Como a desigualdade social explica o videogame de R$ 4 mil


Playstation 4 (Fonte: http://blog.br.playstation.com/)

Playstation 4 (Fonte: http://blog.br.playstation.com/)

Um texto de uma frase no blog do Playstation no Brasil desencadeou uma reação em cadeia nas redes sociais: como é possível que um videogame de 400 dólares nos EUA custe R$ 4 mil no Brasil? Nem mesmo a justificativa padrão dos empresários, de que “os impostos são muito altos no Brasil”, é capaz de justificar um preço que é quase o dobro do preço do concorrente direto.

Para começar, é conveniente fazer um cálculo direto, considerando que o valor do console nos EUA já tem embutido em si uma margem razoável de lucro. São 400 dólares no videogame. Normalmente, o governo cobra uma alíquota de 60% na importação sobre o preço original, elevando o valor do produto para US$ 400 + (60% x US$ 400) = US$ 640. Além disso, podemos inserir, sendo muito generosos, um custo de 10% do valor total do produto, já com impostos para serviços de logística: US$ 640 + (10% x US$ 640) = US$ 704.

Atualizando esse número com uma cotação GENEROSA do dólar, que segue instável no Brasil, temos que o custo final de um Playstation 4 no país deveria ser:

US$ 704 x R$ 2,40 = R$ 1689,60.

Vamos arredondar para R$ 1700,00, com custo de transporte e com os impostos cobrados. E daí constatamos que os R$ 2.300,00 adicionais que a Sony vai cobrar no console são APENAS lucro adicional.

Mas por que isso acontece no Brasil? E por que acontece não apenas com vídeo games, mas com eletrônicos em geral, com carros, com casas, com taxas bancárias, com produtos de supermercado e de todas as demais coisas que o brasileiro consome?

É simples: embora as multinacionais tentem justificar seus preços abusivos com a falácia do Custo Brasil (sim, ele realmente atrapalha, mas não é tão determinante assim), a questão é que no Brasil a maioria das empresas internacionais cobra preços abusivos por seus produtos, mesmo que eles tenham sido fabricados aqui. E essa tentativa de maximização de lucros dá certo por um único motivo: há um público específico que compra esses produtos, mesmo que eles custem preços abusivos.

Quem é esse público específico? A parcela dos mais ricos, em um país com extenso históricos de desigualdades sociais. No Brasil, a parcela de 1% dos mais ricos tem 87 vezes a renda da parcela dos 10% mais pobres. O que, a rigor, significa que eles consomem 87 vezes mais. Ou até mais, se considerarmos que nosso sistema tributário, baseado mais na tributação do consumo do que na tributação da renda, tem efeito impulsionador na desigualdade social no país.

Ainda há um agravante: no Brasil, a diferenciação se dá através do consumo. Culturalmente a ideia de ascensão social no Brasil não se baseia na criação de uma poupança interna ou na qualidade de vida das famílias, mas na noção de consumo. O próprio governo federal se aproveitou disso em seus três mandatos, promovendo um modelo de desenvolvimento baseado no incentivo ao consumo.

As empresas sabem disso, e fazem produtos voltados a esse público que quer diferenciação. É o videogame de R$ 4 mil, o carro de R$ 100 mil, e é a eclosão de estabelecimentos “gourmet”, que oferecem produtos bem mais caros apenas porque o público que vai comprar não quer apenas o produto, e sim o status diferenciado que o consumo daquele produto confere. Karl Marx já falava disso há 150 anos atrás, com o nome de “fetiche da mercadoria”.

A questão é que a desigualdade social potencializa isso no Brasil. A diferença entre ricos e pobres ainda é imensa no país e a venda de um produto desejado por alguns que vão comprá-lo por qualquer preço, como um videogame, por conta do fanatismo e do status social, incentiva as empresas a cobrarem preços absurdos em nome do lucro fácil. Façamos uma conta tosca aqui:

Suponhamos que 25% dos potenciais compradores de um PS4 compraria ele por qualquer preço, pelos fatores já elencados. E suponhamos que o custo para a Sony de um PS4 no Brasil seja de R$ 1500,00, já incluindo impostos, custo de transporte e pós-venda.

Se a Sony colocar o preço do PS4 a R$ 2000,00, por exemplo, quantos consoles ela precisaria vender para lucrar R$ 1 milhão?

A resposta é simples: R$ 1 milhão / R$ 500 de lucro por console = 2000 consoles.

Colocando o preço do PS4 a R$ 4000,00, a Sony precisaria vender quantos consoles para lucrar R$ 1 milhão?

Resposta: R$ 1 milhão / R$ 2500 de lucro por console = 400 consoles.

Se você dividir 400 por 2000, vai perceber que a Sony, quando pratica um preço abusivo, precisa vender APENAS 20% dos videogames para ter o mesmo lucro que teria se vendesse o console a um preço justo. E se a empresa sabe que 25% dos potenciais consumidores são fãs, tem dinheiro e vão comprar o Playstation 4 de qualquer jeito, ela prefere praticar o preço abusivo, porque isso vai resultar na maximização dos lucros da empresa, apesar da corrosão da sua imagem.

Ou seja: a desigualdade social e a existência desse grupo privilegiado faz com que seja justificável, para a Sony, praticar preços abusivos no Brasil. Assim como é justificável para a Apple, para as montadoras ou para as incorporadoras imobiliárias. Nos EUA e na Europa, em que a massa de consumidores médios é maior e tem mais noção do custo e da margem de lucro embutida nos produtos, a tentativa de maximização dos lucros pelo aumento dos preços, minimizando a massa consumidora, é um enorme tiro no pé.

No Brasil, por ainda existir uma elite bastante representativa em relação ao universo de potenciais consumidores desse tipo de produto, as empresas praticam preços abusivos. É lógico que outros fatores também contribuem negativamente, como a infraestrutura de transportes do país, predominantemente rodoviária, e a alta carga de impostos. Mas nem de longe explicam a viabilidade de empresas como a Sony praticarem preços abusivos no Brasil e ainda assim lucrarem. O que explica isso, além do fetiche da mercadoria, é a desigualdade social.

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427 respostas para Como a desigualdade social explica o videogame de R$ 4 mil

  1. Pingback: Está aberto o “DCEzão 2013″ | Reaçonaria

  2. Ótimo texto, muito bem explicado.

  3. Léo Rossatto disse:

    Uma empresa está importando nos EUA por R$ 1690,36 + R$ 620,22 de impostos. Sai pro consumidor final no Brasil por R$ 2310,58

    https://delapraka.com/playstation-4-500gb-pre-venda-exclusiva.html#.Unu5-XA3va8

  4. Jhon disse:

    Em Resumo = O preço absurdo é porque tem gente que compra. Gente que poderia usar varias alternativas de games, como joguinhos no PC, se divertir com seus consoles mais antigos, mas tem ânsia por fortes estímulos de um console de ultima geração. Por fim, gente que é capaz de fazer protesto nas ruas para baixar o preço do PS4 e esquece de protestar pela saúde, educação, fim da corrupção maldita desta país. Sinto pena daqueles que vão “vender os órgãos” para comprar um PS4, ano que vem a Sony anuncia o PS5, que provavelmente terá de novidade apenas um aparador acoplado no controle para os gamers zumbis enxugarem a baba.

    • Rodrigo disse:

      Discordo de tudo isso que voce escreveu. 1) Quem quer jogar PS3/PS4 nao joga joguinho de PC: a qualidade/jogabilidade etc é completamente diversa; 2) protestar pelo fim da corrupcao no país é tao util quanto enxugar gelo se 90% de quem protesta nao sabe em quem votou na ultima eleicao e tambem adora levar vantagem em tudo dentro das suas relacoes privadas; 3) O PS3 foi lancado no inicio de 2005 e o PS4 no final de 2013, quase 09 anos de diferenca. Nao ha “obsoletagem programada” nesse caso. Enfim, cagou regra ai de um monte de coisa sem embasamento nenhum

      teclado ta zuado nos acentos.

      • Marcos Andrade disse:

        Meu amigo isso aqui não é fórum de video games, estamos discutindo economia e problemas socias, vai lá na sua revistinha de games reclamar e falar de lançamentos de consoles, dicas e truques de jogos.

        Se liga adolescente!

  5. Rodrigo disse:

    Blog ja ta grandasso mas continuo acompanhando sempre. Desde o início.

    Abraçao!

  6. Pingback: NH News 008 - Casal Chinês vende Filho que enxerga no escuro para comprar Playstation 4 e assistir Grudge Match | Nerd's House

  7. Osvaldo Rodrigues disse:

    Foda-se o preço no Brasil. irei buscar no Paraguai assim como fiz com o PS3.
    Paguei, em 2009, cerca de R$ 600,00 no meu. Hoje, após 4 anos, vemos que o preço do mesmo PS3 no Brasil ainda não chegou neste que paguei no Paraguai.

  8. Dennes disse:

    Realmente é muito melhor financeiramente a empresa vender poucas unidades a uma margem de lucro muito maior, pra aqueles que podem (e não ligam) de pagar, e ir baixando o preço crescentemente até o preço que seria considerado “justo”. estariam tirando mais dinheiro quem tem dinheiro e depois dirarão menos dinheiro de quem tem menos dinheiro e esperou o preço baixar!

    • Widson disse:

      Essa análise é tão simplista que é infantil.

      Para qualquer fabricante de produtos de consumo num mercado competitivo a existência da empresa depende dela ter, não apenas margem, mas penetração no mercado em volume. No momento em que menos unidades são vendidas, vai haver menos desenvolvedores interessados na plataforma e com isso menos jogos legais. Com menos jogos legais, menos gente ainda vai comprar, gerando um círculo vicioso conhecido na indústria como “espiral da morte”. É só ver o que aconteceu com a Palm, a Blackberry e tá acontecendo com a Nintendo. E isso sem falar que o prejuízo da imagem se espalha para outros produtos, no caso da Sony, TVs, tocadores de MP3 etc. O que se chama de efeito Halo, só que ao contrário.

      • Bruno disse:

        Concordo contigo, mas estás deixando de lado o fato de que a Sony só está utilizando essa estratégia em um pequeno estrato do mercado e não no mercado como um todo.

        Se considerarmos o mercado mundial, o que, acredito, é o que os desenvolvedores levarão em consideração na hora de fazer um novo jogo, a participação da Sony ainda será significativa.

  9. Pipino disse:

    Este post e algumas de suas respostas me fizeram refletir sobre um tema não tratado aqui:

    Um dos fatores mais complicados neste contexto todo é que a indústria nacional é totalmente excluída deste mercado!

    A colonização é tão grande que nem pensar em termos um videogame brasileiro é permitido perante o imenso atraso em tecnologia e inovação nacional nesta área. Desde antes do Atari sabemos que este mercado seria enorme hoje em dia… e no entanto os universitários, empresários e investidores brasileiros possuem tantos entraves para sonhos tão remotos, quase inimagináveis que qualquer pergunta fica sem resposta objetiva: Faltou planejamentos a longo prazo? Investidores? Pesquisadores ?

    Enfim, sei que muitos deverão rir deste comentário pois é inimaginável um console brasileiro compatível com os que temos no mercado. Lógico que sei disto… Hoje em dia é impossível! Mas alguém discorda que isto expõe um horrível complexo de inferioridade que por muitos motivos foi disseminado e perpetua em nossa sociedade ainda de forma tão forte?

    Filmes e videogame podem não ser como espelhos que os portugueses entregaram aos índios, mas propagam toda a cadeia produtiva estrangeira em nosso país e faz o consumo interno em áreas como a indústria cultural nacional ser ínfima.

    Por fim, como a indústria dos jogos eletrônicos e das super produções cinematográficas estão atreladas, indico este documentário: http://www.youtube.com/watch?v=J1NFgPWCctI&hd=1

    Abraços.

    • Luis Fernando disse:

      Cara, eu tenho uma pequena empresa na área de eletrônica e sinto na pele tudo isso que você falou. É a mais pura realidade.

    • Allan CS disse:

      Cara, isso não é problema só do Brasil. Não existe outro console no mundo para brigar com PS, Xbox e, um pouco menos, os Wii. Nem na Europa, onde as pessoas também devem ter vislumbrado essa oportunidade e não têm os mesmos problemas daqui existem concorrentes. Isso tudo é fruto de gastos intensivos, que vêm de muito tempo… Além disso, quantas outras empresas já faliram ou abandonaram o barco no meio do caminho (ex.: Sega, SNK/Neo Geo) e quantas outras empresas fortes já desistiram desse mercado (ex.: Apple, Panasonic)… Por mais que sejamos simpáticos ao nosso Gurgel, vai ser difícil ele chegar a competir com uma Mercedes… O verdadeiro problema é que o nosso Gurgel não conseguia competir sequer com o Fusca. Não precisamos ser líder de todos os mercados, mas precisamos ter condições de brigar por alguns mercados. E sinto dizer que o de video-games dificilmente será um deles.

    • Gustavo Pretto disse:

      Na minha opinião o Brasil e o terceiro mundo ainda são colonias pseudo-independentes. A diferença é que os “colonizadores” não tem mais dor de cabeça com nossos problemas, mas continuam explorando a terra e a população. Talvez não seja interessante o país ter coisas cara e a população ter mais dinheiro, ter acesso a mais coisas, não se endividar com prestações longas e abusivas, que a nossa tv tenha conteúdo e que nossa educação seja boa para podermos planejar melhor nossas vidas.

      Para as grandes corporações, assim como para o governo o Brasil é um país muito lucrativo. Tem um povo manso, trabalha por uma merreca, gastador e ignorante.

      E a galera que tem empresa nacional ai e que tava reclamando, cara, sinto muito, não é sua grana que molha a mão dos corruptos, então tudo vai ser mais difícil pra vocês.

  10. Sua idéia não me parece ecomicamente viável. Supondo que de fato a Sony esteja fazendo isso de vender muito caro para atender um nicho de consumidores dispostos a pagar, ela está perdendo o mercado da massa. E abaixar o preço depois não vai fazer nenhuma das pessoas que compraram o Xbox One enquanto o PS4 estava caro, perderem seu tempo e principalmente seu dinheiro com outro console.

    • Gianni Bueno disse:

      Vai sonhando que não!

      • Não vejo um bom motivo pra alguma pessoa que não tenha muito dinheiro comprar outro console da mesma geração que aquele que ela já possui. Além de ser um gasto financeiro, é um gasto de tempo. O consumidor já estará satisfeito com os jogos de XBOX One e com os serviços da Microsoft. O único cenário onde vejo isso acontecendo é um onde o XBOX One se torne um console cagado.

        • Samir Abreu disse:

          Ele já é um console cagado.
          E existem os jogos exclusivos, conheço pelo menos 10 pessoas que tem ou tiveram os 2 consoles da geração atual.

        • RodB disse:

          A sua suposição de que uma massa de consumidores estará plenamente satisfeita com um XBox One me parece mais fantasiosa do que a opção pela compra de um segundo console da mesma geração. A MS tradicionalmente encontra um jeito de cagar tudo, e nesse caso já o fez no lançamento.

          Por outro lado, tá chegando a Steam machine pra competir com os dois, e considerando que a Steam virou uma tremenda opção pra quem não quer pagar os preços absurdos dos jogos físicos, pode quebrar e tomar os mercados emergentes como o nosso.

    • Marcelo disse:

      Não perde não porque o povo é muito burro e vai querer pagar de bonzão comprando em 36 vezes no cartão, vai da muita gente fazendo isso, muita gente importando…mas pensar que estão fazendo eles de bobo nem vão cogitar, vão achar que é normal, e ainda vão ter ‘orgulho’ de mostrar o PS4, vai vendo… é parecido com o que acontece com os iPhones no Brasil.

  11. Marcia disse:

    Nem lerei os comentários pq, infelizmente, a burrice sempre vai imperar. Concordo com o OP. Pessoal adora culpar os “impostos” e governo, mas ninguém fala que o Brasil é o país do mundo que mais gera lucro a montadoras de veículos, por exemplo. Ou que algumas das maiores companhias aéreas do mundo tb aqui encontram o seu maior lucro porporcionalmente. Por quê? Simples. A classe média com um pouco mais de dinheiro ADORA comprar coisas caras parceladamente. Fato. Virou fetiche do brasileiro. Na França o imposto de transmissão causa mortis é de 50% e aqui é de 4%, mas, infelizmente, o brasileiro vai continuar reclamando no bar do governo e comprando por pequenas fortunas roupinha de quinta categoria importada por lojas “de grife” diretamente da China pelo Alibaba/Aliexpress. LOL

    • Marcia disse:

      Esqueci do maior exemplo de todos: o bancos no Brasil tb possuem aqui a sua maior lucratividade do planeta todo. Por quê? Dívidas, parcelamento, cheque especial, cartão com juros bem mais altos do que qualquer culpa que podemos imputar a qualquer governo. Resultado de uma classe média que quer comprar sem se importar com o preço que está pagando ou na taxa de juros que vai entrar. Isso é a cultura aqui. Fato.

