A Fórmula Ideal para a Copa do Brasil


O Brasil tem pouca tradição em Copas Nacionais. A Copa do Brasil começou em 1989, e sempre foi tratada como um torneio em que Federações Estaduais indicam clubes, e nunca como uma Copa livre, realmente nacional, que envolvesse todo o país.

As Copas nacionais, em muitos países, revelam a essência do futebol nesses lugares. São os campeonatos em que todos os cidadãos que gostam de futebol se sentem participantes, envolvidos na dinâmica do futebol do país. As Copas nacionais, nos principais países europeus, são munidas de enorme carga simbólica.

Na Espanha, a Copa del Rey é um torneio tradicionalíssimo. Na França, a Copa da França é o maior torneio do mundo em número de participantes, com 7422 times na edição de 2011/2012, incluindo times de possessões francesas ultramarinas nas mais diversas partes do mundo, como Guiana Francesa, Taiti, Guadalupe, Reunião e Nova Caledônia. Na Inglaterra, a FA Cup é o campeonato de clubes mais antigo do mundo, responsável por momentos como a histórica vitória do Hereford sobre o Newcastle em 1972:

No Brasil, a Copa do Brasil nunca foi considerada um torneio que refletisse a identidade nacional do nosso futebol. Por mais que todos os estados fossem representados, o máximo de participação que o povo tem no torneio está em ver algum clube grande jogando contra o time pequeno, do estado. É muito pouco para um país como o Brasil, com tamanha identidade com o futebol.

O torneio contou, por muito tempo, com 64 times, qualificados nos campeonatos e Copas Estaduais. Desde 2001, os times brasileiros que atuam na Copa Libertadores da América não jogam o torneio, relegando-o a um patamar inferior. Em 2013, os times que jogam a Libertadores voltarão ao torneio, que passará a contar com 86 clubes.

Mas não é suficiente. Para isso eu montei uma sugestão de Copa do Brasil, que seja realmente inclusiva e agrade a todos. A inspiração foi a já citada Copa da França, torneio de futebol mais abrangente do mundo.

O Formato

O Brasil é um time identificado demais com o futebol para o torneio que se diz o mais democrático do país ficar na mãos das Federações Estaduais e da CBF. Na minha concepção, a Copa do Brasil deveria ter inscrições livres. Qualquer clube, profissional ou amador, poderia participar da competição. O único pré-requisito seria o de se inscrever e o de já ter disputado algum torneio amador.

Para viabilizarmos um torneio desse porte, é necessário fazer uma espécie de Censo do futebol brasileiro. Coisa que, infelizmente, ninguém nunca fez.

No último cadastro de clubes profissionais da CBF, de 2009, foram catalogados 783 clubes ativos filiados às federações estaduais. Em relação aos clubes amadores, é impossível ter uma estimativa confiável. Mas a extensão dos torneios amadores no Brasil, em escala municipal sugere a existência de um número entre 20 mil e 50 mil clubes amadores no país.

Para montar um torneio desse porte, seria necessária uma logística espetacular e a regionalização das primeiras fases, em escala municipal, na maioria das vezes. Só isso faria com que o torneio fosse minimamente viável.

Com esses dados em mãos (e sabendo que os mesmos podem variar), eu peguei uma tabela, a lista de estados do Brasil por população e verifiquei, eventualmente, quantos times amadores cada Estado poderia ter.

O próximo passo foi estimar a quantidade de clubes amadores por Estado, baseado na população de cada um deles. Em um universo estimado de 50 mil clubes (49.900, na verdade), eu teria que saber quantas fases preliminares intra-estaduais, de um jogo só, poderiam ser organizadas entre times amadores. E chegamos ao número mágico: seriam seis fases preliminares, com 780 clubes classificados para a 7ª fase do torneio:

Na sétima fase, teríamos que juntar 683 clubes aos 780 já mencionados. A conta é simples: existem 783 clubes profissionais atuando no Brasil, mas 100 deles estão disputando as Séries A (20), B (20), C (20) e D (40) do Campeonato Brasileiro. Excluídos esses 100 clubes, todos os outros estariam habilitados para disputar a Copa do Brasil a partir da 7ª fase.

