Evolução Estelar e Bolhas Especulativas


A vida é feita de comparações improváveis. É feita de conceitos e ensinamentos improváveis. Nesse texto, o objetivo não é outro senão associar o ciclo de vida estelar às bolhas econômicas especulativas. Essa análise ainda é muito superficial, sendo possível descobrir diversas outras similaridades no decorrer do tempo.

O texto é um pouco longo, contém muitos termos técnicos, mas a linguagem é a mais acessível possível, levando-se em conta a montanha de termos novos que vem a seguir.

Evolução Estelar

Explicar a evolução estelar de cada um dos diversos tipos de estrelas é uma tarefa impraticável. Portanto, a descrição vai se concentrar no final da vida das estrelas, para entender como é o ciclo de vida desses gigantes cósmicos.

Uma das divisões possíveis é pela massa da estrela. É simplista, tendo em vista a enorme variedade do Cosmos, mas acaba abrangendo a maioria das estrelas conhecidas. Com isso, obviamente não lidaremos aqui com sistemas binários ou estrelas variáveis, por exemplo.

Pelo fato das estrelas serem pesadas, a medida usada aqui será a de massas solares. Cabe ressaltar que essa medida não é completamente precisa, uma vez que outros fatores, como a metalidade da estrela (quantidade de elementos originais além do Hidrogênio e do Hélio) e a presença de matéria degenerada, podem influir no processo.

Diagrama de Hertzprung-Russell – as estrelas que estão na linha descendente superior do diagrama estão na “sequência principal” de seu ciclo de vida.

Gênese Estelar

Antes fazer a separação, cabe explicar como “funciona” uma estrela, de onde vem o seu brilho e a sua energia.

Uma estrela é formada quando uma certa quantidade de massa espacial, geralmente proveniente de explosões anteriores, se ajunta e começa a aumentar de densidade até um colapso gravitacional, formando uma proto-estrela. A grande maioria do material existente no espaço é composta de hidrogênio, o elemento químico mais simples e leve de todos, formado por um próton e um elétron (existem isótopos com zero, um ou dois nêutrons por núcleo atômico – o isótopo sem nêutrons responde por mais de 99% da massa de hidrogênio no Universo).

A gravidade faz com que essa massa de gás mais denso incorpore mais gás do espaço ao redor, em um processo conhecido como acreção. Com essa acreção, aumenta a pressão do gás na proto-estrela, o que, em um ambiente de volume praticamente constante, aumenta a temperatura no interior da estrela, obedecendo à Lei dos Gases Ideais.

Quando a pressão faz a temperatura chegar em aproximadamente 10 mil graus Kelvin, os átomos de hidrogênio não resistem e começam a se fundir, produzindo Hélio. Conforme previsto na Teoria da Relatividade, a fusão entre átomos produz energia. E é essa energia que alimenta estrelas como o Sol por bilhões de anos. De formas diferentes, de acordo com a massa da estrela:

1) Anãs Marrons (até 0,075 massa solar)

A anã marrom tem, no mínimo, 13 massas de Júpiter. E, no sentido prático, não chega a ser uma estrela, pois não consegue ter pressão suficiente para iniciar o processo de fusão nuclear. No entanto, a pressão na anã marrom é suficiente para a incorporação de um nêutron no átomo de hidrogênio, formando um deutério (átomo de hidrogênio com um nêutron). Essa estrela tem duração infinita, pois não consome sua energia. Seu destino é ir esfriando progressivamente por centenas de milhões de anos até se tornar um objeto inerte ou até encontrar uma nebulosa no espaço de onde possa contrair mais massa e, eventualmente, iniciar a fusão nuclear.

2) Anãs vermelhas e outras estrelas pouco massivas (até 0,5 massa solar)

Essas estrelas também tem expectativa imensa de vida, estimada em muitos bilhões de anos (estima-se até seis trilhões de anos na sequência principal para estrelas de 0,1 massa solar). Isso porque queimam o hidrogênio de seus núcleos transformando-o em Hélio em velocidade muito lenta, e não contam com pressão suficiente para o passo seguinte do processo de fusão nuclear: a transformação do Hélio em Carbono. Quando queimam todo o hidrogênio disponível, demoram mais milhões de anos para colapsarem em uma anã branca.