      • Renata Mendes disse:

        O pensamento classe média é uma bosta. As pessoas precisam entender que precisam de educação, não de produtos supérfluos. Na frente da minha casa tem uma escola pública. No horário de saída das crianças, você precisa ver os carros dos pais. O mais mixuruco que tem lá é um Hyundai. Ou seja, os pais preferem ter um carro “de bacana” do que investir na educação dos filhos. Filhos estes que provavelmente vão fazer o mesmo com seus filhos e assim vai, até que todos estejamos enterrados na lama. Lamentável.

        • Skooter disse:

          O pensamento de esquerdistas é que uma bosta. O seu é um exemplo. O cara já paga mais da metade do salário dele de imposto. O mínimo que ele poderia esperar é que o estado dê uma educação decente pro filho dele.

          Aliás, não entendo essa raiva que os esquerdosos tem da “classe média”, quando eles próprios se inserem nela na maioria dos casos.

      • A hegemonia dos bancos É culpa do governo em qualquer lugar nesse mundo, porque é o governo que não os deixa falir quando estão em crise. Não deixam o mercado funcionar.

  12. Pedro Coelho disse:

    Leonardo Rossatto Queiroz é formado em Ciências Sociais, mestrando em Planejamento e Gestão do Território e Gestor Público (seja lá o que for isso). Os maiores empreendimentos da vida de Leonardo foram estudar para vestibulares, concursos públicos e um blog. Não tem experiência de pra tocar uma birosca e vocês aqui discutindo a opinião desse zé roela sobre algo tão complexo quanto o preço de um produto como o PS4 no mercado brasileiro. Olha o filtro galera….

    • Victor disse:

      Se você precisa desqualificar a opinião de alguém pelo seu status superior, isso significa que você não tem argumentos contra.
      Já vi muita gente sem nenhum estudo dar opiniões bem melhores que muito engravatado bem pago por aí.

      Se você quer discutir, coloque contra-argumentos, senão, volte para os seus grandes empreendimentos, ó, pessoa bem vivida.

    • CarollCmG disse:

      Nossa, que argumento brilhante, atacar a vida e formação do autor do texto. Parabéns pelos cinco anos de idade mental. 🙂

  13. Pingback: O videogame, a desigualdade, o fetiche e a teoria que explica o Brasil | Aleatório, Eventual & Livre

  14. Marcos disse:

    Não concordo com colocar a culpa na parcela mais rica da sociedade Brasileira como motivo da “inflação” do produto.

    Todo brasileiro consome de forma desenfreada, seja ele de qual classe for.
    Enquanto esse consumo em todas as classes continuar nesse nivel todo tipo de produto estará inflacionado.

    E em relação as “bolsas variadas” o problema não é o objetivo delas, mas sim a forma que ela é estruturada, de forma a não resolver o problema e sim mascará-lo. ou então ter tantas brechas que diversas pessoas que não se enquadram serem atendidas.

    • Edson Querco disse:

      Bom, o texto não coloca “a culpa” em classe alguma. Mas sim na desigualdade sistêmica. Esse é o problema da maioria das pessoas, tudo é levado para algum lado da coisa. Se matam um assaltante e as pessoas celebram, elas justificam: “e se fosse você, sendo assaltado”, “Quero ver vc defender ele quando ele tiver com um 38 apontado pra sua cara” e por aí vai. Os nosso problemas são estruturais, sistêmicos. Não há lados nessa história! Temos de resolver isso tudo, sem essa de essa ou aquela classe. O texto fala de classe pra definir como está dada a desigualdade, não para eleger uma melhor que a outra. Chega disso! Isso é burrice interesseira!

    • primitivismo disse:

      Sinto dizer, mas de maneira bastante resumida e, ainda por cima, muito delicada, preciso dizer que você falou fezes.

    • Bruno Alves disse:

      Aposto que você é da classe privilegiada, por isso a revolta. rsrsrsrs! [Apenas hipótese]

  15. Luis Fernando disse:

    Vou aproveitar que estou fazendo um curso sobre importação e exportação e clarificar a questão dos impostos, porque até agora não vi um só comentário com os cálculos corretos.

    Custo no exterior: $400 (assumindo isso como PREÇO DE CUSTO – não adianta falar que é subsidiado porque se subsidiam lá, teriam que subsidiar aqui também)
    Frete e seguro: $20 (chutando alto para uma gigante como a Sony)
    Valor aduaneiro em dólares: $400 + $20 = $420
    Cotação do dólar: R$2,1629
    Valor aduaneiro em Reais: R$908,42
    Imposto de Importação (20%): R$181,68
    IPI (50%): R$545,05
    PIS (1,65%): R$14,99
    COFINS (7,60%): R$69,04
    ICMS (18% para SP): R$377,38

    Total do produto nacionalizado: R$2.096,56

    Esse valor de R$4.000,00 é de fato um absurdo, acho que o maior que eu já vi até hoje. Se fizermos a mesma conta para um iPad por exemplo, o preço vai dar algo muito próximo do preço de varejo no site da Apple (já fiz isso algumas vezes). Esse PS4 não devia passar dos R$2.500,00. Estamos sendo assaltados em plena luz do dia, e não adianta tentar justificar o contrário. Não adianta justificar que “é a estratégia da empresa”, porque como consumidores não podemos aceitar pagar um preço irreal nas coisas. Não podemos aceitar uma estratégia predatória que favorece os consumidores dos países ricos. Já somos desfavorecidos demais por aqui.

    Eu não vou explicar o cálculo dos impostos mas tudo isso pode ser calculado por qualquer pessoa no site da Receita Federal: http://www4.receita.fazenda.gov.br/simulador/
    É só usar a NCM 9504.50.00, referente a consoles de videogame, para fazer a simulação. O ICMS não tem no simulador e é mais chato de calcular, mas o valor é esse aí. Esse é o cálculo que todas as empresas grandes usam na importação de seus produtos. Tem despesas adicionais sim, mas para o volume de compras de uma multinacional isso vai ser irrisório.

    Agora se você tem dinheiro de sobra, não tá nem aí e sai comprando essa m****, caia na real e lembre-se que tudo isso funciona assim por culpa sua, e o Brasil inteiro paga o preço. Isso não é uma história nova e acontece com vários produtos, principalmente carros, e quem troca de carro todo ano também contribui. Temos que boicotar isso já, e descer o pau na Sony na internet. Quando eles perceberem a marca deles sendo corroída e o estoque mofando no armazém, pode ter certeza que vão se mexer. E também precisamos aprender a poupar em vez de pagar prestação.

    • O IPI e o ICMS da importação são apenas uma parte ínfima. Quando a mercadoria é vendida, eles são recalculados com base no preço de venda, e o vendedor tem que pagar a diferença entre o que foi pago na importação e o apurado na venda. Na prática, isso significa que o valor realmente pago do IPI e ICMS é o valor calculado tendo como base de cálculo o PREÇO DE VENDA.
      O site da receita federal mostra apenas a ponta do iceberg.

      • Luis Fernando disse:

        O que a Sony paga de CUSTO é exatamente o que eu coloquei aí em cima. O IPI e o ICMS realmente vão incidir sobre o preço de venda, mas eles só vão aumentar de forma proporcional ao lucro da Sony, e quem vai arcar com esse custo é o varejista e o consumidor. Essa é mais uma falácia que usam quando colocam a culpa nos impostos.

        • Bom, amigo, reveja os seus cálculos, e não só os de importação. Faça a pesquisa sobre como seria se tu mesmo fosse importar e vender. Coloca lá na planilha o IPI sobre o preço de venda à 50% e o ICMS à 18% e veja qual o preço que tu tem que botar para ter 300 reais de margem de contribuição (quer dizer, “lucro” sem contar as despesas do período e outros gastos indiretos). Os números não mentem. Seja lá o cálculo que tu estas fazendo, está errado. Eu trabalho com isso há quase uma década (8 anos). Sei muito bem o que eu pago de impostos e o que custam as coisas, senão a empresa onde eu trabalho já teria falido há muito tempo.
          Não quero dar uma de sabichão (apesar de já ter…). Não precisa concordar comigo agora, mas ao menos por favor vá atrás e confirme o que eu falo para depois não aprender do jeito mais difícil (fazendo cagada no trabalho…).
          Abraços

          • Luis Fernando disse:

            Realmente devo dar o braço a torcer, você tem razão. Depois de pesquisar mais sobre os impostos eu concordo com muita coisa que você falou. Algumas coisas fazem os impostos terem um peso absurdamente alto na cadeia de distribuição para o caso específico dos videogames:
            – IPI a 50% incidindo sobre a venda na distribuição. Eu não sabia que IPI incidia nesse caso, o que para mim é um absurdo, pois não deixa de ser uma operação de revenda e o IPI já foi cobrado na importação.
            – ICMS a 25% em SP (e não 18%)
            A margem dos varejistas também acredito ser um problema, pois pelo que eu pesquisei, aqui no Brasil elas são muito mais altas do que no exterior, e uma margem alta no final da cadeia é um problema sério.
            Um erro comum nessas análises é que essas alíquotas são bem mais baixas para outros produtos, como tablets, por exemplo, então não dá para comparar uma coisa com a outra (coisa que eu mesmo já fiz).
            Como exercício de cálculo de impostos eu criei esse site aqui: http://www.averdadesobreops4.com. Dá para ver que a Sony não deve ter um lucro muito alto mesmo. Aproveita e dá uma olhada nas contas, e se achar alguma coisa errada eu mudo – o compromisso aqui é com a verdade.
            Conclusão: parabéns para a Microsoft que se preparou para fabricar aqui no Brasil.

          • É isso, aí, amigo!
            Parabéns pelo site!

    • Julio disse:

      Para mim, tudo isso não passa de uma jogada de marketing, onde após algum tempo a empresa (SONY) irá fazer uma super promoção, em um Black Friday da vida, com preços pela metade ou menos.

    • Márcia Marques disse:

      Trabalho com importação… seu calculo de impostos está correto. Mas vc ainda tem que considerar o valor do frete internacional, armazenagem, despesas com desembaraço aduaneiro, impostos diretamente ligados ao faturamento de uma empresa, impostos sobre lucro…. R$ 4.000,00 é caro? Sim, mas não é o lucro que as pessoas estão pensando!

      • Luis Fernando disse:

        Márcia, eu coloquei uma estimativa de frete e seguro sim. Os outros itens eu não coloquei, mas para o volume de importações que uma empresa como a Sony faz, deve ser algo muito baixo que não vai influenciar muito as contas. Em fiz uma simulação mais completa em resposta ao post do Pedro aí embaixo, dá uma olhada. Em termos percentuais, o lucro não é uma coisa assim tão impressionante mesmo, mas os valores absolutos do lucro das empresas são absurdos se comparados com o exterior.

    • Sou formando em Relações Internacionais com foco em Comércio Exterior e pela primeira vez vejo alguém calcular isto de maneira isenta e completa. Parabéns! O resto do povo tá de mimimi para justificar o injustificável. Acabo de ler que o presidente da Sony para os mercados da América Latina fará um comunicado. Quero ver a desculpa esfarrapada que vai dar. E olha: Xbox One na Americanas.com pagando à vista está 1900 e uns quebrados, mais barato ainda do que os 2100… Imagine depois de um tempo ou com alguns descontos de cupons que sempre rolam, vai ser possível chegar em 1800, um preço real para um console de nova geração. Deveríamos sim priorizar a MS se a Sony mantiver este pensamento louco e absurdo.

    • Gianni Bueno disse:

      Sempre que se usa o valor de venda de um produto importado para calcular seu valor de venda final nos mercados está errado!
      Devemos lembrar que é apenas um exemplo, já que o produto importado, como é o caso do PS4, vem direto da fábrica e deve-se levar em consideração o custo de produção e compra em lote.
      Assim sendo se ele é vendido à US$ 400,00 nos USA, muito provavelmente seu custo de produção e venda em lote para revendedores não ultrapassa os US$ 200,00. Agora, faça as contas de uma Sony trazendo o video-game a esse preço para o Brasil e veja se R$ 4.000,00 não passa de abusivo a assalto a mão armada com bomba atômica.
      Isso acontece com todo e qualquer produto revendido no Brasil. Basta ver, de um modo extremamente tosco, os famosos moletons da GAP que chegam aos outlets americanos ao custo de US$ 10,00, com lucro! Ou seja, se vendidos no Brasil por R$ 100,00 já é um tapa na cara dos 2 lados e um murro na boca dos estômago, com direito a xingamento!

      Simples assim.

      • Luis Fernando disse:

        Exato! Isso que eu postei aí em cima é o que qualquer empresa poderia fazer importando PS4 comprando lá fora, mesmo no varejo, e importando legalmente. Como se trata da própria Sony fazendo a importação, esse abuso é ainda mais gritante. Veja o cáclulo que eu fiz mais abaixo mostrando a coisa do ponto de vista da Sony Brasil. Seria bastante viável vender a R$2.500,00 aqui.

    • Diego Brunette disse:

      Obrigado pela lucidez do comentário, principalmente na ultima frase!!! =)

  16. Esse artigo só mostra que o cara que escreveu não entende NADA de tributação. Quando uma pessoa física importa, o sistema de tributação é simplificado (60% do valor da mercadoria). Quando é uma empresa que importa, ela é obrigada a usar outra modalidade de importação. Eu trabalho com importação, e fiz uma simulação para saber o custo aproximado de um console importado comercialmente. Considerando o dólar a R$2,25 , vejam só o resultado:
    Preço p/ Distribuidor (preço que o importador paga para a fábrica) = R$ 562,50
    Frete (considerando um container com 2000+ unidades) = R$ 22,5
    Despesas Aduaneiras (despesas com burocracia de importação) = R$ 39,38
    Imposto de Importação = R$ 121,50
    PIS (imposto) = R$ 15,12
    COFINS (outro imposto)= R$ 69,63
    Custo total de Importação = R$ 853,13
    Preço de Venda = R$ 4000
    IPI (50% do preço de venda) = R$ 2000,00
    ICMS (18% do preço de venda) = R$ 720
    Custo total do produto = R$ 3573,13
    Lucro = R$ 426,87

    E isso sem contar que videogames, para serem vendidos no Brasil, devem ter ao menos uma ou duas certificações especiais exigidas pelo INMETRO (como a de segurança compulsória da portaria 371/2009), cada uma custando uma nota. Sem falar de todos os outros custos de operações (funcionários, comissões, distribuição, etc…). Eu sinceramente acho que com esse preço de R$ 4000 o cara que vende não deve estar levando muita grana de lucro não. Eu diria que o importador, distribuidor e vendedor devem dividir um lucro entre 250 e 500 reais por aparelho.
    Pessoal, a história do custo Brasil NÃO É MENTIRA!!!!! Vejam a alíquota de IPI sobre videogames é de 50% sobre o VALOR DE VENDA (não sobre o custo). Mais o ICMS de 17% ou 18% dependendo do estado (também sobre o valor de venda), isso significa que pelo menos 67% do preço de 4000 é PURO IMPOSTO.

    • Ronystay disse:

      E porque o xbox one mesmo custando U$100,00 mais caro que o ps4 nos eua será vendido aqui no Brasil por R$2.200,00 ?

      • Provavelmente a Microsoft está trazendo os produtos com um preço declarado muito menor, talvez esteja importando parte do xbox e montando o resto aqui, e ainda na zona franca de Manaus que tem redução nas alíquotas. Com certeza eles fizeram alguma manobra para driblar a carga tributária que a Sony não conseguiu fazer (ainda).