Os times das Séries D, C, B e A entrariam no torneio em fases ainda posteriores, para conciliar suas atividades com os calendários lotados com campeonatos estaduais, nacionais e, em alguns casos, continentais.

Todas as fases amadoras seriam jogados em partidas únicas, com mando definido por sorteio.

Fiz o calendário aplicado para o ano de 2013:

Calendário:

(*) Fases em que será realizado o sorteio de um “lucky loser” para seguir no torneio.

(**) A partir da 11ª fase das despesas de estadia são bancadas pela CBF

(***) A partir da 12ª fase os jogos começam a ser realizados às quartas-feiras

1ª fase (municipal) 

13 de janeiro de 2013 – 49.900 clubes amadores – jogo único

2ª fase (municipal)

27 de janeiro de 2013 – 24.950 clubes amadores – jogo único

3ª fase (municipal ou regional)

17 de fevereiro de 2013 – 12.476 clubes amadores – jogo único (*)

4ª fase (municipal ou regional)

03 de março de 2013 – 6.238 clubes amadores – jogo único

5ª fase (municipal ou regional)

17 de março de 2013 – 3.120 clubes amadores – jogo único (*)

6ª fase (municipal ou regional)

07 de abril de 2013 – 1.560 clubes amadores – jogo único

7ª fase (estadual)

05 de maio de 2013 – 781 clubes amadores + 683 clubes profissionais => 1.464 clubes (*) – jogo único

8ª fase (estadual)

19 de maio de 2013 – 732 clubes amadores e profissionais – jogo único

9ª fase (estadual)

09 de junho de 2013 – 366 clubes amadores e profissionais – jogo único

10ª fase (estadual)

23 de junho de 2013 – 184 clubes amadores e profissionais (*) – jogo único

11ª fase (estadual ou interestadual) (**)

09 de julho de 2013 – 92 clubes amadores e profissionais – jogo único

12ª fase (interestadual) (***)

19 e 26 de julho de 2013 – 46 clubes amadores e profissionais + 40 clubes da Série D => 86 clubes – jogos de ida e volta

13ª fase (nacional)

07 e 14 de agosto de 2013 – 43 clubes amadores e profissionais + 17 clubes da Série C => 63 clubes – jogos de ida e volta (3 clubes da Série C ficam de bye)

14ª fase (nacional)

28 de agosto e 4 de setembro de 2013

30 clubes amadores e profissionais + 3 clubes da Série C + 20 clubes da Série B + 15 clubes da Série A => 68 clubes – jogos de ida e volta (os cinco que disputaram Libertadores em 2013 ficam de bye)

15ª Fase (nacional)

11 e 18 de setembro de 2013

14 clubes, sorteados dentre os 34 que passaram, jogam por 7 vagas na próxima fase – jogos de ida e volta (os outros 20 clubes ficam de bye)

16 avos de final

25 de setembro e 02 de outubro de 2013

20 clubes em bye da 14ª fase + 7 clubes da 15ª fase + 5 clubes da Libertadores 2013 => 32 clubes – jogos de ida e volta

Oitavas de Final

09 e 16 de outubro de 2013

16 clubes vencedores dos 16 avos de final – jogos de ida e volta

Quartas de Final

23 e 30 de outubro de 2013

08 clubes vencedores das oitavas de final – jogos de ida e volta

Semifinais

13 e 20 de novembro de 2013

04 clubes vencedores das quartas de final – jogos de ida e volta

Final

27 de novembro de 2013

02 clubes vencedores das semifinais

Partida única

Estádio Sede escolhido antes da competição começar

O vencedor é o campeão do maior torneio de futebol do mundo, com mais de 50 mil clubes participantes.

Legenda:

Municipal – jogos entre times do mesmo município

Regional – jogos entre times da mesma região de um Estado

Estadual – jogos entre times de um mesmo Estado

Interestadual – jogos entre times de uma mesma região do país (Norte, Nordeste, Sudeste, Centro-Oeste, Sul)

Nacional – jogos abrangendo todo o território nacional

Vantagens do Formato

Os clubes das Séries A, B, C e D continuarão jogando números de partidas similares aos que já jogam na Copa do Brasil:

Clubes que estão na Libertadores – 09 vezes

Série A – 11 ou 13 vezes

Série B – 11 ou 13 vezes

Série C – 11 ou 13 ou 15 vezes

Série D – 15 ou 17 vezes

Demais clubes profissionais – 20 ou 22 vezes

O formato permitiria a inclusão de todos os clubes de futebol do país, dando um caráter realmente nacional ao torneio. A Copa do Brasil seria disputada durante o ano todo, com os clubes profissionais atuando apenas no segundo semestre, podendo dedicar o 1ª semestre aos torneios continentais.

