacidade de receber criticas isso acontece em todos os lugares do mundo, isso é sinal que estamos entre eles! Sorria!

  209. coxinhas e descolados tudo farinha do mesmo saco

  210. Safira disse:

    Não sou de São Paulo, mas permita-me: sempre ouvi dizer que o termo “coxinha” é porque PM de rua aí achaca donos de bares/padarias pedindo coxinha de graça. Não seria isto também?

    • Ana disse:

      Nao sei se eles achacam, os donos de padaria empurram as cozinhas em troca de uma segurança extra , porque preferem pagar em coxinha do que ser assaltados 2vezes ao dia

  211. Acho o conceito interessante, de fato as semelhanças entre os designados procede. No entanto, apesar de não ser paulista e não estar familiarizado com gírias de paulista, acho o termo inadequado. Talvez eu chamasse essa galera de “strogonoff”, “filé à parmegiana” ou “qualquer coisa ao molho madeira” pela presunção de finesse e pretença aceitação universal dessas iguarias. Acho a coxinha roots demais para designar idiotas mimadinhos como Laifert, Hulk e Soninha… Por favor, inclua Ed Mota nessa lista… Recife também é repleta dessa galera.

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  213. Marcelo disse:

    Que tolo, ele acredita que o mundo é dividido entre bons e maus… É até bonitinho, pena que o mundo é um pouco mais complicado do que isso. Ou graças a Deus que é assim.

  214. Alexandre disse:

    Coitada da coxinha! tão gostosa e é lembrada pelas mas qualidades do carater humano! tadinha dela. Mas devemos lembrar que o ser humano tem um defeito padrão que é so ver nos outros aquilo que ele mesmo é, pois não sabe ver nos outros algo que não tem em si!

  215. Guito Grito disse:

    Ahaha. Concordo que exposição de “caridade” com os necessitados por parte de um apresentador “playba” em um programa de televisão é realmente pura autopromoção. Mas não vejo muita diferença entre isso e uma galera que prega que faz parte do povão e no fundo não passa de classe média (seja a letra que for) fortemente ressentida com quem tá em cima e não compactua com seus nobres ideais de integração entre todas as camadas “diferenciadas”… pergunto então: se o intuito é integrar, por que então sublinhar essa tal diferenciação?
    essa “análise” dos “coxinhas” pra mim soa como puro reflexo patético de tentar explicar a tão falada e desgastada luta de classes… e acaba por parecer uma mera demonstração de reação causada por ressentimento de quem é diferente. pelo menos a elite arrogante que quer se diferenciar e o ressentido “militante” “diferenciado”, como o autor da “análise”, aqui estão no mesmo nível, são praticamente iguais.

    • Léo Rossatto disse:

      Pode ser também. Na verdade, como autor, eu esteja apenas fazendo esse texto para afirmar que “eu não sou um desses”, e me diferenciar de algo que condeno, ao mesmo tempo que acabo praticando, em outros parâmetros.

      Pode ser também que eu esteja tentando entender isso, através de uma análise (que tem muito de galhofa também, admito) pra não tentar fazer igual, pra pensar numa lógica diferente, não através da “luta de classes” ou do que o valha, mas pensando algumas maneiras de tornar nossa sociedade mais justa, menos competitiva e com pessoas mais legais e colaborativas umas com as outras.

      Da´pra concluir qualquer coisa daí. E discordar é bacana, porque só enriquece a discussão. Valeu por manifestar a opinião por esse lado. É um viés bem interessante.

      • fabricio disse:

        Mas, pera ae… qual o problema da luta de classes? Vcs sao loucos? Não são assalariados??????????????

      • Felipe Teixeira disse:

        Achei seu texto muito bom, é muito válido você identificar um perfil na sociedade e analisar sua origem, suas características e até que ponto isto é benéfico ou não para a sociedade – você constrói um raciocínio lógico e consistente e esta observação de fato é muito válida.

        Mas o fato de você depreciar os coxinhas e querer ser diferente deles, colocando-se superior, faz de você uma empadinha, tendo a mesma postura só que com ideologia oposta. Esta sua postura ficou bem clara quando você diz “eu não sou um desses”.

        Concluo que sua análise é interessante mas está longe de chegar a uma “sociedade mais justa e menos competitiva, com pessoas mais legais”. Você não está sendo legal com os coxinhas e está competindo com os caras, não está tratando-os como iguais – Rotulação & reducionismo.

        Não somos coxinhas, nem otários e nem malandros. Somos pessoas muito complexas para se definir com uma palavra. Acho que o primeiro ponto e se ver como pessoa e ver os outros como pessoas, iguais em importância e muito diferente em todo o resto. Este é o primeiro passo para formar uma sociedade mais justa e menos competitiva.