        • Também é bem provável que o Xbox One custe para a Microsoft muito menos que o PS4 custe para a Sony. Nos EUA isso não aparece pois a Microsoft coloca o preço parecido (e fica com uma margem de lucro mais alta que a Sony). Agora, quando entra a questão da exportação, a Microsoft pode declarar um preço, digamos de 99 dólares como o preço de custo, mas a Sony tem que declarar 250 dólares como preço de custo. Isso vai ter um impacto tremendo.
          Tem também a estrutura de serviços da Sony no Brasil, como a PSN, assistência técnica (que é um peso ENORME, muito mais que se imagina).
          Existem inúmeros fatores relacionados à estrutura de negócios que podem afetar o preço.
          Eu duvido que a Sony iria colocar um lucro de mais de 100% no PS4, ainda mais sabendo muito bem quanto o produto do concorrente custa. Se a Sony colocou esse preço é porque não dá. Ou ela ainda não conseguiu achar uma solução, ou realmente não vai ter solução e o preço vai ter que ficar assim mesmo.

          • Rodrigo disse:

            Se levarmos o que você disse como verdade, a Sony foi moleque nesse jogo!
            Ela conseguiu em todos os outros consoles, no PS4 ela cai na boca do leão?
            O mais inteligente seria adiar o lançamento até que eles conseguissem diminiur o valor, deixando sempre claro o motivo para isso. A raiva geral dos consumidores seria desviada para o governo. Sony ja está no mercado a muito tempo para ser jogada para tras tão facil.
            Governo não é santo, a Sony menos ainda.

          • Ninguém para para pensar que na realidade não é a Sony que está fazendo feio, mas a Microsoft que está fazendo bonito? Se fosse fácil qualquer bocó que nem a gente descobrir o que diacho a Microsoft fez para ter o preço tão baixo, a Sony teria feito isso desde o início, e nós nem estaríamos discutindo isso!
            Ao invés de reclamar que um videogame está caro, fiquem felizes que ao menos um está mais barato! Podia ser os dois a 4mil! Ô povo revoltado! (culpa do PT, hehehe)

        • Não se pode fazer isto senão é caracterizado como dumping.

          • Porque dumping? Só porque a Microsoft teria uma estratégia melhor?
            Não existe dumping, é uma desculpa para o protecionismo. A não ser que seja feio pelo governo, taxando o produto de quem ele deseja derrubar. Dumping é impraticável.

      • Das Kreator disse:

        Provavelmente porque a MS declarou o Xone como uma central de mídia ou algum equipamento eletrônico diferente, que não se encaixa na definição de videogame, com isso baixando o IPI.

    • nao meu amigo, oque vc esta falando nao esta correto. tem um tratado entre os EUA e o Brasil, e as empresas la pagam apenas 5% no preço dos produtos para exporta-los.
      procura. outra cosa a te falar e que o xbox one esta sendo totalmente exportado pela microsoft. nada esta sendo construido aki no brasil. pelo menos por hora, e de se esperar que as empresas comecem a fabricar os produtos aki em alguns anos. o calculos do amigo ali encima esta mais do que correto. os calculos do xbox one contando com margem de lucro bateram certinho. do ps4 por outro lado. puro sacarmo mesmo.

      ja ta grande esse texto mas vou te falar outro produto que tambem viria a preç de 4mil se o que vc fala e verdade. os celulares da ultima geração, da uma olhada nos valores deles em dolar. abraço.

    • Luis Fernando disse:

      Pedro, você tem razão ao dizer que o IPI e o ICMS incidem sobre o valor da venda, e um IPI de 50% é um absurdo, mas o que a Sony paga de impostos é o que eu coloquei no meu comentário aí de cima. Qualquer coisa acima disso quem arca é o varejista e o consumidor.
      Veja que eu usei o preço de VAREJO do exterior na minha conta, então se vendessem por R$2100 aqui seria o equivalente a vender um console nos EUA. Os custos de distribuição para um empresa com a Sony seriam mínimos, porque eles já têm uma mega presença no Brasil. Se vendessem por uns R$2500 certamente já seria operação viável, assim como em vários outros países, mais aqui eles optam por cobrar mais porque o consumidor paga.

    • Luis Fernando disse:

      Pedro, baseado nos seus valores eu fiz uma simulação mais completa do ponto de vista do distribuidor e varejista, olha só… Vamos assumir que o importador/distribuidor é a Sony Brasil. Assumindo o valor aduaneiro baseado no preço de fábrica e a cotação do dólar que você usou, temos que a importação do ponto de vista da Sony Brasil vai ser o seguinte:

      Valor aduaneiro: R$585,00 (apenas frete e seguro, despesas aduaneiras não entram)
      Despesas aduaneiras: R$39,38
      II (20%): R$117,00
      IPI (50%): R$351,00
      PIS: R$9,65
      COFINS: R$44,46
      ICMS (18% em SP): R$251,67 (aqui as despesas aduaneiras entram na base de cálculo)

      Custo para a Sony Brasil: R$1.398,16

      Vamos fazer uma simulação e calcular os lucros da Sony e do varejista para um preço de venda de R$4000:

      Preço de venda no atacado: R$ 2.600,00
      IPI: ZERO (revenda não recolhe IPI na venda)
      ICMS (18%): R$ 570,73
      PIS (1,65%): R$ 42,90
      COFINS (7,6%): R$ 197,60
      IRPJ (25% sobre lucro): R$ 129,92
      CSLL (9% sobre lucro): R$ 46,77
      Crédito de PIS/COFINS/ICMS: -R$ 305,78
      Lucro: R$ 519,69
      Margem Sony Brasil: 19,99%

      Preço de venda no varejo: R$ 4.000,00
      IPI: ZERO (varejista não recolhe IPI na venda)
      ICMS (18%): R$ 878,05
      PIS (1,65%): R$ 66,00
      COFINS (7,6%): R$ 304,00
      IRPJ (25% sobre lucro): R$ 179,70
      CSLL (9% sobre lucro): R$ 64,69
      Crédito de PIS/COFINS/ICMS: -R$ 811,23
      Lucro: R$ 718,79
      Margem Sony Brasil: 17,97%

      Muito bem… Realmente em termos percentuais as margens não são assim tão grandes. Mas veja o quanto a Sony e os varejistas ganham no exterior por PS4 vendido e quanto eles ganham aqui. Nunca que um varejista vai ganhar 18% de margem, pode pesquisar que as margens de videogame nas lojas lá fora giram em torno de 5%. E nem a pau que a Sony ganha $250 de lucro por console. É aí que mora a exploração. É todo um sistema de impostos e altos, e principalmente, lucros altos das empresas.

      • Luis Fernando disse:

        Fazendo a mesma conta para um preço no atacado de R$2100 e um preço no varejo de R$2500, as margens seriam as seguintes:
        – Sony Brasil: 12,52% ou R$262,98
        – Varejista: 8,21% ou R$205,37
        Algo desse tipo seria algo muito mais parecido com o que acontece no exterior com videogames.

    • Marcia disse:

      Acho que você precisa voltar para a faculdade. Ou, melhor dizendo, voltar para o colégio. Porque esse tipo burrice é sinal de péssima educação de base.

    • Gustavo disse:

      Baseado no que você falou, o playstation 3 deu prejuízo pra sony.

    • Nina disse:

      Este comentário mostra que o cara não entende muita coisa de tributação. O IPI não é calculado em cima do valor de venda final, varejista, para o consumidor, mas sim sobre o valor de venda do estabelecimento empresarial para o varejista, o qual seria, no caso apresentado, pouco mais de R$600,00 de IPI, colocando uma margem de lucro considerável para a distribuidora sobre o valor de “nacionalização” do produto. Ainda assim, não seria o caso, pois neste caso do PS4 é sobre o valor aduaneiro, pois é importação e não produção industrial aqui, e o fato gerador é o desembaraço aduaneiro, sendo a abase de cálculo o valor do produto acrescido do valor do frete e dos outros impostos, de forma que o IPI seria 50% de R$853,00, isto é, R$426,50, nada próximo dos absurdos DOIS MIL REAIS que você jogou aí. Esse seu cálculo sequer faz sentido. Seria como dizer que no XONE se paga R$1000,00 só de IPI, o que seria absolutamente inviável para a manutenção do valor que eles estão mantendo.

  17. rodnei zummach disse:

    realmente 4 mil é muito caro, mas antes de falar de custos e lucros, é bom colocar na ponta do lápis e não apresentar números sem saber a realidadede custo operacional, e ninguem trabalha sem lucros , pois neste caso melhor fechar as portas , o que acobou acontecendo com a sony automotive, que eram uma das mehores linhas de som automotivo, mas devida a pressão por preços e da procura por aparelhos de baixa qualidade, levou a sony abandonar o seguimento no brasil, afirmo que foi uma grande perda para indústria brasileira e mais ainda para o consumidor

  18. Jonathan Rios disse:

    Vem com este papo não!No Brasil sempre quem paga o pato é o pobre,com um monte de isenção fiscal dado pelo governo não tem como cobrar mais caro ,um bom exemplo é o nosso combustível que é fabricado aqui e vendido o litro por R$1,50 para país vizinho e a gente aqui pagando R$2,89,o Gol G5 fabricado aqui é vendido por R$36000 pelado, o mesmo é exportado e vendido para o México por R$18,000,mas que merda é essa?tem que ir para as ruas e meter pau na política mesmo,para não mandar fazer pior.

  19. Até concordo com o texto, mas os impostos, corrupção e lucro exacerbado são o que prejudicam nosso país. O cafezinho do policial, molhar a mão do fiscal e outras coisas são terríveis e normais aqui…..
    Nações desenvolvidas e capitalistas têm noção do valor dos bens e não tem este tipo de problema, mas no Bra$il, país em fase acentuada de implantação do comunismo, justiça e bom senso jaz no esquecimento.
    Karl Marx = fail!

  20. Tiago Alexandre Vieira Dinis disse:

    Descordo sobre a opinião do Fin lá acima no começo das opiniões. Geram-se altos gastos para instalar uma fábrica aqui no Brasil? Sim, geram, mas o governo tem dado insenção de muitos impostos para que as fábricas aqui se instalem. Então descordo plenamente de sua opinião. O que falta no Brasil é a população boicotar empresas que possuem esse tipo de atitude. Mas como as pessoas que possuem condição (ou falsa condição = financiamento e/ou pais possuem $$$$), não estão nem aí para as demais que não possuem condições para isso! Enquanto as pessoas darem seu jeitinho para comprar tudo que está na moda, e que dita status de “ELITE”, vai continuar sendo essa palhaçada. E vou além, sabem o porquê da desigualdade social? Vivemos num país que ninguém se preocupa em parar de oferecer “Bolsas tudo quanto é coisa”, e incentivar cursos de profissionalização e especialização e incentivar o trabalho digno. O brasileiro é burro, e sabe o pq do governo não investir em educação como deveria? Porque o dia em que isso acontecer, a casa cairá. O povo que conhece, que sabe como as coisas funcionam, jamais iria admitir uma postura governamental dessa em toda a nação!

    • Felipe disse:

      Putz, depois de ler esse comentário, vemos que falta educação básica no Brasil. As bolsas incentivam as pessoas a estudar, mas de quê adianta dar bolsa se a qualidade do ensino é vergonhosa? Aí vem os professores e falam que não ensinam porque não recebem salários dignos, aí venho eu e falo que não recebem salários dignos porque não ensinam direito, Quer seu trabalho reconhecido? Então trabalhe duro, dê o máximo de si e o reconhecimento virá. Não espere ser valorizado enquanto estiver chorando de braços cruzados.

    • Saziba disse:

      “O brasileiro é burro” – duvidas.dicio.com.br/descordar-ou-discordar/

    • Angela disse:

      Tiago, as “Bolsas tudo quanto é coisa” servem para que as mães (elas que recebem) possam prescindir do trabalho das crianças, sendo obrigadas a mantê-las na escola, para que a educação possa ocorrer… Se não tiver bolsa, muita criança abandona a escola, vc. não sabe disso, não? a pessoa precisa comer em primeiro lugar.

      • vou te explicar de uma forma bem simples Angela. o que acontece quando vc da esmola frequentemente a um medingo em sua região?
        vamos la o que aconteceria se outras pessoas tambem fizerem o mesmo?
        acha que ele iria procurar trabalhar?
        a resposta e nao, e por isso que nao se da esmolas em sinais, nem a medingo nem nada do tipo. o que o povo recebe e uma esmola do governo, e sim isso deixa muita gente preguiçosa. se voce quer ajudar alguem de-lhe o que comer e um emprego. nao de-lhe dinheiro. isso nao trara beneficios nenhum, para nenhum dos lados.

        • Nossa, você é mais inteligente do que os analistas da ONU que avaliam o Bolsa Família como um êxito a ser copiado no mundo todo. E provavelmente também nunca saiu do seu mundinho, uma vez que na Europa as “bolsas” existem, são altíssimas e são elas que permitem que a sociedade europeia seja mais segura e justa do que a nossa. Vai estudar!

          • Carol disse:

            Querer comparar Europa com Brasil é a mesma coisa que comparar larajas com bananas, só pq dá certo lá, não quer dizer que dará certo aqui. Acho que uma melhor solução seria investimento na educação e oferecimentos de empregos. Mas para o governo isso não é interessante, aqui o que rege é a lei do “pão e circo”, enquanto mantiverem isso eles se manterão no governo roubando o nosso dinheiro.

  21. lolmano disse:

    citou marx perdeu a credibilidade

  22. andre disse:

    Eu acho que textos desse tipo apenas abre os olhos de quem vive em torno de status esnobando outras pessoas de classe inferior.

    Por favor. Nao escrevam mais textos desse tipo. Pessoas desse perfil nao merecem serem alertadas. Pessoas desse tipo merecem mesmo e serem exoloradas. Tdo q fazemos de ruim nessa vida tem volta e o q as pessoas desse perfil costumam fazer, merece o castigo de virarem escravas do consumo e do status.

    Por favor nao alertem esse tipo de pessoas. Que continuem sendo exploradas, que continuem cada vez mais com mais dividas e qdo tiverem velhas e sem uma poupanca ou previdencia para sua aposentadoria a vingança se consumara

    • Alexandre disse:

      Prezada pessoa que deve ser de classe superior,
      Se não sabe digitar direito, ao menos revise as suas mensagens antes de enviar.

    • gil disse:

      Comprar videogame de 4 mil, carro de 1 milhão e morar numa mansão é castigo? E a maioria do povo brasileiro, que come arroz com ovo, usa transporte público e mora num barraco é o que, privilegiada? Para com isso, né?

      Não transforme pobreza em virtude. Bom mesmo é que todo mundo possa ter conforto e uma vida digna.

    • Felipe disse:

      Que parte do “a parcela de 1% dos mais ricos tem 87 vezes a renda da parcela dos 10% mais pobres” você não entendeu?
      Esse 1% dos mais ricos não ficará em dívida por causa do console, amigo. Por que é tão difícil para algumas pessoas interpretar um texto? Ainda bato na mesma tecla, há uma falta de educação generalizada, infelizmente. Realmente possuímos os governantes que merecemos.

    • Lebowski disse:

      senhor andre

      devemos sim alertar esse tipo de pessoas porque, até ela estar velha e essa vingança se consumir, ela já terá sido parte de consumo de muitos produtos e já terá pesado muito em muitos índices de tabelas de preços, escalas de lucro, pesquisas de rentabilidade e estabelecimento de margem de custos, contribuindo para valores diferenciados de produtos e outros serviços. Eu não quero sofrer por tabela para que outra pessoa seja castigada e vingada.

  23. Rodrigo disse:

    Sinceramente. A Sony apenas fez o que a maioria das empresas fazem, todo esse barulho é apenas pelo fato de que isso não é normal para um video game.
    Trabalho em uma montadora de carros, GM. O lucro em cima de um carro popular para a montadora, é superior a 30%, mais o lucro das revendedoras, o valor de custo fica menor que 50%. Mesmo assim somos obrigados a pagar 30 mil em um carro 0.
    4000 mil em um video game é caro? Sim, é.
    30 ~ 40 mil por um carro é mais ainda! E não vejo todo esse blá blá blá sobre isso. Povo se conforma em ser feito de otario, hoje 4000 mil em um videogame é muito, amanhã é promoção!

    • gil disse:

      O autor do texto aproveitou o blá blá blá sobre o videogame pra chamar atenção sobre o preço das coisas. Não vejo o porquê desse seu chilique.

    • CarollCmG disse:

      ” Mesmo assim somos obrigados a pagar 30 mil em um carro 0″ somos obrigados não, compra carro quem quer, ninguém é obrigado a comprar.