O único problema seria relativo aos times que disputam a Copa Sul Americana no 2ª Semestre. O ideal seria transferir o torneio para o 1º semestre, para ser disputado junto com a Copa Libertadores. Em caso negativo, seria necessário rever algumas datas de confrontos.

As datas FIFA não teriam importância no contexto atual, pois o Brasil simplesmente as ignora em seus campeonatos nacionais. Mas, para o futuro, seriam necessárias adaptações importantes.

Enfim, é isso. É uma proposta inicial, que talvez mereça ser levada adiante. Muitas arestas teriam que ser aparadas, muita coisa teria que mudar para esse calendário obter êxito. Mas a ideia está lançada, e gostaria muito da opinião de todos acerca dela.

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51 respostas para A Fórmula Ideal para a Copa do Brasil

  1. Benício disse:

    Muito bom!!!
    … e desde então houve um real parecer/contato de algum “CARTOLA”?
    É realmente muito interessante tudo isso. Li todos os comentários e percebi que sempre haverá gente ruim pra colocar defeito em toda e/ou quaisquer ideias boas que surgirem, que sejam utópicas, quiçá impossíveis, mas por que não sonhar com algo diferente, justo, competitivo, popular, com a identidade de um povo como o brasileiro como o futebol praticado dessa forma.

    Seria algo extraordinário aos olhos do mundo, redefiniríamos palavras como Política e Humanidade.

    Parabéns pelo belo trabalho!

  2. Pingback: 1 ano de blog. E os 14 textos mais lidos | Aleatório, Eventual & Livre

  3. denilson rosa disse:

    gostei da idéia, muoto boa, em breve darei minha sugestão aqui também.

  4. Rudmar Mendes disse:

    Boa Ideia, aqui em Pernambuco, se não me engano, teve uma torneiro amador, entre 81, 82 ou 83, com o objetivo do campeão ir jogar o Campeonato Pernambucano, se houvesse interesse, nessa época não havia segunda divisão, esse torneio era mesmo amador, quem ganhou ele foi o time da Celpe de Goiana. Celpe foi a antiga Compania Energêtica de Pernambuco.
    Gostaria de ver um time da minha cidade jogar aqui a Copa do Brasil.

  5. Pingback: Uma fórmula para os Campeonatos Nacionais no Brasil | O Enciclopedista

  6. André Reis Morais disse:

    cara,divulgue isso,envie a cbf,faça alguma coisa pelo amor de Deus.Léo Rossato é a esperança para esse Brasil. É o campeonato mais impressionante que ja vi.Você não tem que se acomodar com elogios,divulgue isso e brigue pelos seus direitos.Seria massa eu disputar um campeonato que o meu time do coração disputasse. Divulgue isso já!

    • Léo Rossatto disse:

      Cara, acredite, eu quero divulgar o máximo possível. Já tem muito jornalista sabendo e que gostou da ideia. Seria algo maravilhoso um campeonato nesses moldes, uma verdadeira revolução no futebol nacional. E eu já percebi que teria muita gente da imprensa apoiando.

      Tenho certeza que a divulgação está só começando.

  7. Natanael disse:

    Achei muito boa sua idéia. Eu sou torcedor de um clube maranhense que tem tradição no Estado, mas que há muito tempo não disputa uma competição nacional. Atualmente apenas duas equipes maranhenses disputam alguma competição nacional por ano. Essa fórmula seria muito boa para dar oportunidade de jogos oficiais para os outros oito clubes da primeira divisão, os quatro da segunda divisão e mais os clubes que disputam o Campeonato Maranhense Amador, ou até mesmo o Campeonato Imperatrizense, o Campeonato Codoense, o Campeonato Caxiense e assim por diante. Infelizmente, acho difícil de ser implementada nesses moldes. Se pelo menos a Copa do Brasil fosse aberta para a participação de todos os clubes das primeiras divisões estaduais, já seria um grande avanço.