3) Estrelas médias, como o Sol (até 10 massas solares)

Estrelas médias, como o Sol, tem um ciclo de vida de atinge a casa dos bilhões de anos. No entanto, são mais instáveis que as estrelas anãs. O sol, por exemplo, tem 4,6 bilhões de anos, e deve durar mais 4 ou 5 bilhões de anos. É uma estrela em sua meia-idade.

No entanto, tais estrelas se distinguem das estrelas menores por um motivo específico: além de fundirem o Hidrogênio em Hélio, tais estrelas também contam com pressão suficiente para fundir o Hélio em carbono. No sol, estima-se que esse processo acrescente mais 100 milhões de anos à vida da estrela.

Mas estrelas desse tipo crescem progressivamente. Quando nasceu, o Sol tinha apenas 75% da luminosidade atual. Em 1 bilhão de anos, a luminosidade e o calor do Sol terão aumentado em 10%. Nesse processo, a fusão acelerada da camada de hidrogênio logo acima do núcleo faz com que a estrela se expanda e se resfrie, tornando-se uma gigante vermelha. Depois da queima de todo o hidrogênio e de todo o Hélio disponível, oscilações térmicas proporcionam a liberação de toda a massa das camadas exteriores da estrela para o espaço, e o núcleo acaba colapsado em uma anã branca.

Se após algum tempo essa anã branca com matéria degenerada começa a acrecer matéria do espaço, incluindo a nuvem proveniente da estrela original, e chega ao Limite de Chandrasekhar (1,44 massa solar), colapsa em um Supernova.

4) Estrelas massivas (até 160 massas solares)

O processo de evolução de uma estrela massiva é dos mais interessantes. Apesar de serem uma minoria no Cosmo, com certeza são a minoria mais brilhante. Com as estrelas massivas, é possível analisar o processo de evolução completo de uma estrela. Que, em muitos casos, acaba durando apenas alguns poucos milhões de anos.

Estrelas maiores consomem sua massa mais rápido. O que diferencia as estrelas massivas das demais estrelas é o impressionante processo de fusão nuclear em seus núcleos, fazendo com que no final da sua vida a estrela fique com várias camadas, no esquema abaixo:

Final de vida de uma estrela massiva

Resumindo: as estrelas massivas, com mais de 10 massas solares, além de fundirem hidrogênio em hélio e hélio em carbono, ainda fundem os seguintes elementos:

Carbono em Neônio => Neônio em Oxigênio => Oxigênio em Silício => Silício em Ferro

No entanto, como percebido no diagrama, essa fusão não é feita de forma sequencial. Na verdade, em determinado momento, todos os processos estão sendo realizados simultaneamente. Só que a nucleossíntese do Ferro-56, no núcleo atômico, consome mais energia do que produz.  Quando a massa do núcleo atômico ultrapassa o Limite de Chandrasekhar, a história da estrela acaba em uma súbita e catastrófica Supernova e o núcleo se transforma em uma Estrela de Nêutrons, objetos com densidade de 1015 g/cm². Se a estrela era muito massiva e o núcleo restante da Supernova ultrapassar o Limite de Tolman-Oppenheimer-Volkoff, é formado um buraco negro ao invés de uma estrela de nêutrons.

5) Estrelas hipermassivas (mais de 160 massas solares)

Recentemente, a maioria dos astrofísicos achava que esse tipo de estrela nem mesmo poderia existir. No entanto, várias estrelas já desmentiram tal previsão. E em 2010 foi encontrada a estrela mais massiva da história: R136A, com 320 massas solares.