        • Léo Rossatto disse:

          Ah, eu nem quis reduzir tanto assim não, só quis analisar um fenômeno tomando como exemplos casos célebres. Qualquer um que convive com o tema sabe que não existem tipos ideais fechados, mas, como você disse, pessoas muito complexas e cheias de peculiaridades. Isso que faz a convivência social tão rica.

          E dizer que eu não concordo com o estilo de vida deles não é tentar diminuir. É tentar achar alternativas. Em todo caso, concordo bastante com seu ponto de vista.

      • Everson disse:

        “me diferenciar” foi ultra coxinha huyaauhauah seguindo a definição que você mesmo fez

    • Olá Guito! Quando você diz que “essa ‘análise’ dos ‘coxinhas’ pra mim soa como puro reflexo patético de tentar explicar a tão falada e desgastada luta de classes”, tomo a liberdade de te perguntar: hoje em dia ainda existem classes sociais em luta ou, ainda, classes sociais com conflitos de interesses entre si? Em caso afirmativo, na tua opinião, ainda que hajam conflitos de interesses entre classes (ou grupos) sociais, essas classes/grupos estão em conflito?

      Não compreendi se a tua crítica é à ideia de que ainda existam classes sociais, ou se a crítica é a ideia de que essas classes estariam em luta.

      Abração!

  216. Gleice disse:

    Como eu disse há uma amiga, “coxinha” está entranhado na nosso cultura como os policiais. Para estes outros descritos, prefiro usar o termo babaca mesmo!!!!

  217. Célia disse:

    Tá, então para não ser “coxinha” tem que nivelar por baixo…

  218. bertagna disse:

    Reblogged this on Beto Bertagna a 24 quadrose comentado:
    Você identificará vários deles, é só olhar em volta…

  219. Eduardo Peixoto disse:

    Os coxinhas não gostam de ser rotulados, mas andam praticamente com uma etiqueta COXINHA pregada à testa!

    • fabricio disse:

      cara, e isso nao é só pras bandas dai… esse povo branco nojento tem em todo lugar… ok, me permiti ser preconceituoso… não é uma questao de cor…. mas foda-se são 400 anos de escravidão em 500 de pretensa identidade….

  220. Isa disse:

    Muito bom! ‘Diferenciado’ é tipo a palavra preferida dos coxinhas, né?

  221. Guilh. disse:

    Rotulação & reducionismo.

    Quantas alegrias essa combinação já nos trouxe!!!

    -assinado: história

  222. pior de tudo é ver que alguns amigos se encaixam perfeitamente da caracterização do coxinha… hora de rever as mizades.

    • Valeria disse:

      Tb fiz esse comparativo automaticamente e em velocidade assustadora, me surpreendi!
      Embora eu não acredite em rótulos, ninguém é isso ou aquilo absolutamente.

  223. catoalberico disse:

    Muito bom. Sem mais.

  224. Magdaryn disse:

    Nossa, quanto coxinha comentando!

  225. virtual2050 disse:

    O texto é denso e esclarecedor sobre algumas personalidades.Com certeza que Luciano Huck é segregacionista, que Tiago Leifert brinca de fazer programa esportivo, e por isto mesmo seu programa é diferenciado.Quanto a Soninha, deixa ela se decidir o que quer fazer na vida, pois muda a todo instante.Quanto ao termo “Coxinha”, este realmente deriva do comportamento de alguns policiais militares ao apreciarem essa iguaria.Ao que consta,não seria nem o fato de não terem dinheiro, más sim a necessidade de comerem rapidamente o salgado e saírem rapidamente para atender ocorrências.Policiais civis não são chamados de “coxinhas”, porém, maldosamente costumavam chamar assim seus colegas de farda, talvez para humilhá-los, pois mitas vezes se jugam melhores do que eles.A policia militar já incorporou este apelido e alguns até acham graça dele, portanto, não duvido que entrem com um pedido de registro do termo logo logo.

  226. Não concordo tanto sobre a Soninha, mas a análise sobre o Huck foi precisa. Boa também a do Leifert, embora eu ainda esteja formando minha opinião sobre ele. Parabéns pelo texto.

  227. Muito bom o texto Léo… tanto em estilo quanto em substância! Obrigado por presentear-nos com tuas reflexões… ;)

  228. Marcelo disse:

    meu pai, se o texto ainda fosse engracado…mas nem isso. Para o autor, coxinha e quem nao e de esquerda…

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