    • Léo Rossatto disse:

      Verdade. Tem uma demanda muito forte pela inclusão de mais clubes em um calendário nacional. Pro próprio desenvolvimento do futebol no país. Mesmo que não dê pra incluir todos os clubes, o objetivo tem que ser sempre incluir mais e mais. E o Brasil, como país continental, não deve servir como desculpa, mas como incentivo.

  8. André Reis Morais disse:

    Fantástico!!!

  9. JOAO VALDOIR disse:

    uma coisa que você não considerou que é importante, nem todo município teria no minino, sei lá, 4, 6 times. Muitos, mais muitos mesmo fariam um time por município, pq temos que considerar que existem muitos municípios com população variando de 2500 a 10000 ou 15000(ou até mesmo 20000), onde todo mundo que joga futebol se conhece dos campeonatos municipais, e que talvez daria só UM bom time(2 ou 3, no maximo)! o que diminuiria muito o numero de participantes do torneio, o que facilitaria também né!

    • Léo Rossatto disse:

      Acredite, eu pensei nisso. Não considerei no contexto macro, obviamente, mas isso que você falou procede. Como as inscrições seriam livres, muitos times só se inscreveriam, de fato, se tivessem um mínimo de qualidade. Ideal seria construir uma base de dados de clubes profissionais e amadores, similar a essa daqui, que aborda o futebol inglês:

      http://www.fchd.btinternet.co.uk/

      Mas, que nem você falou, pode acabar sendo bom também, por “filtrar” mais os times, visando o torneio. Não custa nada tentar.

      • JOAO VALDOIR disse:

        uhum… a ideia é muito boa! pena que estamos no brasil e nada aqui funciona como deveria! estamos sempre atrasado, sempre um degrau abaixo!

        imagina quantos revelações não sairiam de uma copa dessas ein! quanta molecada que roda nas peneiras ou que nem peneira faz( por não acreditar que é possível), que é muito bom de bola, mais não tem empresário bom, ou coisas do tipo!

  10. Samir Fernandes Alves disse:

    Achei sensacional o conceito e toda fórmula do torneio! Seria sensacional ver times com alguma presença e história regional e nenhuma força ou peso nacional disputando um torneio de grande porte. Seria uma maneira de reavivar o espírito do futebol amador no país que fez surgir todos os grandes clubes que existem hoje. Mais interessante ainda seria ver a população indo assistir aquele time clássico do bairro/cidade em partidas decisivas. Mas infelizmente é preciso admitir que falta iniciativa política pra isso. Nem acho q seria inviável economicamente, até porque poderia haver uma combinação de patrocínios (regionais, nacionais e externos) e até uma verba do Ministério do esporte ou do Governo. Mas pelo jeito que está a gestão da CBF (e sub-divisões) e dos grandes clubes só com um apelo muito comercial msm pra alguma coisa parecida acontecer. sobre o medelo, eu preferiria copas estaduais (ou regionais) com campeões e taças/troféus/prêmios para que esse pequenos times pudessem ter algum reconhecimento antes de enfrentar os grandes. a partir daí, com as dificuldades de logística, eles poderiam ter suas depesas subsidiadas. acho q nessa etapa mais nacional (e caminhando para a final) que deveriam entrar os 20 grandes (sim, sem citar nome, os 8 maiores do rio e sp, 2 de mg, 2 de rs, 2 de pr, e outros melhores do nordeste). Mas acho q o principal e fundamental eh o conceito de integração socio-regional do esporte. Com um campeonato desse porte e com esse objetivo poderíamos dizer q o futebol eh realmente uma paixão e um símbolo “nacional”.

  11. L disse:

    Impossivel fazer com 49 mil times. Seria uma varzea, cada time mais horroroso que o outro. O melhor a se fazer era pegar todos que disputam a 1ª divisão de seu estadual e fazer a copa do brasil

    • Léo Rossatto disse:

      Mas tá óbvio que o objetivo aí não é a qualidade. É o prazer de ver todo mundo participando. Qualidade vemos no próprio decorrer, com o funil proporcionado por várias fases eliminatórias.