Essas estrelas explodem em um tipo de supernova ainda mais surreal do que a supernova mais conhecida, das estrelas massivas. Funciona assim:

Até a fusão do neônio em oxigênio, o esquema de fusão nuclear nessas estrelas é semelhante ao das estrelas massivas. No entanto, a estrela encolhe para que o núcleo se aqueça mais e o oxigênio possa se fundir em silício. No entanto, as temperaturas no núcleo da estrela atingem patamares tão elevados que, em conformidade com a Teoria da Relatividade, tais estrelas começam a liberar fótons muito energéticos, que no espectro de frequências são de raios gama. Esses fótons, produzidos com frequência cada vez maior, começam a colidir entre si.

Essas colisões produzem um elétron e um pósitron. Matéria e antimatéria juntas. Com a transformação de energia em matéria no núcleo atômico, a pressão interna cai abruptamente, o que faz com que o núcleo de oxigênio se contraia rapidamente até o colapso, que detona uma explosão muitas vezes mais forte do que uma supernova.

É a chamada Supernova por instabilidade de pares. A peculiaridade dessa explosão é que ela não deixa vestígios. A energia é liberada tão rapidamente dentro da estrela que supera a sua força gravitacional. Não sobra nenhum vestígio da estrela depois do desaparecimento da Supernova, e toda a massa é espalhada pelo espaço. É a maior explosão estelar conhecida.

Bolhas Especulativas

O esquema abaixo retrata bem como funciona uma bolha especulativa. Funcionou exatamente assim no caso da bolha imobiliária norte americana. E a história vem mostrando que é uma regra quando falamos de bolhas especulativas, desde a Bolha das Tulipas:

As fases de uma bolha especulativa – por http://www.rcesar.net e http://www.bolhaimobiliaria.com

Vamos explicar as fases desse processo detalhadamente:

Take off (decolagem): é quando o preço começa a se descolar da média, dando início ao processo de especulação.

First sell off (primeira venda): primeira fase de baixa nos estoques, provocando um pico nos preços.

Bear trap (“armadilha do urso”): primeira baixa nos preços, que acaba atraindo mais gente. É uma espécie de ressaca do momento anterior.

Media attention (atenção da mídia): o processo de valorização se intensifica e ganha a atenção dos órgãos de imprensa em geral, com ênfase aos “ganhos com o investimento”.

Enthusiasm (entusiasmo): após virar o centro das atenções, a bolha especulativa passa por um momento de entusiasmo geral, com todos empolgados com os lucros fáceis e certos do investimento.

Greed (ganância): depois do entusiasmo, a ganância. Passa a ser de conhecimento geral a bolha especulativa como elemento de lucro fácil. Investidores pensam em ganhar mais e mais com aquela “galinha dos ovos de ouro”.

Delusion (ilusão): está consolidada na sociedade a ilusão do “aumento infinito de preços”. As pessoas não conseguem enxergar que os valores estão muito acima da média, em geral.

“New paradigm” (novo paradigma): o pico de preços. A maioria ainda não entendeu que o ápice é momentâneo. É o momento de maior descolamento entre os preços de mercado e os preços médios.

Denial (negação): os preços começam a baixar e o assunto “bolha especulativa” já é de conhecimento de boa parte das pessoas. Mas os investidores, trabalhadores do setor e o mercado em geral negam a existência de qualquer anormalidade. Começa a concessão de “descontos”.

Bull trap (“armadilha do touro”): nessa fase os preços apresentam uma ligeira retomada. É a fase em que o grupo que estava esperando os preços baixarem entra no mercado, dando a última injeção de ânimo aos investidores.

Return to “normal” (retorno ao “normal”): com o “bull trap”, os investidores e o mercado passam a considerar que o mercado voltou ao normal, e que o processo de valorização vai recomeçar. Mas o mercado continua completamente exaurido, e os preços completamente fora da realidade.

Fear (medo): a situação é calamitosa e não há mais como segurar os preços em patamares tão altos sem demanda. Os preços começam a baixar rapidamente.

Capitulation (capitulação): após muito tempo negando ou disfarçando, todos se rendem à ideia de que há de fato uma bolha especulativa. Os preços continuam caindo vertiginosamente, e não há nenhum incentivo que possa deter esse processo de queda.

Dispair (desespero): hora em que os investidores vêem que perderam dinheiro e acontecem suicídios. Eles querem se desfazer do ativo por qualquer coisa, mas o mercado está completamente saturado. Pela primeira vez em muito tempo, os preços estão abaixo da média.