  24. Pingback: [Brasil] Como a desigualdade social explica do videogame de 4mil | Maraú Notícias

  25. Fin disse:

    Muito fraco este texto.
    Em primeiro lugar, o custo Brasil não são apenas impostos por si só, não sei se já lhe falaram, mas dá para ver que você não sabe, pois não mencionou em nada. Há outros custos envolvidos aqui. Em primeiro lugar, não é apenas “a empresa vai ter fábrica no Brasil, então deveria ser barato(ou não tão caro)”. Não, não é assim. O custo para se montar uma empresa aqui é muito maior, o custo com trabalhador é maior(e este é bem menos produtivo do que em outros países), as taxas são maiores, as intervenções do governo levam a riscos maiores ocasionando um custo de capital mais alto, a infraestrutura precária acarreta outros gastos. Então não adianta dizer que as empresas mesmo quando fabricam produtos aqui cobram caro por maximização dos lucros por causa do público que existe aqui. Sim, esse público até existe, mas há muito mais por trás do que gera esses preços abusivos.
    Além disso, há diversos países tão desiguais(ou mais) que o Brasil, em que o consumismo também se tornou uma forma de diferenciação, e nem por isso o Playstation 4 está mais caro.
    Gostei apenas da menção a Marx, o que mostra que alguma coisa você lê, embora me pareça um texto de alguém com uma baixíssima noção de economia.
    E também está correto dizer que nosso governo tem apostado no crescimento com base no consumismo. Só peço para que não sejamos equivocados em dizer PSDB acerto, PT errou. Sim, FHC fez um belo trabalho de estabilização da economia, sem isso nunca poderíamos ter promovido o crescimento dos últimos 10 anos. Lula também trabalhou bem, embora tenha tido o famoso mensalão, promovendo a inclusão social. Obviamente, a inclusão social carrega consigo o consumismo, pois há mais famílias acima da linha de pobreza, nada de errado com isso! Talvez a maior pisada de bola tenha sido nos últimos anos, em que a aposta ainda foi no consumo, quando havia muitas outras prioridades.

    • Oti disse:

      A análise que ele fez foi de importação direta, não de custos de produção. Quando se importa direto, o custo de mão-de-obra e infraestrutura é bem reduzido. Não seja tão burlesco. Se ele não entende de economia, o Sr.(a) não entende de leitura e interpretação de texto.

      • David Andrade disse:

        Concordo totalmente. Os custos para produção nos EUA seriam os mesmo. Apenas a importação teria os custos do Brasil. A logística das distribuidoras aqui também teriam seus custos, mas nada de mão de obra para fabricar o produto aqui e muito menos relação com produtividade do trabalhador brasileiro.

    • Willian disse:

      A primeira coisa que pensei quando li o texto foi: “Esse cara não sabe nada de economia”.
      Isso por si só já invalida o restante do texto, nem vale a pena comentar.

      • Ricardo disse:

        Então por que comentou?
        Contradição pouca é bobagem.
        O texto é excelente, e não precisa ser economista para fazer uma crítica aos nossos estúpidos hábitos.

        • Diego Leon disse:

          Concordo. Sei o básico de economia – principalmente as correntes teóricas – mas não entendo muito de importação, juros e alíquotas. O que o texto traz de mais importante – ao meu ver – é uma crítica aos nossos hábitos consumistas e comparar qualidade de vida com – apenas – o consumo. Como Marx já disse, criamos o fetiche da mercadoria. Hoje, é a mercadoria que se coloca à frente nas relações sociais. E cá entre nós, amigo, comprar um videogame de quatro mil reais em nosso país é confirmar o abismo social, porque, para a pequena minoria, isso traz status e poder.

  26. dimarcinho disse:

    “No Brasil, a parcela de 1% dos mais ricos tem 87 vezes a renda da parcela dos 10% mais pobres. O que, a rigor, significa que eles consomem 87 vezes mais.”

    É sério isso??? rsrsrsrsrs

  27. Colorado Matador disse:

    Você calculou o imposto como Pessoa Física. Faltou, por exemplo, ICMS, desembaraço alfandegário… não é II simplificado. Não que justifique 4 contos, longe disso, mas o cálculo da Sony é diferente.

  28. tattoo disse:

    É necessário mencionar que o germe do movimento Anonymous começou com o Jailbreak do Iphone e do ps3, e que o console era usado em clusters na NASA, e graças as respostas protecionistas da Sony que foram ao longo do tempo tentando bloquear sem sucesso os destraves de usuários. O lançamento do PS4 não passa da cartada final da Sony em relação ao problema. Os jogos mais pesados de ps3 não utilizavam nem 40% da capacidade de processamento do console.

  29. Rodrigo disse:

    Legal o texto… Mas no caso dos consoles as empresas geralmente vendem muito próximo a o preço de custo ou até subsidiam o valor (ficando mais baixo que o preço de custo) para que o console fique mais barato e mais pessoas possam comprar, pois na realidade as empresas ganham com a venda de jogos e serviços..

    • Thiago disse:

      Finalmente alguém sensato.

    • NereruoOMalaGabriel disse:

      E embora seja dito que a Sony já tem lucro no EUA vendendo a $400, na verdade lá eles estão subsidiando o console em $60, ou seja $60 de preju com o hardware. Mas parece que querem recuperar esse preju em países como Argentina e Brasil. E por mais louca que seja a legislação tributária brasileira, esse valor mostra apenas a falta de senso.

  30. Aff… pra quem postou a matéria do R7 só lembra que como imposto é um percentual do custo do produto, ele será tão mais alto quanto mais alto for o preço do produto pro usuário…Preço Final é alto porque tem poucos compradores potenciais, a Sony sabe que baixar o preço não aumentará tão significativamente as vendas a ponto de valer a pena baixar o preço. Óbvio que se houvesse concorrência o custo cairia. Tb seria bacana se parte dos impostos fossem sobre a margem de lucro (e quanto maior a margem maior o tributo), daí quanto maior o lucro maior a carga tributária. Depois de um certo ponto não compensaria aumento nenhum.

    • David Andrade disse:

      É difícil definir impostos sobre margem de lucro. Não existe como o governo saber os custos reais de um produto, logo é impossível que o governo tenha informação sobre a margem de lucro bruto real.

  31. Jonas R. Zart disse:

    O artigo retrata a realidade, simples.
    A Sony vai lucrar muito com um produto de R$ 4.000,00 assim como o governo.
    Depois que todo o público ostentador adquirir o produto e não tiver mais mercado, eles vão baixar os preços e vão lucrar com um produto de R$ 3.500,00 assim como o governo.
    E assim eles vão baixando até atingir todos os mercados. Acho que dá pra lucrar assim né ?

    • Luis Fernando disse:

      O que você falou não deixa de ser verdade, mas não é a raiz do problema. Compare com os automóveis por exemplo: mesmo após o valor estabilizar depois do lançamento, ainda continua extremamente abusivo, porque as pessoas pagam.

    • Lebowski disse:

      E esse normalmente é o que eu chamo de Fenômeno Videogame.

      Foi assim com o Playstation2, 3 e 4, e foi assim também com o X360 pra quem não lembra.
      Preço de lançamento forte, que diminui depois de 2 meses, depois mais ainda depois de uns 5 meses, e vai abaixando de época em época. Hoje em dia eu vejo PS3 sendo vendido em loja por 600 reais, por exemplo.

  32. Luciene Costa disse:

    Não apenas no Brasil, mas no mundo globalizado a ordem é o capitalismo. O consumo é apenas fruto disso. O governo federal aumenta o valor do produto para induzir as empresas a produzirem tecnologia, porém não promove incentivos ficais, além da falta de mão de obra qualificada.
    O público que deseja ter status e ser diferenciado, hoje não é tão privilegiado como antigamente. Nos últimos anos o governo estabeleceu uma aberta rede de financiamentos em que qualquer público possa comprar independente da sua renda.Tanto quanto antes apenas algumas lojas parcelavam, hoje são todas até mais de 36 vezes.Tem como exemplo uma mulher que compra um celular de 1500 reais com o dinheiro do bolsa família parcelado em 36x.(YouTube).
    O mercado estrangeiro é extremamente consumista principalmente os EUA, eles impulsionam a economia com mundial, tanto na compra quanto na venda. A diferença dos países desenvolvidos é a competição entre mercados, não existe um monopólio comercial como ainda persiste no Brasil.
    Quanto a citação de karl marx a respeito da fetiche de mercadoria, a mercadoria esconde toda a exploração do trabalho, esconde as relações sociais que estão nela, você empregou muito bem isso no seu texto, o resultado real do produto.
    A Sony já começa com um problema para ter que compensar o imposto de 71%. Esse aumento de 71% do valor vai retirar parte de uma grande demanda.Outro defeito que o Brasil tem é que as estatísticas de mercado são impossíveis de serem previsto pelo excesso de pirataria no país. Os preços são absurdos não em nome apenas do lucro ou da desigualdade social, mas da tecnologia empregada e dos impostos que são colocados.

    Obs: Não discordo completamente do seu texto, acredito que boa parte do que disse coincide com a realidade, a desigualdade social inclui muitos fatores, ainda mais nosso país onde a uma predominância da elite no mercado interfere diretamente na economia, entretendo a falta de incentivos ficais, tecnologia, educação, isso tudo afeta o desempenho do país, no qual o Governo não tem estimulado.

    • Paula de Mattos disse:

      não é o governo quem aumenta o preço da mercadoria, a lei é de mercado, portanto é a Sony quem dita estratégias se aproveitando convenientemente do cenário brasileiro todas as brechas que apresenta para lucros exorbitantes.

    • Felipe disse:

      Onde existe monopólio com relação aos consoles? Texto confuso, sem direcionamento. 1 – Não é o governo federal que aumenta o preço do produto, amiga, é a empresa que o fabrica. O imposto é proporcional ao preço de venda.
      2 – Esse público que você citou (celular) não é o mesmo público-alvo do console. Primeiro, porque os custos para se manter o console são extremamente elevados (jogos e acessórios muito caros), segundo, não dá pra comprar um console, colocar 15 reais de crédito e ficar recebendo ligação de Deus e o mundo.
      3 – Se embananou toda, ok, o mercado consumidor norte-americano é forte sim, mas quem disse que o brasileiro não é? Segundo, estude o que é monopólio.
      4 – Pirataria? Você quis dizer contrabando? No contrabando continua-se comprando produtos originais, mas sem impostos, o que só prejudica o governo brasileiro, não o fabricante. Pirataria ainda não existe para PS4, e mesmo que existisse, não seria exclusividade do Brasil.
      5 – Tecnologia empregada é a causa do preço abusivo? A tecnologia do console brasileiro é diferente da tecnologia do console dos EUA? Realmente não entendi essa… O.o’

    • Léo Rossatto disse:

      Eu realmente queria saber como o IBPT, que é ligado a FIESP e funciona mais como um instituto de empresários fazendo lobby contra impostos, chegou a esse valor. Porque tá muito longe da maioria dos outros cálculos. Ou senão eles receberam a informação que a Sony passou para livrar a própria barra e trataram ela como verdade absoluta, tem essa possibilidade também.

    • Daniel disse:

      E o Xbox One que nos EUA é 100 dólares mais caro que p PS4 e aqui vai estar quase na metade do valor?

      • Skooter disse:

        Subsídio da Microsoft, contando com recuperar o investimento nas vendas de jogos.
        Provavelmente a Sony não quis arriscar tanto num país onde se descobrirem como piratear os jogos, não vai vender quase nada.

    • Rafaela disse:

      A reportagem muito investiga e “espertona” do R7 pegou 72% dos R$ 3999 e colocou como se isso tudo fosse o imposto. Realmente inteligência aonde não mais se viu aí. Agora de uma coisa serviu, para mostrar os impostos então, vamos calcular o preço pegando o valor do PS4 americano de $ 399 . O Dólar Vamos pegar a R$ 2.25 . Vamos lá
      Preço R$ = 399*2.25 = 897,75
      IPI 40% = 359,1
      ICMS 18% = 161,55
      COFINS 7,6% = 68,23
      OUTROS 4.93 = 44,25
      PIS = 1.65% = 14,82

      Aqui dá um total de R$ 1571
      Vamos colocar aqui também o imposto do estado que numa média da 25% = 224,39

      Aqui dá um total de : R$ 1795
      Com isso o preço final possivelmente iria para 2k com lucros de revendedoras maximixados, como é aqui no país. Ainda faltam 2k.

      Nossa essa reportagem foi um lixo, e nem dá para ver que foi maquiada… Record ridícula.

      • Fulano disse:

        Vc quis dar uma de espertao e quebar os impostos mas esquece que eles sao em CASCATA! Logo ICMS inclui PIS/COFINS, II e pasme: ELE MESMO. Isso vc paga 18% sobre os 18% do proprio imposto. Ah, tambem o PIS/CONFINS na importacao incluiem PASME DE NOVO: o ICMS. Vai explicar isso ? Matematica justificada apenas pelo desgoverno brasileiro….

      • Skooter disse:

        Não fale do que você não sabe. Sua conta está completamente errada. Impostos no Brasil são aplicados em cascata.

        • Rafaela disse:

          Como vocês, tão gentilmente, citaram o imposto é em cascata, eu realmente não tinha muito conhecimento e agradeço por terem esclarecido essa pequena diferença. Eu usei o site da receita federal para calcular os impostos, que é o que normalmente faço quando faço importação. Mas realmente não me atentei para o fato de que para importação de PJ normalmente se tem o dobro do ICMS ao invés só do valor. Enfim, como houve quem foi educado ao meu responder, eu agradeço e me atentarei a procurar mais. Brigada

    • Léo Rossatto disse:

      Pra mim a parte mais desonesta da reportagem foi essa:

      “De acordo com a vice-presidente da IBPT, Letícia do Amaral, as reformas tributárias foram responsáveis por quase dobrar a carga de impostos no Brasil desde os anos 2000.
      – Os altos impostos são resultado da política do governo, que aumentou a carga tributária de 20% do PIB (Produto Interno Bruto) para quase 40% atualmente.”

      Carga tributária no país em 2000: 32,6% do PIB (e não 20%, como a vice-presidente do Instituto que faz lobby pra empresários disse:

      Fonte: http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/export/sites/default/bndes_pt/Galerias/Arquivos/conhecimento/informesf/inf_29.pdf

      Carga tributária em 2012: 35,5%

      Fonte: http://economia.terra.com.br/carga-tributaria-do-brasil-atinge-novo-recorde-355,e84bf967a7ca1410VgnVCM10000098cceb0aRCRD.html

      Não dá pra negar que a carga tributária é absurda para os serviços públicos que temos. Eu creio que a maioria não se incomodaria em pagar 35% do PIB em impostos se os serviços públicos fossem realmente de excelência. Está longe de ser o caso e creio que ainda precisamos reclamar muito para a melhoria dos serviços públicos e para a melhor gestão do gasto público.

      Dito isto, é desonesto DEMAIS a vice-presidente do IBPT dizer que a carga tributária “quase dobrou” desde 2000. É vergonhoso. A carga tributária evoluiu de 32,6% pra 35,5% no período, e não de 20% pra “quase 40%” como ela disse. É manipulação pura e simples de informação.

  33. Julio campos disse:

    o preço é alto porque tem otário que paga. simples assim.

    • Enoque disse:

      Hahaha com toda a certeza! E como dizia Joãozinho 30, “O povo gosta de luxo. Quem gosta de lixo é intelectual.”

      Enquanto houver essa mentalidade de se pagar no crediário 12 x casas bahia, vai ter otário pagando essa bagatela….

  34. Vamos resumir esta bagaça: o autor do texto pode estar certo ou errado, o fato é que ele utiliza hipóteses/suposições para explicar tamanha barbaridade que acontece por aqui.
    Existe uma matéria do diretor da Toyota que diz o seguinte: um carro vale qual valor? É simples, ele valerá o quanto pagarem. Outra matéria sobre o preço da Grand Cherokee aqui no Brasil, o pessoal falando que pra custar este valor lá fora só se viesse com ouro.O mesmo exemplo pode ser utilizado para imóveis, eletrônicos, etc.
    Por que as coisas são extremamente caras por aqui? Porque existem pessoas que pagarão por isto apenas por status, pra mostrarem que possuem $$$ pra gastar sem se preocupar, pra tentar mostrar pra mim, vc ou seja a puta que o pariu, que somos pobres e não podemos ter tal coisa… ou pior ainda, aquela anta que vai financiar até a bunda só pra poder falar que tem tal coisa.
    Quer concordar, discordar, chamar de burro?!?! To cagando e andando, é assim que as coisas acontecem por aqui.