  12. André Moreira disse:

    A ideia é muito boa, infelizmente teria de haver enorme pressão popular pra CBF se mexer e fazer alguma coisa, já que ela só existe pra sugar dinheiro e destruir sonhos dos brasileiros que sonham com um futebol mais democrático.

  13. Siguimar disse:

    Realmente é uma bela ideai, e imagino que tenha utilizado muito do seu tempo para esquematizar tudo isso, e ainda apresentar o projeto com toda essa clareza, parabéns, mas me diz uma coisa, e quando você acordou para a nossa realidade, fez o que? Sentou e chorou? É Soda não é, será que não tenha uma alma que apita alguma coisa neste futebol brasileiro que vai ler o seu texto, e pelo menos levar a ideia para quem pode efetivamente fazer as mudanças? Meus parabéns novamente.

    • Léo Rossatto disse:

      A realidade é desencorajadora, principalmente com os dirigentes que temos. Mas isso não nos impede de apresentar ideias do que queremos pro nosso futebol. Você olha a realidade das federações estaduais e da CBF e vê que, com os dirigentes atuais, é impossível vingar. Mas a esperança de ver algo parecido, um dia, continua existindo.

  14. Fabiano Dias disse:

    A Copa do Brasil deveria ser um torneio para integrar o país, deixando todo o Campeonato Brasileiro para os ditos “grandes”. Algumas coisas poderiam serem mudadas a partir desse raciocinio que o blog traz. Por exemplo:
    – em cada estado teria seu campeonato amador, e deles apenas os campeões ou os melhores colocados participariam entrando já numa fase preliminar ou regional.
    – participação obrigatória: só dos clubes profissionais que estejam disputando alguma série do Brasileiro.
    – participação facultativa: clubes profissionais que não estejam em nenhuma série.
    – o torneio poderia ser todo ele disputado em partida única em suas fases, fazendo assim um economia enorme em termos de datas.
    – a final também em partida única e seria disputada no último domingo de futebol do ano.

    • Léo Rossatto disse:

      Sim, acho inclusive suas ideias melhores que as minhas. O bom é justamente isso:dá pra ir refinando as ideias e montando um modelo de torneio melhor, que realmente queremos para o futebol brasileiro.

      E concordo integralmente quando você fala que a Copa do Brasil é um torneio para integrar o país. É isso mesmo.

      • Fabiano Dias disse:

        A única questão que eu acho meio inviável é em relação a partida única, pois estamos num país-continente. Mas se formos olharmos para o lado organizacional em relação a datas, seria a melhor solução, e até na questão financeira também, pois seria apenas uma viagem só por fase. Em relação a final, poderiamos usar alguns desses critérios para escolher o local da final:
        – os dois clubes finalistas poderiam entrar em acordo para o local da final. Ex.: uma final entre Grêmio x Sport, a final seria em SP ou MG; se não houvesse acordo entre os mesmos, a CBF indicaria o local;
        – se usaria o critério técnico para a escolha do local, supondo que os clubes ditos grandes entrariam na 5ª fase, o clube que tivesse mais pontos a partir dessa fase até a semiifinal sera o mandante o jogo;
        – ou em último caso, um simples sorteio para definir o local entre os finalistas.

  15. salvo engano, a Copa da Inglaterra também funciona assim, com inscrições liberadas para qualquer time, só precisa pagar a taxa de inscrição. E seria sensacional!!

  16. edgarsaraiva disse:

    No papel é bonito. Na prática, inviável.

  17. rafael disse:

    utópico… mas seria lindo imagina um time amador podendo disputar de 1 a 30 partidas oficiais!!!

  18. A ideia é excelente,parabéns.Infelizmente é quase impossivel imaginar que a CBF ou os clubes se organizassem de uma forma 50% parecida com essa. Mas quem sabe um dia. Tenho um blog e gostei muito do seu texto,será que poderia colocar este texto lá?? Obviamente com todos os créditos e seu nome no inicio e no fim do texto, como forma de reproduçao, pois essa é uma ideia que compartilho.

  19. Roberto disse:

    O estádio da final deveria ser a partir da inauguração, o Nacional de Brasília, em partida única.