Return to the mean (retorno à média): depois do desespero e do trauma, os preços retornam lentamente à média e começa um novo ciclo econômico. Com uma nova bolha? Só a capacidade dos povos em aprender com seus erros poderá dizer.

Resumindo: uma bolha especulativa é um movimento transitório em que os preços repentinamente começam a subir em patamares muito acima da média, movidos por um catalisador artificial. No entanto, os preços, além da média, em geral estão muito acima da renda das pessoas, provocando uma crise séria de endividamento.

No caso dos imóveis na Espanha, por exemplo (e no Brasil, em fase menos avançada), esse catalisador foi a facilidade de financiamento. A Espanha está em uma crise de inadimplência terrível, com o desemprego em patamares elevadíssimos e os bancos com sérios problemas de insolvência. O Brasil pode entrar em processo similar em breve.

Existem variações nesse cenário. A queda dos preços pode ocorrer de forma um pouco mais lenta, em um processo de “soft landing”, o que evitaria um pouco do desespero, mas faria os preços caírem de qualquer maneira. Podem haver vários “bull traps”, ao invés de um só. Mas o ciclo de uma bolha especulativa é sempre o mesmo: média => pico => depressão => média.

O que uma coisa tem a ver com a outra?

A rigor, nada. Mas devem existir poucas coisas mais doentias do que utilizar explosões estelares para explicar fenômenos econômicos. E é isso o que faremos. Apertem os cintos, a viagem vai começar:

1) O que determina o tipo de explosão de uma estrela, dentre outros fatores, é a sua massa. Além disso, a massa da estrela determina a duração da vida dela.

Estrelas diminutas, como anãs vermelhas, podem viver até trilhões de anos em sua sequência principal, antes de se tornarem anãs brancas, sem nenhum alarde. Estrelas hipermassivas, por sua vez, vivem poucos milhões de anos. E seu final é catastrófico.

Pensando assim, podemos utilizar como determinante no tamanho de uma bolha especulativa a “massa” de capital especulativo. A massa do capital especulativo pode ser definida como a diferença entre os preços de mercado e a média histórica dos preços do produto-alvo da bolha especulativa. Assim, a primeira conclusão é que quanto maior a especulação, menor é a duração da bolha especulativa e mais catastrófico é o seu final.

2) Aprendemos na primeira parte do texto que anãs-brancas só existem até o limite de Chandrasekhar, de aproximadamente 1,4 massas solares, quando colapsam em uma supernova. A mesma coisa ocorre com as Estrelas de Nêutrons e o Limite de Tolman-Oppenheimer-Volkoff, acima do qual colapsam em um buraco negro. Devido ao desconhecimento sobre as características da matéria degenerada em condições extremas, esse número oscila entre 2 e 3 massas solares.

As anãs brancas e Estrelas de Nêutrons ganham mais massa através do já explicado processo de acreção, em que a gravidade desses objetos atrai a matéria ao redor. Considerando que as anãs brancas e estrelas de Nêutrons já são matéria degenerada fruto de um objeto colapsado, fica nítido que a acreção provoca uma catástrofe cósmica muito maior que a inicial.

Numa bolha especulativa, o que isso quer dizer? Simples: se você continuar alimentando uma bolha especulativa depois que ela colapsa, o dano será muito maior. Quando um governo usa incentivos para continuar um ciclo econômico esgotado, ele está alimentando a economia da mesma forma que a acreção alimenta uma anã branca. E isso é catastrófico a longo prazo.

3) É comum existirem estrelas próximas às anãs brancas. Isso ocorre porque a massa restante da explosão da estrela anterior acabou formando uma estrela menor e mais estável, provando que existem ciclos de formação e destruição não apenas na economia, mas na cosmologia também.

No entanto, as estrelas próximas às Estrelas de Nêutrons são muito mais raras. E próximas  aos buracos negros, elas praticamente não existem. Isso porque a gravidade desses objetos arrasta toda a matéria ao redor, impedindo o desenvolvimento de qualquer novo objeto cósmico.