    • Rafaela disse:

      É bom ver que as pessoas conseguem enxergar que a alta carga tributária aumenta sim o preço, mas que o lucro Brasil também está presente. Um comerciante cobrará os que quer ganhar e se a mercadoria não for vendida ele abaixara o preço. Não sei se comprar fora do país seja a solução porque a Sony não disse ainda como será a psn no Brasil, antes funcionava a conta americana, mas pelos rumores parece que não mais. Enfim, enquanto ao se discutir de quem é a culpa não fará diferença. Não importa de quem seja a culpa se as consequências são nossas. Ou mudamos, ou esse ser mais um caso de bitching da nossa parte e nada mais.

  35. Guilherme disse:

    Apesar de não discordar totalmente do texto, gostaria de colocar alguns pontos:
    1) Salvo minha relativa ignorância quanto à taxação de produtos importados e logística, eu creio que essa conta dos 60% sobre o valor do produto nos EUA + “logística” é um pouco impreciso. O fato da Sony estar vendendo o produto (importado) aqui no país com certeza vai trazer muitos outros tributos sobre o produto pelo simples direito de vender algo no mercado por aqui. É diferente de uma pessoa física importar um produto pra ela (onde cai apenas tributos de importação). Existem taxas por categoria de produto (videogame = brinquedo + eletrônico + computador e por aí vai).

    2) Essa ideia de vender MUITO mais caro pq tem uma parcela da população que vai comprar por qualquer preço realmente faz sentido. Mas no caso do negócio de consoles, eu acho que não é mais assim que funciona. As empresas tem baixíssimo lucro sobre o console em si (a Sony teve prejuízo com cada unidade do PS3 vendido por vários anos). O lucro dos consoles vêm dos games, que nesse caso estão com o preço de sempre (R$180), apesar do preço de sempre também ser muito caro no Brasil…

    • Daniel disse:

      Explique a diferença brutal de preço entre um PS4 e um Xbox One vendidos aqui.(O Xbox sairá por pouco mais que 2mil). Sendo que nos EUA ele é 100 dólares MAIS CARO que o PS4.

      Isso é tudo, meretíssimo.

  36. andre duarte disse:

    Nossa tem tanto erro nesse artigo que as vezes da vontade de chorar. Para começar ele cita Karl Marx para parecer intelectual, mas fetichismo da mercadoria não tem nada a ver com que ele disse, http://pt.wikipedia.org/wiki/Fetichismo_da_mercadoria.

    As empresas trabalham com uma certa expectativa de demanda. Para uma empresa de consoles, o ideal é vender muito por um preço baixo do que o contrário. Pq o lucro da empresa vem da venda de jogos. As vezes as empresas de console tomam prejuízos na venda de seus consoles. Então imagina no Brasil, a Sony conseguiria vender muitos consoles por pouco dinheiro? Para começar s Sony já começa com o problema de ter que compensar o imposto de 71%. Esse aumento de 71% do valor já vai retirar uma parte grande da demanda. Primeiro daqueles que não vão conseguir pagar e daqueles que vão para outros países comprar o console para trazer para o Brasil (prática hoje em dia muito comum). Retirando essa demanda, fica-se com uma pequena parcela da população que pagaria R$2000 no console, um preço “justo”. Todavia esse preço provavelmente vai trazer muito prejuízo para sony, Pois ela vai ter que trazer toda a logística de suporte, que muitas vezes se esquece, e o mercado esperado vai ser baixo. Dando um prejuízo muito maior do que o possível para se manter. Assim a sony sabendo que as pessoas que pagam R$2000 provavelmente pagarão R$4000 ela aumenta o preço para compensar. Outro defeito que o Brasil tem é que as estatísticas de mercado são impossíveis de serem previsto pelo excesso de pirataria no país. Assim não se tem ideia da quantidade de jogos que podem ser vendidos aki para compensar essa perda. Sem esquecer que a sony veio aki no começo do ano tentar reduzir o preço o mínimo possível. E se você pensar bem imagina que você é a Sony e sabe que o lucro vem dos jogos e não do console. Pq vender caro? E pensa nas revendedoras do Brasil, elas geralmente vendem games tb, não seria melhor vender um pouco mais barato e assim vender mais jogos depois? Ou vender mais barato e ganhar na concorrência com as outras lojas? R$4000 é um preço ruim para o consumidor, para a Sony e para as revendedoras.

    Bem a “desigualdade” é um tema que se ama discutir porque faz os ricos se sentirem culpados e os pobres se sentirem injustiçados. Parece que toda discussão no econômica no Brasil se chega a conclusão que a culpa é da desigualdade.

    • Léo Rossatto disse:

      Olha, simplificar o conceito para uma melhor compreensão é bem diferente de “errar” o conceito. Se eu fosse explicar o conceito de maneira apropriada provavelmente isso seria um texto de outro tipo.

      O que eu citei foi: “As empresas sabem disso, e fazem produtos voltados a esse público que quer diferenciação. É o videogame de R$ 4 mil, o carro de R$ 100 mil, e é a eclosão de estabelecimentos “gourmet”, que oferecem produtos bem mais caros apenas porque o público que vai comprar não quer apenas o produto, e sim o status diferenciado que o consumo daquele produto confere. Karl Marx já falava disso há 150 anos atrás, com o nome de “fetiche da mercadoria”.”

      O que é a exclusividade senão uma relação entre pessoas mediada por uma coisa em que o consumidor se imagina como ente participante de uma relação quase que “apenas” entre pessoas? O que eu não fiz no texto foi esse link entre esse conceito de Marx (que não tem absolutamente nada a ver com “comunismo”, nesse ponto de sua literatura) e a ideia de exclusividade, por considerar que já era algo pressuposto.

      E a questão da logística de suporte, que você mencionou, seria relevante se já não houvesse toda uma estrutura de suporte da Sony para o Brasil. Se a cada novo produto lançado você tivesse que criar uma nova logística de suporte caríssima, como você disse, o capitalismo global seria inviável hoje em dia.

      • andre duarte disse:

        Bem você usa o fetichismo da mercadoria para ilustrar um ponto que Marx não deu. Para o alemão fetichismo da mercadoria era o que determinava a relação de troca. Assim esse fato determina porque o ouro custa tanto enquanto o ferro custa outro valor na mentalidade do consumidor. Ele fala desse fetichismo em um âmbito geral, e você simplificou falando da exclusividade de ricos gastando mais para status. Nesse ponto eu posso ter te mal interpretado, se fiz isso, peço desculpas.

        Mas continua a discordar de que a desigualdade gera o preço alto. Vejo nessa questão um defeito que é intrinsecamente brasileiro, e possivelmente sul-americano. Pois se desigualdade é justificável para o preço caro, porque então a Africa do Sul vai ter um preço justo? E se a Sony sabe que vai perder dinheiro no primeiro de ano de vendas, como aconteceu com PS3, porque ela buscaria lucrar com um país inexpressivo no número de vendas se comparado a EUA ou países da UE.

        Como tinha coloquei na resposta acima continuo a colocar aqueles fatores como somados responsáveis pelo preço. E o fator logístico é um custo fixo. Quanto menor o número de vendas, mais ele atinge o preço. Talvez você esteja certo que não seja tão importante, mas não é um argumento que dispensa os outros.

        Como vejo que você parece ter um entendimento de economia coloco mais uma coisa no argumento: o preço alto também vem de uma mentalidade mercantilista que é histórica. E coloco aki a diferença entre mercantilista e capitalista. A mentalidade mercantilista é protecionista e de compras arriscadas para se vender a valores absurdos para lucrar o máximo, o que os espanhóis e portugueses faziam. Já o capitalista busca o lucro, mas pensa na continuidade. Assim ele estabelece relações duradouras para poder ter continuidade. O mercantilista quer o Estado para conceber monopólios, subsídios e proteção. Já o capitalista recusa o Estado por acreditar que vai afetar negativamente seus negócios. Bem simplista mas serve. Então no Brasil os empresários são crias do Estado e não homens de espírito empreendedor. São muito dependentes do BNDES e de qualquer subsídio ou monopólio que o Estado possa dar. Exemplo clássico disso é o Eike Batista. Como Hélio Beltrão disse: “o Brasil é uma ilha de iniciativa privada, cercada de governo por todos os lados”. Então os empresários brasileiros quando veem o PS4 querem vender ele para máximo lucro agora, não pensando em estabelecer relações duradouras de mercado consumidor; que mais especificamente na área de consoles que é importantíssimo, afinal o que seria os consoles sem seus jogos.

        O problema do seu artigo para mim que você estabelece a culpa na Sony (que não é santa como muitas empresas não são), como se ela fosse a única responsável pela determinação dos preços, e não que o preço foi determinado em uma discussão entre varejistas e revendedoras. E que analisando estatísticas de venda do passado de antigos consoles, o pequeno mercado consumidor (que é afetado pela pirataria e a compra no exterior) e os impostos. Determinaram assim o preço. Como você disse, não duvido que o Brasileiro vai passar a ver como produto de luxo pelo nosso complexo vira-lata, mas esse não é o fator que estabelece o preço.

        Então retorno a dizer, R$4000 é um preço ruim para todos. No final parece tudo estar funcionando contra os gamers brasileiros, mas como o amor dessa comunidade por algo que é banal, mas também tão essencial vai permanecer, independente da triste realidade.

        abrç

        • Léo Rossatto disse:

          Opa, vamos por partes.

          Eu até já escrevi um texto tentando esclarecer alguns pontos também em relação à questão do fetiche (http://leorossatto.wordpress.com/2013/10/20/o-videogame-a-desigualdade-o-fetiche-e-a-teoria-que-explica-o-brasil/). Sempre entendi o conceito como uma espécie de “valor imaterial que faz algo custar o que custa” e entendo sua preocupação. Talvez eu tenha passado uma impressão incompleta do conceito mesmo.

          E o problema da desigualdade latino-americana em relação à desigualdade do resto do mundo é que na América Latina (e no Brasil, especialmente), ela é estrutural. A desigualdade na África do Sul e no Leste Europeu, em escalada desde os anos 90, assume outro perfil, não há uma classe dominante numerosa e consolidada que baseia sua afirmação de dominância no consumo tão incisivamente nesses países.

          E nem defendi que a culpa é exclusiva da Sony. No próprio texto novo eu falo disso, o preço do PS4 só chega aos 4 mil por uma soma de fatores, nenhum fator poderia ser responsável por isso.

          E sim, acaba sendo prejudicial pra todo mundo mesmo.

  37. Luiz disse:

    O carro está caro? A tv está cara? O video game está caro?
    Não compre.
    Ai os fabricantes vão ter que rebolar pra ganhar dinheiro.

  38. Pingback: COMO A DESIGUALDADE SOCIAL EXPLICA O VIDEOGAME DE R$ 4 MIL

  39. Beto disse:

    Tinha que pegar uns 4 consoles enviar no cú da Dilma e da cambada toda umas 20 vezes por dia até eles resolvem baixar os impostos!
    #canseidesereducado

  40. Excelente. exatamente o que eu constatei. País capitalista de 3o mundo, que abriga uma classe A muito estreita que pagará o custo de qualquer lançamento para ostentá-lo como artigo de luxo. isso tem acontecido a anos e o pessoal nao desconfia…..

  41. Alexander Santos Rocha disse:

    Excelente argumentação, mas acredito que tomando como margem R$ 1 milhão não é plausível que a empresa queira atingir um público alvo menor afim de obter um mesmo lucro mais rápido, uma vez que para as empresas fabricantes de hardware é muito pouco, e ainda que o preço do PS4 tenha aumentado, a parcela da população que irá comprar é incompatível com a parcela que compraria se o preço fosse reduzido, isto é, o lucro seria exorbitantemente maior, a quantidade de consoles seria muito maior, uma vez que como foi apresentado no próprio post, a parcela dos mais ricos é muito pequena.

    Creio que o preço não tenha sido culpa da Sony, a parcela mínima citada no artigo está também no poder político, logo estes poderiam muito bem impor regras, postulados, para a sony; a fim de que ele venha mais caro para cá, para que aqueles e outros mais ricos sejam únicos ao possuírem o console.

    A nintendo está demorando para lançar o Wii U oficialmente aqui no Brasil, ela citou que o motivo seria o encarecimento muito forte no preço do console.

    • Alexander, apesar do seu argumento de que barateando o console, a Sony teria mais lucro do que deixando caro para somente os ricos fazer sentido, você também subestima um pouco a quantidade de ricos. Usando os números – mesmo que fictícios – do artigo, que näo säo täo distantes da verdade, temos 1% da populacäo de 200 milhöes que é rica, ou seja, 2 milhöes de pessoas. E, destes 2 milhöes, como o artigo menciona, 25% säo pessoas que väo comprar o PS4 independente do preco; ou seja, 500 mil pessoas.

      1 Milhäo de reais realmente näo é “muito”, considerando o tamanho da empresa e o tipo de produto, mas isto säo com somente 400 consoles. Se formos contar as 500 mil pessoas que forem comprar, só de LUCRO, Sony iria alcancar R$ 125,000,000 – um lucro excelente.

      Agora, você pode falar que o seu argumento ainda se mantém e que, se o preco fosse mais acessível, o lucro ainda seria maior. Vamos usar o mesmo exemplo do artigo e usar 500 reais como lucro base. Com 500 reais como lucro, para alcancar os mesmos 125 milhöes, seria necessário a venda de 250 mil consoles – ou cinco vezes mais a quantidade de vendas.

      Em teoria, isso näo parece ser bastante, mas há mais externidades a serem consideradas; Taxa de pirataria, venda e revenda de consoles, compras imediatas do console e a falta de garantia que, realmente, mais de 250 mil consoles seräo vendidos. Para uma empresa, em um mercado täo “inconsistente” como o Brasil, vale mais a pena apostar na garantia dos 125 milhöes de lucro do que arriscar e vender só 100 mil consoles, ter menos lucro, gastar bastante dinheiro com transporte…

      Por essas e outras que a Sony prefere isso. Pessoas podem condená-la por fazer esse tipo de coisa, mas infelizmente, quando se tem uma companhia, você faz coisas que säo economicamente viáveis – mesmo que isso signifique explorar um defeito da cultura de um país.

    • Leo Silva disse:

      Concordo. O gasto com jogos e acessorios tambem contaria, nao? 2000 pessoas gastariam muito mais em produtos Sony que 500..

      • Leo, normalmente sim, normalmente faria sentido, mesmo. Mas gostaria de, primeiro, lhe mostrar a resposta que dei para o próprio Alexander no primeiro lugar. Segundo, gostaria de voltar a mencionar o fato de que no Brasil, a pirataria é existente e forte. E, terceiro, vamos tentar pensar como uma família de classe média que comprou o PS4 pois estava com o preco “barato” que proporcionasse os 500 reais de lucro para a Sony.

        Cada jogo original e recém-saído, no Brasil, custará 180 reais (Por enquanto). A família provavelmente se desdobrou um pouco para conseguir pagar o preco do console. Manter uma biblioteca de jogos cada vez maior é mais difícil ainda, portanto näo iräo comprar tantos jogos assim. As opcöes para a família, neste caso, säo 1) Deixar como está e aceitar isso, 2) trocar jogos com amigos que tenham o console também e 3) destravar o PS4 e abusar de jogos piratas.

        Todas as opcöes näo säo lucrativas para a Sony, mas a 2) e 3) säo especialmente perigosas. A 2) näo é täo alarmante assim, mas a 3) pode cortar os lucros da empresa severamente. E, para muitas famílias, esta opcäo é a mais viável por providenciar mais jogos para aproveitarem (mesmo ao custo de, possivelmente, näo poderem acessar a PSN). Sem falar da “cultura de oportunismo” do Brasil existente, onde pessoas tentam alimentar seu fetiche por consumo, como mencionado no artigo, mas näo tem recursos para tal e entäo partem para “alternativas” (mas isso é todo um outro assunto).

        Entäo, em teoria, sim, faria sentido vender o console mais barato para mais pessoas jogarem jogos, mas os ricos provém garantia de que iräo comprar os jogos – e näo só isso, como iräo comprar os jogos o quanto antes e certamente iräo comprar outras parafernálias. É a estratégia com menos riscos que eu mencionei no meu post acima.