  20. Nildo Júnior disse:

    Pergunta: para um time amador chegar numa final, quantas partidas teria que jogar? Usando o benefício de jogar por resultados, quantas vitórias teria que ter? Vai continuar sendo praticamente impossível um 15 de Novembro de Campo Bom da vida chegar numa final de Copa do Brasil, mas gostaria de ver um campeonato assim. Parabéns pela iniciativa

    • Léo Rossatto disse:

      Um time amador teria que fazer 26 ou 28 jogos para ser campeão, 11 deles em eliminatórias de jogo único (em que a vitória ou o empate seriam obrigatórios. Depois disso, 14 ou 16 jogos em eliminatórias de ida e volta. E a final, em jogo único.

      Pra usar o benefício de jogar por resultados, podemos pensar, nas fases de ida e volta, que um time poderia jogar por 12 vitórias nos jogos únicos (ou empates com prorrogação e decisão de pênaltis), mais 8 vitórias e 8 derrotas nos jogos de ida e volta, no máximo.

      Agradeço as palavras. Seria, de fato, sensacional um campeonato nesses moldes.

  21. Ah sim, também acho inviável uma final em jogo único e estádio neutro, se for um campo no Nordeste e Flamengos e São Paulos da vida decidindo aí lota fácil, mas caso contrário corremos o risco enorme de ver algo parecido com aquele Cruzeiro x Paysandu de 2002, decidindo a Copa dos Campeões para 5 mil gatos pingados em Fortaleza.

    • Léo Rossatto disse:

      Esse é um ponto controverso. Nada impediria afinal de ser em dois jogos. Ou senão a final ser sempre no mesmo estádio, como ocorre na Carling Cup em Wembley, por exemplo.

      • Bruno disse:

        Mas lá acontece no Wembley pq a Inglaterra é pequeneninha, ai fica mais facil a logística do torcedor, sem falar que lá é tradição lotar os estadios, aqui é mais complicado

  22. Muito legal, mas eu faria algo mais “modesto”, limitando a participação a todas as equipes profissionais (o que já renderia umas boas centenas de times).

    • Léo Rossatto disse:

      Sim, acho que, se chegarmos nesse número de clube, teríamos que fazer um trabalho de uma década, pelo menos, organizando, primeiro apenas com clubes profissionais.Um torneio desses, infelizmente, exigiria um nível de organização que o futebol brasileiro não tem hoje.

  23. Zé Carlos disse:

    Nossa cara! Na boa, nós queremos diminuir o número de clubes e não aumentar nas competições. Isso é bastante falta do que fazer. Nem se fosse a Copa Kaiser isso daria certo. Teríamos que começar a fabricar juiz também pra tanto jogo. Ia ser mega sem credibilidade e igualdade.

    • Léo Rossatto disse:

      Sério, é uma minoria que quer diminuir o número de clubes. Uma minoria poderosa, mas uma minoria.

      A Copa do Brasil não pode ser um torneio de alto nível. Não pode ter esse objetivo.Tem que ter como objetivo abraçar todo o futebol do país. Ter menos clubes só interessaria aos grandes, com medo de fiascos, e aos dirigentes,que teriam menos trabalho com organização.

      Sou completamente contrário a diminuir clubes. E juízes existem para todas as Ligas municipais, existe um número imenso de juízes credenciados. O que haveria seria apenas uma organização da estrutura que já existe na várzea em um torneio nacional. E isso seria bom para a revelação de jogadores, que hoje saem muito mais das escolinhas, gerenciados por empresários, do que da várzea, que definha em muitos lugares.

      • Alexandre disse:

        “Diminuir clubes” é coisa de quem só enxerga futebol como sendo “Times Grandes”. Nunca pisou num interior pra ver o que é um confronto de rivalidade regional. Simplesmente ridículo.

    • Falta do q fazer é o q não é mesmo. Só de ver esses cálculos pra essa idéia mt boa ser viável já deu preguiça. Uma Copa desse tamanho seria bem bacana de ver. Aí sim seríamos o “País do Futebol”, não o país do “Gol da Alemanha”!!!!

  24. evandro disse:

    Eu acho que é possível se diminuirmos o número de participantes nas divisões do Brasileiro

  25. Adalton da Silva Diniz disse:

    É ideológico, é poético, mas é inviável e mexe com os cofres da CBF, ou seja, nunca sairá do papel.

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