Na economia, isso quer dizer que se o capital especulativo for suficientemente grande, vai sugar todos os recursos ao redor, impedindo completamente a recuperação à curto prazo.  Nesse caso a solução, para qualquer governo, é conter o capital especulativo antes que o mercado faça isso sozinho. Sob pena de ter todos os seus recursos arrastados para a crise que virá depois.

4) Existem vários “produtos” de explosões estelares. As anãs brancas resultam das estrelas pequenas e médias. As estrelas de nêutrons resultam das estrelas grandes. Os buracos negros resultam das estrelas gigantes. E as estrelas hipergigantes não deixam nada.

Isso aponta numa direção específica. Anãs brancas, estrelas de nêutrons e buracos negros são compostos de formas degeneradas da matéria, não podendo formar novas estrelas em sua sequência principal. No entanto, as supernovas por instabilidade de pares, em estrelas hipergigantes, tornam possível o aproveitamento de toda a matéria resultante na gênese de uma nova estrela, uma vez que não possuem material degenerado. Foram as grandes ferramentas de expansão no Universo jovem, aparentemente.

Dito isso, fica a pergunta, na esfera econômica: será que realmente compensa manter nossas economias repletas de materiais degenerados por aí, com cada vez menos material disponível para novos ciclos econômicos? Ou seria melhor uma crise de escala mundial, um reinício na economia, tão imprevisível quanto “limpo”? Fica a reflexão. Será que é possível continuar no mesmo modelo econômico, mesmo com a produção de tantos ativos econômicos degenerados?

5) De acordo com o tamanho da estrela, são possíveis determinados tipos de fusão nuclear. As estrelas podem fundir hidrogênio, hélio, carbono, neônio, oxigênio e silício. Quando começam a fundir ferro, a energia gasta é maior do que a energia produzida.

Esses seis ciclos de fusão remetem aos Kondratieff waves do capitalismo. O termo remete a Nikolai Kondratiev, economista que criou a teoria das “ondas longas de crescimento”:

Para alguns especialistas, já estamos no 6º Kondratieff wave

Os Kondratieff waves podem ser comparados os ciclos de fusão em uma estrela gigante: a cada ciclo de fusão, a diferença entre a energia produzida e a energia gasta é menor, até a conta se inverter no caso do ferro. Os Kondratieff waves seguem a mesma dinâmica: a cada novo ciclo, o investimento é maior e o tempo de duração/lucro obtido é menor. Nessa lógica, a associação entre ciclo de vida estelar e os Kondratieff waves nos levam à conclusão de que estamos provavelmente nos últimos estágios de evolução antes do colapso do sistema atual. E ele será catastrófico.

Conclusão

Esse tema só foi explorado superficialmente, e é possível aprofundar. É incrível a quantidade de similaridades possíveis entre o ciclo de vida de uma estrela e um ciclo econômico, mais especificamente uma bolha especulativa.

No cosmo, para ser perene, a solução é ser pequeno. É crescer pouco, de maneira controlada, sem esbanjar e usando apenas o necessário. A sociedade de consumo está muito longe disso, no Brasil e na maioria dos países do mundo. O mais importante é saber que o excesso de consumo e a especulação tendem a acelerar o colapso do sistema atual, na figura de suas bolhas especulativas.

Porque o colapso do sistema nada mais é do que um acúmulo de diversas bolhas especulativas juntas, formando uma única grande bolha especulativa global. Que trará um impacto imprevisível à sociedade, em escala global.

No final, a previsão de bolhas é uma forma bem mais racional de aprender com as estrelas do que a Astrologia. Ainda que continue sendo uma viagem doentia.

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5 respostas para Evolução Estelar e Bolhas Especulativas

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  4. Fernando disse:

    Texto muito interessante e instigante ! Havia imaginado uma situacao onde o Hidrogenio seria o dinheiro, formando estrelas de diversos tamanhos e eventualmente buracos negros, sendo personificados por pessoas, empresas e governos e por fim todo o sistema economico, ou seja, o Cosmos.

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