  42. boizaofilipe disse:

    Caros amigos, não vou tecer críticas longas aqui.. mas o fato é que existe o CUSTO BRAZIL… altos impostos que NUNCA serão revertidos a população e todos ja sabemos.. mas existe em paralelo, como o autor indica, o LUCRO BRAZIL, este ultimo não tao conhecido do povo.

    Em relação a matéria do autor, so não concordo, a principio, com o fato de dizer que o publico rico é o responsável por esse movimento de o empresariado brasileiro faturar lucro no mínimo 3x maior do que o empresariado no resto do mundo… Seja, rico ou pobre, ou classe media, TODOS estão com fome de consumo e devido ao excesso de credito, isso mesmo, excesso de credito.. há o endividamento generalizado e o movimento de alta nos preços… EM QUALQUER PAIS DO MUNDO (menos o Brasil é claro) .. a cada novo lançamento de produto.. o preco TENDE a manter um equilíbrio, sendo em raros casos atualizado em 2%.. já no Brasil.. a cada lançamento de QUALQUER PRODUTO os preços encarecem.. vejam os carros.. azera foi vendido a 90 mil… era importado.. mudou o modelo e foi para 130 mil reais.. na época o dólar continuava estável e eram cobradas as mesmas taxas de importação, o carro não alterou cilindrada etc.. apenas esteticamente… e tem quem paga…. a única forma de corrigir estas DISCREPANCIAS, infelizmente, é um meio de boicotar, não consumir produtos que não sejam de 1a necessidade ate haver um equilibro… trago aqui noticia recente da HYUNDAI.. que baixou seus carros em mais de 20% no ultimo mês, e ainda esta caro: http://carros.uol.com.br/noticias/redacao/2013/10/18/hyundai-justifica-queda-de-preco-de-i30-e-elantra-isso-e-da-vida.htm

    • Ronaldo disse:

      Muito bem lembrado!
      O problema é que no Brasil, mais do que em qualquer outro país no Mundo quem manda são os Bancos. E como um banco tem lucro? Emprestando dinheiro.
      Nós brasileiros somos bombardeados com muita propagando desde muito cedo a acreditar que pedir dinheiro emprestado aos Bancos apenas para consumir mercadorias é algo normal.
      No Brasil a coisa mais linda é ter Crédito de mais de R$5 mil reais com o Banco , mesmo que o seu salário seja de no máximo R$2 mil.
      Pagar tudo a prestação é normal.
      É anormal pagar à vista se o produto passar de R$ 1 mil.
      Aí o que temos é um povo eternamente endividado.
      Mas que mesmo assim vão comprar o seu Playstation de R$4 mil em 300 prestações.
      Pessoal tá na hora de acordar.
      Só consuma se vc puder pagar à vista.
      Se não puder e vc está lendo este post, é porque vc tem comida, roupa lavada, um teto e internet.
      Vc não precisa consumir só porque a moda diz que é legal.

  43. Odalon disse:

    faz sentido que a Sony esta superfaturando o ps4, o xbox one vai custar 2,2 mil por aqui, se nao me engano (oque tb é caro pra caralho, comparado com o preço nos EUA), no fim, eu vou comprar meu console no paraguay kkkkkk e se Deus quiser, vai ter desbloqueio pra essa geração, e eu vou ser considerado mais um brasileiro “malandro”.
    Ai vai te nego me chingando, mas olhem o meu ponto de vista: nessa terra chamada Brasil, ou você é malandro ou você é otário, nao existe meio termo, nao existe cidadão honesto de bem, na verdade existe, mas aqui é visto como: Otário

  44. Heitor Faria disse:

    Rico compra PS4 no Ebay ou no exterior. R$ 4000,00 nada mais é do que o custo de distribuição no Brasil (ng vai revender de graça). O texto é babaca assim como autor, que deve ser um Petistinha idiotinha.

  45. FOM disse:

    Você é a pessoa mais burra e ridícula do universo.

  46. olha discordo muito com o texto… aqui no Brasil tem devido nossa presidente Dilma Rousseff uma politica de exportação e importação extremamente fechada… dificultando extremamente a importação de produtos… sendo assim esse excedente cobrado é um custo de garantia para empresa (nesse caso a sony), para poder vender o produto… o autor do texto acima coloca de modo como se fosse necessário comprar deste produto para o publico alvo como se não houvesse concorrência… oque é uma insinuação erronia pois aqui no Brasil a sony tem uma concorrente direta do PS4 sendo ela o Xbox one… oque realmente acontece é que a medíocre politica que temos dificulta a importação sendo assim um grande risco para grandes empresas trabalhar aqui no brasil….

    • Luiz Lianza disse:

      Alegar concorrência direta quando culturalmente existem fãs demarcados é um campo incerto. Você tá trabalhando com uma noção de concorrência muito simplista. O que ele falou no texto é incompleto, mas não é falso. A política protecionista do PT (que tem lá suas vantagens) realmente encarece o preço de um produto, mas acreditar que isso vai transformar um produto vendido originalmente a 400 dolares (já com margem de lucro) em 1800 é absurdo.
      Teve ano passado uma matéria ótima no Valor Economico explicando direitinho esse mesmo efeito no mercado automobilístico, e ainda mostrando como o mercado usou o Brasil para amortecer as dívidas. Simplesmente compramos carros ultrapassados a preços absurdos sem nem pestanejar.
      Mas enfim, a minha única crítica (e até por isso estou pondo como resposta a você) também envolve o governo. A política governamental que vem facilitando o endividamento (crédito fácil pela Caixa Econômica, Branco do Brasil etc), junto com um aproveitamento dos grandes bancos (que conseguem manter uma linha de crédito “tentadora”) dessa “cultura de dívida”, tem criado uma população com um poder de consumo virtual maior que o real. A tal da nova classe média num geral é isso. E por ai temos dezenas de bolhas imobiliárias, carros superfaturados e o PS4 a 4k.
      O que é uma estratégia ainda mais complexa. Vão fazer que nem fizeram com o ps3. Vão lançar muito caro para que aqueles com poder de consumo (real ou virtual) e adeptos ao console (o que existe, eu por exemplo, nunca trocaria um video game da sony por um da microsoft, sou adepto e conheço uma forte comunidade adepta) vão consumir o console (eu não, e admito ser por falta de dinheiro) logo de cara para ter o diferencial de ter (logo no lançamento). Depois de uns meses a tendência é esse preço cair absurdamente. E até o final do ano que vem ele vai atingir o preço que vai estabilizar pelo tempo útil do console. (É o que eu acredito ao menos).

  47. Renato disse:

    Quanto mimimi.

    A sony é dona do PS4 e vende pelo preço que quiser.

    Vc é dono do seu dinheiro, e compra o PS4 se quiser.

    Daqui a 2 anos, vai estar custando menos de 1500 reais.
    Assim como o PS3 no lançamento tb foi vendido em lojas a 5 mil reais na época.

    • Leo Silva disse:

      Pensamento pequeno, Renato, pequeno. Mas compra quem quiser, isso é verdade.

    • Lucas disse:

      NUM VIAJA, comprei meu PS3 na pré-estréia e paguei 3.000 cara! Em nenhuma loja se vendia a 5 mil, se vendia, era uma loja que queria roubar seu dinheiro, foi mal! E o PS4 já tem quase(ou já tem mesmo) 5 anos e agora que desceu dos 1500 e tá custando 1100! Se você não tem argumentos o suficiente pra falar, não fale, meu caro, pois o PS3 nunca custou 5 mil reais!

  48. Fernando disse:

    Então a Sony não tem tanta visão de mercado assim… não seria melhor vender os 2000 video games ao invez dos 400?? são 1600 pessoas a mais comprando jogos, acessorios e etc.. e talvez se fidelizando à marca.

    • Odalon disse:

      sim, seria, só que o Brasil nao é o maior mercado, nós estamos sendo tratados como país pobre, estão cagando e andando para nós

    • Luiz Lianza disse:

      Eles vão. Eles vão lançar o video game a 4000 para angariar os 400 que querem o diferencial de ter antes. O preço vai cair significamente até atingir um preço estável onde ele também vai vender os 2000, que só vão ter que esperar um pouco mais para comprar.
      E vale lembrar que pela lógica do artigo, se esses 400 tem mais poder de consumo para pagar pelo console, isso vale para os jogos também. Quer dizer, ignorando a baixa de preço depois, os jogos também vem supervalorizados e eles tem capacidade de consumir mais títulos.

  49. Dick Vigarista disse:

    Quantos comentários … enfim, queria deixar a minha opinião também sobre o absurdo preço do PS4.

    O pior é que, ´se formos levar em conta médias salariais, custo de vida, a diferença é ainda maior pois o americano médio tem um salário melhor e um custo de vida menor, se comparado ao brasileiro comum.

    Impressionante como tudo no Brasil é muito mais caro: roupas, eletrônicos, móveis …

    Eu acho que são 3 fatores que contribuem para isso:

    1. Excessivo protecionismo brasileiro: de acordo com o Banco Mundial, a economia brasileira é uma das mais fechadas do mundo. Quer dizer, o Brasil é o país que menos importa de outros países no mundo (só 13% do PIB). A China, por exemplo, importa 27% do PIB e a Russia 21%. Como produto de fora tem muitas dificuldades para entrar no Brasil, o consumidor brasileiro é obrigado a consumir produtos nacionais. E claro, sabendo que a concorrência é limitada e o estímulo para ser mais competitivo inexiste, o empresário brasileiro acaba cobrando um acima do valor de mercado.

    Curto e grosso: quem se beneficia com esse excesso de protecionismo é o empresário nacional que vende seus produtos meia-boca acima do preço de mercado e quem leva no lombo é o consumidor brasileiro que paga mais do que devia (além de não ter tantas opçôes de escolha).

    2. Excesso de impostos: isso todos sabemos. A carga tributária brasileira é, disparado, a mais elevada do mundo em desenvolvimento. O valor total do impostos seria pouco mais de R$ 2.040.
    Veja, essa conta me parece correta: http://i1.wp.com/www.canaldootario.com.br/wp-content/uploads/2013/10/calculo_imp.jpg?resize=618%2C487

    3. Consumidor brasileiro que aceita pagar essa aberração por esses produtos. Mas aqui, eu tenho esperança que isso diminua um pouco, a medida que mais e mais pessoas possam viajar para o exterior e perceber que ele pode pagar muito menos pelo mesmo (ou até melhor) produto.

    Minha opinião

    Abraços a todos do Dick Vigarista.

    • Releia a matéria… O problema não é o custo Brasil e sim o Lucro Brasil. Veja o caso também do Samsung Note 3. O empresário e a mídia brasileira criou uma ideologia e todo mundo repete como cordeirinhos sem pensar ao dizer que o problema dos preços elevados é culpa dos impostos quando na verdade o lucro que é abusivo. O Note 3 poderia ser vendido por 2.299, 00 mas é vendido por 2 890,00 porque acha quem pague tudo isso.

      • Se há quem pague, não é abusivo. Abusivo é o governo forçar o consumidor a pagar esse preço em vez de abrir o mercado.

        • Vou repeti só mais uma vez – o mercado está aberto – o problema do alto preço é o lucro Brasil e não os impostos. Nós estamos muito mal acostumados a ganhar muito fazendo pouco. Por exemplo, o custo da pipoca no cinema é exorbitante. A venda de uma pipoca paga a sessão inteira. Um americano do norte jamais compraria a pipoca por tal preço por lá. Lá se ganha pelo volume, aqui pelo preço. O nosso empresário prefere por os preços lá no alto e ganhar pelo equivalente da venda de poucas unidades. Eu me sinto um tremendo idiota pagando o preço da pipoca no cinema. É uma questão cultural. E a culpa é sempre do governo. Ninguém se culpa por nada.

          • Dick Vigarista disse:

            O mercado brasileiro não é aberto. E é claro que parte do problema é a elevada carga tributária.

            Eu moro nos EUA. Se eu quiser uma camisa de futebol da Netshoes no Brasil, por exemplo, eu só vou pagar o envio e a camisa chegará aqui. No entanto, estando no Brasil, se eu comprar uma camisa de basquete da Football Fanatics, eu não pagaria apenas pelo envio, eu seria taxado pelo produto pela PF no Brasil. Acho até que o imposto é de quase 100% do valor do produto. Isso sem contar que muitas empresas não enviam para o Brasil justamente por isso. Se isso não for mercado fechado …

            E mais…sempre que eu vou para o Brasil, me pedem para comprar coisas como jeans, camisas sociais…coisas que deveriam comprar no Brasil. Mas não compram devido ao preço e a qualidade.

  50. Pingback: Como a desigualdade social explica o videogame de R$ 4 mil |

  51. Tá de sacanagem, então você acredita que a desigualdade social é a culpada pela Sony estar metendo a faca na maior filhadaputagem? NÃO. A culpa disso é o fato do povo brasileiro ser trouxa, e isso se aplica a todas as classes. Nunca viu uma pessoa, mesmo de classes mais baixas, se endividar e comprar um bem X parcelado em milhões de vezes? É isso. O que muda de classe para classe é o nível (leia-se valor) dos bens e serviços consumidos, mas a cultura de comprar mesmo sendo caro é A MESMA.

  52. Marpa disse:

    Tem um outro detalhe do mercado de games que os gênios da Sony Brasil parecem ter se esquecido. O mercado de videogames tem um público muito fiel. O usuário compra o console e vai passar 3, 4, 5 anos comprando jogos pra esse sistema. Por isso que no exterior muitas vezes o valor final do console é vendido com prejuízo para a fabricante, pois existe a necessidade de se criar uma alta base de consoles pra lucrar lá na frente com jogos. E com mais consumidores, maiores a chances de lucrar com cada lançamento de jogos.

    A Sony Brasil jogou tudo isso pro alto, apagou toda aquela imagem positiva que a Sony criou na E3, ao desbancar diversos features do Xbox e praticamente deu de mão beijada toda a hegemonia do mercado brasileiro de videogames para a Microsoft.

    Isso pode funcionar bem aqui no mercado de automóveis, mas nunca, nunca em um mercado onde você depende do consumidor no longo prazo.

    • juliano muller disse:

      essa porra ai vender tanto nos EUA que eles nem vão ter como produzir o suficiente pra vender aqui. vai funcionar sim. galeria rouba se mata faz de tudo por
      vídeo game.

  53. Anderson disse:

    Código NCM 9504.50.00
    Descrição NCM CONSOLES/MÁQS.JOGOS VÍDEOS,EXCETO SUBPOSIÇÃO 9504.30
    Taxa de Câmbio do Dia 18/10/2013 R$ 2,1629
    Valor Aduaneiro Convertido R$1.081,45
    Alíquota II (%) Tributo II R$ 216,29
    Alíquota IPI (%) Tributo IPI R$ 648,87
    Alíquota PIS (%) Tributo PIS R$ 17,84
    Alíquota COFINS (%) Tributo COFINS R$ 82,19
    Falta o ICMS depende do estado e o Frete valor cotado U$:500,00

    • Rodrigo Castilho disse:

      500 dólares de frete num CONSOLE? Tá doido, cara?

      To importando uma guitarra e um amplificador da Alemanha e to pagando 50 Euros (cerca de US$ 110).

  54. Gabriel disse:

    Do que adianta ter 400 consoles, se oque realmente dá lucro são os jogos? Vai vender 400 consoles e 400 jogos quando lançarem. É muito mais fácil vender 2000 consoles e 2000 mil jogos, teria um lucro maior.

  55. Fernando Rossi disse:

    Paguei R$ 620,00 em uma Nvidia GTX 660 no mercado do fórum “Adrenaline” e rodo todos os jogos melhores que ps4. Fuck Sony! Fuck!

    • Boca campeão mundial de 2000 disse:

      não roda não, a gtx 660 é uma placa média, para não dizer meia boca, roda melhor que um ps3, mas não é superior ao ps4, é uma placa de baixo custo.

  56. Su.G disse:

    Ou seja, se a grande maioria soubesse da verdade que se esconde por trás do valor da mercadoria, e tivesse consciência da real intenção, não só dessa, mas de todas as empresas que repassam preços ilógicos. Deixando, claro, o ato de se ostentar sobre o que se consome e passar a reivindicar por valores justos.

  57. Daniel disse:

    solução: mercado livre

  58. Ou seja, é como eu digo, brasileiro é burro!

  59. Thiago disse:

    Se o texto foi bem escrito ou não, não é a questão principal!
    Eu acho que foi bem colocado!
    Todos que escreveram tem sua parcela de coisas bem colocadas, de equívocos, que serviram para mostrar uma importante discussão sobre esse assunto que é muito importante, principalmente, para os gamers… claro que para o consumidor “comum” também porque pode servir para qualquer produto que o consumidor queira adquirir!
    Quanto a questão de comprar por status é uma decisão que cabe a qualquer um decidir e comprar o que bem entende, pelo preço que achar que deve, mas ao mesmo tempo acho um absurdo o preço sugerido! É claro que visa pessoas com maior poder aquisitivo, sem dúvidas. Pelo já discutido acima, tem vários motivos para o console sair mais caro aqui no Brasil, é um cálculo que sempre nos acompanharão, ao menos até mudar nossa cultura de aceitar preços acima do nosso poder aquisitivo… eu por exemplo fui comprar meu PS3 só em 2011, 5 anos depois do lançamento, e mesmo assim tenho ainda muito o que aproveitar deste console e a Sony sabe disso também… ela ainda pretende manter o público PS3!
    Sou a favor de diminuição dos preços, mas não é somente por um PS4 mais barato, é por tudo!
    Carros com preços maiores ainda do que dos nossos vizinhos, apartamentos com valores fora da realidade do brasileiro, mas como já disse, o brasileiro paga.
    Temos é que mudar nossa cultura e não apenas crucificar (lembrando que não estou a favor da SONY) as empresas pelos preços cobrados!

  60. Jeziel disse:

    Além do Imposto de Importação, acho que incide ainda o IPI e o ICMS, ou seja, mais uns 30% de imposto.

  61. Pingback: [EDITORIAL] Vamos falar sobre o PlayStation 4 de R$ 4 mil

  62. quero ver quanto vai custar no paraguay

  63. NoMeansNo disse:

    Há um detalhe aí na coisa toda e agora estendendo – conforme foi feito ainda de maneira sutil no texto – a coisa toda para os veículos, só para para servir de exemplo quanto ao meu humilde ponto de vista.
    Tudo bem. Montadoras sabem que aqui é tudo no quadro pintado pelo texto e cobram um super mega absurdo por seus produtos. Certo. Bem colocado, bem explicado.
    A pergunta é uma só: qual é alternativa? Alguém tem alguma?
    O que posso fazer se o tal do governo fecha suas fronteiras e não permite que eu vá lá fora buscar algo que eu quero por um preço razoável já que quando desço no tal do aeroporto vai ter um parasita para fuçar nas minhas coisas e me obrigar a dar – eu disse DAR – dinheiro para o governo?
    Qual a alternativa? Sou obrigado então a ficar sem? Vou fazer piquete querendo que todo mundo faça a mesma coisa e assim sonhar com um super boicote geral? Vou mesmo ficar pensando “sim, tudo vai dar certo” e com a maior certeza do mundo o final da estória vai ser lindo e maravilhoso feito as últimas cenas e os “end credits” de “Yellow Submarine” dos Beatles?
    Vamos ao exemplo:
    Qual é o carro mais paia que temos no mercado? Sei lá qual é.
    Vamos supor que é o carro “X”. Não tem ar condicionado, não tem isso, não tem aquilo, não tem blá blá blá nenhum, mas anda. Leva o sujeito para o trabalho e pra todo lado. Preferível que seja novo. Pra que? Status? Não… novo costuma dar menos pau e se dá menos pau gasta-se menos. Quem já teve as duas “categorias” sabe do que estou falando. Não é preciso teorizar demais.
    Vamos supor que é o carro “X”. Não tem ar condicionado, não tem isso, não tem aquilo, não tem blá blá blá nenhum, mas anda. Leva o sujeito para o trabalho e pra todo lado. Preferível que seja novo. Pra que? Status? Não… novo costuma dar menos pau e se dá menos pau gasta-se menos. Quem já teve as duas “categorias” sabe do que estou falando. Não é preciso teorizar demais.
    Mas aí vem a coisa do preço ser um absurdo. Então, não vou comprar. Não vou comprar porque esse mesmo carro é vendido lá fora por um preço cerca de dez mil merreca$ a menos e isso é um absurdo total e completo.
    Por isso vou continuar usando nosso glorioso, excelente, seguro, rápido e pontual transporte público, mesmo eu tendo uma série de circunstâncias e particularidades na minha vida que praticamente me obrigam a ter minha própria condução por mais modesta que seja; leia-se parentes em outras cidades, com saúde frágil e por aí vai…
    MEU DEUS!!!!!
    Será que o povo não vê que isso tudo é resquício – aliás, resquício nada, é a forma condensada – da tal da reserva de mercado? Alguém aqui é velho como eu para se lembrar disso? Alguém aqui se lembra da reserva de mercado da era pré Collor de Mello e de como os empresários quase se mataram quando o tal acabou com isso pois arrancaram deles uma teta que jorrava OURO ao invés de leite?!? Eu conheci gente que vendeu uma casa para ter um Macintosh nessa época! Eu conheci gente que vendeu outra casa para comprar um Yamaha DX-7 em 86!!! E acreditem, não foi por “status” nem para aparecer não… foi porque queriam boas ferramentas de trabalho e acreditaram na possibilidade de utiliza-las para fazer bem o que se propunham a fazer!
    (Em tempo, não estou defendendo Collor ou seja lá que for. Eu costumo polarizar as coisas – quer seja do jeito certo ou errado, não estou nem aí – pra mim todos os políticos são vermes e deveriam ir para o inferno e só estou contando o que de fato aconteceu, porque aconteceu. De verdade).
    O merrecolandês é refém de seu próprio governo em todas as instâncias. A reserva de mercado nunca funcionou. Foi um desastre na época e sua forma atualmente cristalizada nos âmagos de um sistema gerido por vermes é uma das melhores armas – secretíssimas porque ninguém as vê funcionando apesar de estarem debaixo do nariz de todo mundo – para que certas empresas, empresários, políticos e __________________________________(coloque na linha os nomes dos filhos da puta que você conhece) encham seus bolsos, cofres e cuecas de dinheiro com base em três vertentes diferentes: 1 – A ignorância, 2 – A apatia geral, 3 – A prova de que em fatos históricos algumas coisas realmente dão certo.
    E o que vem disso tudo?
    Vem contrabando (Deus abençoe os contrabandistas e piratas. Amém). Vem roubo de carga, vem evasão de divisa e vem a consolidação da vontade da classe média (média baixa, média média e média alta) em gastar o que pode e o que não pode em Miami, a nova e muito mais massa “Ciudad Del Leste” dos merrecolandeses.
    Sei que no final das contas meu compadre, o que não dá para aguentar é nego falando merda quando outro vai lá fora buscar buginganga ou quando se contorce inteiro para comprar seu carro, moto ou sei lá o que.
    Pra esses eu só falo uma coisa: NEM EM CUBA nego não tá ficando sem grana como agente aqui, chefia… NEM EM CUBA. E eu tenho provas cabais do fato.
    E tem mais…
    … quando nego resolve sair da merrecolândia (país capitalóide) para ir ganhar dinheiro em estado comunista, e voltar de lá comprando casa SUV, moto de luxo, casa com piscina e a porra toda, é porque a coisa tá muito errada… muito errada mesmo.
    E onde que tá errado? Com o país capitalóide ou com o comunista? Deixo essa para alguém mais esperto do que eu dissertar sobre.
    E olha, precisa ir longe não… até relativamente pouco tempo atrás a gente tava indo lá na porta de um país miserável, sujo e tristemente largado às traças como o Paraguai para comprar SNES, videocassete e tênis “Chinezinho”, porque sempre foi mais barato. Interessante isso não é mesmo? O “país mais desenvolvido da América do Sul” indo fazer compra no Paraguai simplesmente porque as coisas lá sempre foram mais baratas… o que foi que mudou?
    Na boa… alguém me diga…
    O QUE DIABOS FOI QUE MUDOU?
    Nada. Apenas as compras agora são feitas em Miami e assim continuará sendo.
    Meus dois centavos.

    • maximo disse:

      em portugal sai a 399 euros= 1.178 reais
      se fosse ao contrario
      no brasil 4.000 mil reais = 1.350 euros se o play 4 na europa sai a
      1.350 euros ninguem comprava….

    • A solução não seria deixar de comprar, deixar te possuir, mas sim possuir na hora certa..
      O maior problema, como falado, é que o brasileiro vive de status. Trabalha cinco meses ralados para comprar a porra de um videogame que está no auge no mercado. Aí depois reclama que o IPTU tá caro, o IPVA é um furto legalizado, etc. Todos estamos exaustos, (cansados mesmo) de saber que os preços caem depois de um tempo. Mas a ganância insiste e obriga a comprar quando ainda nem chegou no país direito. Conheço uma pessoa que passa extrema dificuldade em casa, tanto em alimentação quanto em estrutura física da construção, mas mesmo assim possui uma bicicleta de 4 mil reais.
      Eu aprovo veemente a atitude da Sony. Se é possível lucrar com menos, pra quê fazer mais? Se existe otário pra ir lá em comprar a porcaria do videogame nos seis primeiros meses de lançamento, pra que vender barato? Se até o pobre passa fome para comprar um jogo de R$130,00 pra que baixar o preço?
      Os brasileiros têm que saber comprar. Tem que saber esperar. Esperar a hora certa, o preço cair; esperar as multinacionais perceberem que a demanda está baixa e fazer o incentivo. Eu até hoje ainda tenho o PlayStation 2 (apesar de ter um PC que roda jogo de PS3) e só comprarei o PS3 quando eu ver que valha a pena, que estará pelo menos 1/4 do seu valor de lançamento. Creio que se todos fizéssemos isso, poderíamos conseguir preços justos.

      • Andre disse:

        Perfeito. A melhor arma contra o aumento de preços é baixar a procura.
        Ricos e riquíssimos existem em qualquer país, e nesses países o preço do produto não é determinado por eles.
        O problema é que no Brasil, tem os X% que pagam um preço que não poderiam pagar. Estão dizendo assim para a Sony : cobre isso mesmo, a gente paga!

    • mauricio disse:

      muito bom o texto, mas no final das contas eu fique com saudade do tenis chinesinho (que nunca tive), branco com estrela verde…

  64. Marcos Ian disse:

    Mas existe um lobby muito forte das industrias de games que estão cada vez mais fortes no mundo e no Brasil, eu queria saber muito do bilhao juntado pela rockstar o quanto foi do Brasil de venda de Jogos, se elitizar o console os games são consumidos em menor quantidade, como a própria sony lucra com jogos seria algo complicado, e nao estou dizendo que a culpa é da tributação, a galera aqui quer ganhar grana mesmo.

  65. Helder Henroqie disse:

    Ninguém vai comprar um video game assim que ele lança e sabe porque?

    Porque ainda não tem jogos legais para eles. Todos os jogos que vão sair para o PS4 tem uma versão para PS3 COM GRÁFICOS ALTAMENTE SEMELHANTES.

  66. Sandra Moscovich disse:

    Eu entendo que o PS4 não é um item essencial de consumo. Desta forma, a compra dele é eletiva – cabe ao consumidor decidir se dará à empresa esta margem de lucro ou não. Da mesma forma, uma manicure define se cobra $ 15,00 para fazer a mão de uma cliente ou R$ 70,00 – caberá à cliente decidir se aceita o preço ou não. A pirataria, por sinal, é a resposta do mercado, ainda que por vias tortas, a altos preços de games, por exemplo. O cliente é o melhor regulador do preço, é isto que o consumidor brasileiro não se dá conta – espera sempre que o governo faça alguma coisa. Só falta agora a Dilma criar um comitê para dizer que estão de olho no preço dos consoles e games!

  67. andre disse:

    Comerciante não paga 60% de imposto de importação. É muito menos.

  68. Uma coisa eu nao concordo na tua analise, quem compra estes video games de 4 mil é o rico sim, mas nao é a maioria e sim as pessoas que tem condiçoes de fazer emprestimos ou parcelar o valor em 24x por exemplo. O brasileiro ja se acustumou a pagar caro, por isso vou trazer o meu dos EUA. Um exemplo, comprei um notebook gamer da asus que na epoca aqui estavam cobrando 7 mil reais, e adivinha quanto que paguei nos EUA? Por volta de 2.900. Ou seja, paguei as passagens e passei, conheci outro pais, aproveitei as ferias, e voltei com o note, com o mesmo preco que eu so pagaria o note aqui. Brasil, o pais dos trouxas…

  69. Capitalista Selvagem disse:

    Eu vou comprar!

    • Vai lá comprar mesmo, trouxa· Eles te vendem um produto 4 vezes o valor, e você depois ainda sai achando que tem poder e status só porque pagou muito mais o valor real· Depois quando você se vira e sai da loja, eles riem e debocham da sua cara do quanto você é idiota, imbecil, extorquível e manipulável (;

    • azrael disse:

      Gado consumista e elitista.

      • Skooter disse:

        Acho engraçado como esquerdistas ficam bravos quando ricos consomem. É muita burrice! Você já viu que a carga tributária do produto é extremamente alta, não deveria mas é. Quando alguém compra, é o governo do seu país que está recebendo uma bolada de dinheiro que pode ser investido em melhorias nos serviços que VOCÊ usa. Se as pessoas tem muito dinheiro, o ideal para o restante da população é que elas gastem bastante, o máximo possível, pois quanto mais elas gastam mais impostos são gerados, além de circular o dinheiro, gerar empregos, etc.
        Precisa ser muito ignorante pra preferir que quem tem muito dinheiro economize, acumule e vá gastar no exterior, pois isso não te ajuda em nada.

  70. Texto excelente e bastante esclarecedor.

  71. Ramon disse:

    Existe uma questão mercadológica importante que não foi mencionada na postagem e na grande maioria dos comentários (não li todos). O console PS3 está com as vendas em alta. Os jogos nunca venderam tanto. A base de jogadores está está na ascendente. Talvez a Sony tenha pensado que é possível prorrogar a vida do PS3 no Brasil, aumentando, de fato, o preço do PS4.
    Se a coisa apertar, eles baixarão o preço pra não dar espaço ao XBOX One. Porém com a atual imagem de cada um dos consoles, será difícil fazer os donos de PS3 abondonarem o console por um XBOX One. Se o fizerem, será pelo PS4.

    • Luiz disse:

      Muito interessante a análise do Leonardo, e também a opinião dos leitores aqui, especialmente do Ramon, que coloca um questão de mercado importante: a Sony Brasil fez um investimento recente aqui para produzir o PS3 no Brasil, barateando o console, e agora penso que deseja amortizar (e lucrar, óbvio) o valor vendendo ainda por um bom tempo o PS3 e seus jogos por aqui. Dai se vendesse o PS4 por cerca de R$ 2.000,00 poderia desestimular potenciais compradores do PS3, que aceitariam pagar um pouco mais pelo novo console.
      Também acho que não só no Brasil, mas no mundo todo, as classes sociais se diferenciam pelo consumo. Este não é um defeito dos brasileiros, mas do ser humano, vide os japoneses de classe média conhecidos compradores de produtos de luxo mundo afora.
      No geral, entretanto, concordo com o Leonardo: como temos uma imensa desigualdade de renda, nossa verdadeira classe média, aqui chamada de classe C, não tem renda para ter acesso a vários produtos voltados para a classe média dos países desenvolvidos. Smartphones, video-games, tablets, e não só eletrônicos, mas relógios, bicicletas, e outros itens produzidos para a classe média européia, americana e japonesa, não são acessíveis para o grosso da população brasileira (as classes com renda média). Então, quando as filias dessas empresas multinacionais pensam sua estratégia de vendas aqui, sabem que direcionam este produto para a classe A, um público restrito, que não permite um ganho de escala nem longe daqueles obtidos nos países desenvolvidos.
      Some-se neste bolo, não só o custo Brasil, mas a política industrial brasileira, que boa ou não, estimula a internalização de parte da cadeia de produção (nem que seja só a montagem), mediante a cobrança de impostos altíssimos daqueles produtos 100% importados. Neste quesito, vale lembrar que o custo de importação de um produto não é aquele que temos quando declaramos bens comprados no exterior nos aeroportos (50% do que ultrapassar U$ 500,00), mas bem maior, após incidência de todos os impostos antes da venda (II, PIS/COFINS, ICMS, IPI).
      A baixa escala de vendas e a política industrial brasileira, penso, são então os principais fatores do encarecimento dos produtos aqui. A baixa escala diferencia nos preços dos países desenvolvidos, já que lá a Sony pode subsidiar o console e ganhar no licenciamento de jogos. Nossa política industrial, que é implantada por meio de altos impostos, nos diferencia dos demais países (América Latina, principalmente), já que estes países abriram mão de ter uma indústria diversificada, enquanto nós insistimos que para as empresas poderem competir aqui, devem transferir parte da cadeia produtiva para cá. Esta é uma faca de dois gumes, gera maiores custos, e consequentemente maiores preços para o consumidor, mas atrai empregos para cá.

  72. Gérson Oliveira disse:

    O autor desconsidera um fato importante sobre os hábitos de consumo das classes mais altas no Brasil. Produtos top de linha, diferenciados e de inovação tecnológica não são comprados no Brasil, mas no exterior, já que estas famílias tem o hábito de passarem férias e fazerem compras desses itens – e outros, como enxovais, roupas etc. – fora do Brasil, o que é mais barato.

  73. Thiago disse:

    SImples!Sempre tem os idiotas que sempre querem ser o primeiro a comprar.Então,que pague o preço que eles pedem.

    • não são os idiotas, são os ricos…!

      • Mario Augusto disse:

        E dai ? Você acha mesmo que mesmo uma pessoa sendo rica pagando uma quantia de 4mil reais em um video game (preço de uma moto) ela não é idiota ? SIM ELA É IDIOTA AINDA MAIS. Pensamento burro este seu.

        • Roger Habitzreiter disse:

          Velho.. uma pessoa que é rica.. não é rica a toa..
          as pessoas ricas.. dao valor ao seu dinheiro também, é besteira pensar que eles comprarao no Brasil. O que eles farão vai ser viajar até nosso vizinho rico e comprar lá, e ai as pessoas com menos poder aquisitivo vão invejar ou nao vao querer viajar até lá para comprar mais barato e comprarao da sony aqui no Brasil..

          O nosso grande problema nao são as pessoas ricas.. mas sim o consumismo que possui todo nosso publico brasileiro e de demais países.. ou voces acham que é necessario trocar de console a cada 1 ou 2 anos..?? de celular.. de carro..
          aproveitem e troquem de vida.. pq nao é assim que eu acho q deveria ser..

          aproveitar as coisas simpes da vida deveriam ser mais importantes do que brigar por um videogame. Eu vejo essa discussao como criancas pequenas brigando pra ver quem é a vez de jogar.. e adivinhem.. é a vez do dono do play jogar, ele que manda, depois vem seu melhor amigo(quem tiver condicoes de comprar) e depois vai o joaozinho(todo o resto).. quando eles deveriam estar todos brincando na rua de esconde esconde, pega pega, batendo uma bola ou coisa assim

          esse é o meu modo de ver a vida, apenas uma opinião, mas pensem a respeito

        • Skywalker disse:

          Quer dizer que só rico compra produtos absurdamente caros no Brasil? Quanta ingenuidade! Como alguém comentou, o rico compra lá fora. Quem compra por aqui é a classe C do PT, parcelado em 36x ‘sem juros’. A filha da minha diarista, por exemplo, tem iphone, ipod e usa roupa de marca. A culpa dos preços altos não pode ser creditada a um único fator: a desigualdade. Vocês realmente acreditam que se não houvesse desigualdade o preço seria mais baixo? Se com apenas 1% da população tendo real condição de comprar o produto, o preço chega a R$ 4.000,00, o que aconteceria se 50% da população tivesse renda para comprá-lo?
          Custo Brasil, alta carga tributária, infraestrutura precária contribuem para os preços altos. Mas, no fundo, o que faz os preços dispararem é o fato de brasileiros estarem dispostos a pagar o que for para adquirir esses bens. Se todos (ricos e pobres) se recusassem a pagar esses preços abusivos, aposto que eles cairiam rapidamente.

      • São idiotas ricos, idiotas pobres não conseguem comprar mesmo querendo

        • Gobette disse:

          Idiotas pobres não conseguem comprar nem se quiserem.
          Geralmente (leia-se: geralmente) quem é rico não é idiota nesse sentido. Sendo assim, não compram aqui.
          É muito mais provável que sejam os idiotas classe média.

      • azrael disse:

        Não, são os que gostam de ostentar, são vazios por dentros, sem conteúdo, então compensam com ansiedade e consumismo.

    • pessoal ficou 2 dias na fila pra comprar o iphone 5s. sempre tem idiota pra tudo.

  74. Robbie Fowler disse:

    Retificando, NCM 9504.50.00

  75. Robbie Fowler disse:

    Está tudo errado, quem escreveu isto não tem a MENOR NOÇÃO de como funciona a importação de um produto. O produto sofre tarifação não só do II – Imposto de Importação mas também do IPI, imposto sobre produtos industrializados, que no caso dos videogames é de CINQUENTA POR CENTO (isto mesmo – 50%. Consulte a tabela TIPI para o NCM 9504.50.50 e descubra por que). Além dos tradicionais PIS e COFINS, que somam 9,25% sobre o valor da venda. Isto só de impostos FEDERAIS: Ainda há o ICMS por substituição tributária, que conforme o estado, representa incremento de até 23% sobre o valor do produto. Então vamos calcular direito isto: US$ 400 console + US$ 30 frete * R$ 2,20 câmbio + 60% II + 50% IPI + 1,65% PIS + 7,6% COFINS + 23% ICMS-ST = R$ 3.054,40 de CUSTO. Isto sem qualquer lucro adicionado ao produto! Agora parem de chorar e tratem é de VOTAR MELHOR nas próximas eleições se quiserem algum dia modificar este panorama!

    • Gostaria que você por favor, fizesse esse calculo também com o XBOX.

    • Fabio Lucio Ribeiro disse:

      O que o Guilherme Maciel Ferreira disse está certo,
      se essa conta deu a margem de R$ 3.054,40, como nos outros países ainda sim continuariam muito mais barato?
      Sim, “Votaremos melhor”
      Infelizmente a massa alienada ainda é maior os que não são.
      E acredito aqueles que estão aqui, discutindo sobre a tal Injustiça. votaram em quem?
      Sempre ceram eleitos aqueles populistas de merda, que a massa alienada é maior

      :c

    • Rob Almeida. disse:

      Queridão,NCM NÃO É IMPOSTO.

      NCM é “NOMENCLATURA COMUM DO MERCOSUL” para tributação adotado para o comercio entre os países do Mercosul desde – o que, a menos que esse produto seja fabricado por aqui pela vizinhança, não é o caso (o que é uma outra grade tributária dependendo dos acordos comerciais entre os países). Não viaje.

      Frete?! Então não é vendido no Brasil, amigão. Você está comprando fora. Para uma importadora os custos de envio e armazenamento são diluídos na remessa (vale lembrar que um container de 40 PÉS (e 270 REAIS) cabe playstation “pra caraleo”.

      PIS e COFINS não deveriam ser repassado ao consumidor. Agradeça ao STJ que saiu dando ganho de causa para as Concessionárias de Energia, Telefonia e fábricas automotivas em ações a respeito do assunto ao longo de 2011.

    • Guilherme disse:

      Caro Robbie Fowler,

      Achei seus calculos muito mais precisos do que o criador do tópico, parabéns. Porém eu diria que o preço que você obteve no fim, R$ 3.054,40, seria o preço ja com os lucros embutidos, umas vez que os $400,00 é o preço encontrado nas lojas americanas (ou seja, ja lucrando). Não concorda?

      O Brasil tem muito imposto mesmo, mas as empresas claramente aumentam a margem de lucro delas no nosso país, pois sabem que funciona muito bem.

    • Raphael disse:

      Robbie, na verdade o valor original de US$400 já inclui a margem de lucro. E realmente, se você fizer este mesmo cálculo para o X-Box One, verá que o valor ficará maior do que o preço praticado pela Microsoft, ou seja, não condiz com a realidade. O cálculo da importação dá um valor menor que o mencionado por você, algo por volta de R$2.300, com o lucro já embutido. Ou seja, ainda sobram R$1.700. Ingenuidade é achar que este panorama é culpa apenas do nosso sistema tributário.

    • Pedro Luiz disse:

      Tem um pequeno erro aí, não se paga 60% de II nesse caso, o correto é:
      Alíquota Imposto de importação: 20%
      Alíquota IPI: 50%
      Alíquota PIS: 1,65%
      Alíquota Cofins: 7,60%
      ICMS (São Paulo): 25%

      Esses dados são referentes a NCM 9504.50.50.
      Se você aplicar essa tributação vai chegar no máximo a R$2000,00, acho que o que você fez ali manipulando os dados foi covardia, e de uma baixeza intelectual lastimável.
      Concordo que os impostos são altos, mas querer justificar o preço alto do console apenas por isso é muita inocência.

    • Marcio disse:

      Como questionou a Tainá, explique-nos, com cálculos, o preço do XBOX, que nos EUA custa mais caro que o Play Station.

    • Agie disse:

      US$ 400 já está com o lucro embutido, ou eles vendem nos EUA sem lucro nenhum?! Mas segundo seu cálculo ir de 3.054,40 para 4.000 eles terão mais lucro que em outros lugares. Essa diferença é mais que um salário mínimo! E você concorda?!

    • matheus disse:

      http://g1.globo.com/tecnologia/games/noticia/2013/10/compare-o-preco-do-playstation-4-no-brasil-e-no-mundo.html

      Sua conta está errada meu caro. Além dela não corresponder aos valores verdadeiros dos impostos, vc nem ao menos considerou a contradição de que o X-Box nos EUA é 100 dólares mais caro do que o PS4 e, aqui no brasil, ele é quase 2000 reais mais barato. Os impostos tem culpa, mas a principal razão do preço absurdo no caso do ps4 é outra. Existe sim uma discriminação de preços feita pela sony específica pro mercado brasileiro.

    • Dodô disse:

      Nos US$ 400 (preço de venda nos EUA), o lucro já está embutido. Portanto, acredito que seu ótimo cálculo ficaria melhor finalizado com: R$ 3.054,40 de VALOR DE VENDA JUSTO. Ainda sobram quase R$ 1 mil para a desigualdade e o fetiche da mercadoria.

    • Izaque lopes disse:

      Muito bom Robbie, muito bem explicado, parabéns 😀

    • Robbie disse:

      Mas você está esquecendo que U$400,00 vendidos nos EUA já está embutido o lucro, e ainda sim lucrar quase R$ 1.000,00 num país em desenvolvimento como o Brasil é abusivo, eles não lucram este valor nos EUA.

    • Larissa disse:

      Esse cálculo está errado, não? Ainda que tenham todos esses impostos, a porcentagem incide em cima do valor do produto. Assim:
      US$ 400 + US$ 30 (frete) = US$ 430,00 = R$ 946,00 (câmbio que vc usou, a R$ 2,20 o dólar).

      60% II = R$ 567,60
      50% IPI = R$ 473,00
      1,65% PIS = R$ 15,61
      7,6% COFINS = R$ 71,90
      23% ICMS-ST = R$ 217,58
      Total: 946 + 567,60 + 473 + 15.61+ 71.90 + 217.58
      Total: R$ 2.291,69
      e não RS 3054,40! quase 800 reais a menos da sua conta. Ou seja, se vc estiver certo nos impostos, ainda assim há um lucro de mais de R$ 1700,00 por console.

    • Política de Estado disse:

      Perfeito! O senhor Leonardo deveria primeiro realizar uma avaliação tributária da importação, como bem o fez Robbie Flower. Lembrando, por óbvio, que a carga tributária é imposta em toda a cadeia produtiva nacional ou de produtos importados, pelas decisões de governo. A maioria dos tributos incidentes no produto objeto da reflexão são de origem e competência Federal. Recaindo aos estados apenas o ICMS.
      Lembro ainda que o IPI e o ICMS são incidentes tanto no ato do desembaraço aduaneiro, como na saída do produto. Ou seja, tributos federais incidem na entrada e na saída do produto. São ainda tributados a renda e o lucro das empresas, nesse caso da empresa importadora, com a incidência PIS, COFINS, IRPJ e CSLL. Também a empresa importadora deve arcar com os custos do desembaraço aduaneiro, serviço próprio ou contratado de terceiros. Nesse caso há ainda toda a carga tributária incidente à prestação de serviços. Também, os salários de todos os colaboradores de todas as empresas que compõem a cadeia de importação, distribuição, transporte, armazenagem e comercialização. Lembro que, grosso modo, um funcionário custa aos cofres da empresa que o emprega, aproximadamente o dobro do que ganha de salário bruto.
      Muitos outros argumentos poderiam ser levantados e comentados, mas, o principal, é apresentar que essa visão míope e obtusa tem, ao que me parece, o fulcro de apenas propagandear uma ideologia que pode ser boa ou não, o que absolutamente não vem ao caso.
      Eu mesmo acho um absurdo o valor de comercialização do produto e eu mesmo não o adquirirei.
      O importante é que todos compreendam que não são ideologias políticas que melhorarão o Brasil. Não são políticas de governo que melhorarão nosso dia-a-dia. As políticas de Estado é que poderiam ajudar o nosso país a crescer de forma sustentada, com o acesso a todos a habitação, conforto, tecnologia, diversão, etc.

    • Rafa disse:

      Bom, em algumas coisas você tá certo temos carga tributária demais e devemos realmente votar melhor. Agora, procurando saber sobre as coisas eu vi a reportagem de um economista, que eu acredito que tenha uma credibilidade, em que ele fala que é o lucro Brasil que fez o PS4 custar tanto. Não é tudo o que o senhor mencionou, enfim aqui a reportagem http://tinyurl.com/l3romjg . Acho que economistas e consultores entendem um pouco melhor, e concordo que temos que exonerar alguns tributos, porque é ruim para economia em geral…

    • rafael rosa disse:

      U$400,00 é o preço final de venda nos EUA ! já esta incluído o lucro !

    • Luis Fernando disse:

      É isso mesmo. O texto foi escrito por alguém que importa coisinhas de internet e recolhe apenas o II quando a receita apreende o material.
      Para começar a corrigir a conversa o frete tem que ser somado ao valor do produto antes de aplicar qualquer tarifa tributária, o que já dá uma diferença considerável…
      Vamos falar que vc quer importar por FEDEX, UPS ou DHL… Você não vai embarcar este material sem seguro, correto? Então o seu frete será de aproximadamente US$200,00 (por exemplo).
      Soma-se este frete ao valor da mercadoria e aí desce o cacete com toda a carga tributária que nosso amigo Robbie descreveu…
      Quem está pensando em comprar pelo internet, aí vai minha dica: compre uma passagem na promoção e vá para Miami buscar o seu…
      Muito mais proveitoso e barato.

      • Vahmp Rarius disse:

        Não meu caro, vc esta errado em um ponto… Quando uma companhia como a Sony manda mercadoria para cada, não manda individualmente. Manda em containers, já com seguro para a própria mercadoria.
        Vc esta falando de um individo comprar pela net ,e aqui estão falando da Sony vender, direto para as lojas e as lojas venderem para o publico.

    • fabio disse:

      mas se colocarmos todos esses impostos dará $ 1010 pois os impostos são referente ao preço do produto e transporte e não taxado em cima de taxa, e outro ponto nesse valor do ps4 $400 já esta incluso o ganho da loja e fabrica

    • Rodrigo disse:

      como disseram, o Xbox tb vai ser importado e nos US ele é $100 MAIS CARO. Não acredito que a MS tá tomando prejuízo no preço de venda aqui. E esses $400 que o PS4 custa lá fora já tem o lucro da Sony e o lucro da loja embutido. Então mesmo com a sua conta a Sony BR ta lucrando 1mil reais além do que já lucra vendendo la fora.

  76. Explica então como ele custa mais barato na Índia e na China, países com maior desigualdade social. Ou países da América central, bem menos populosos e com mesmo padrão de desigualdade. E explica na África, na Ásia, etc.

    Quando um infeliz cita Marx, ele SEMPRE vai querer culpar a “burgusia” e os “capitalistas”. Fica bitolado em conceitos econômicos arcaicos de 100 anos atrás.

    Bom mesmo são as empresas estatais né? Conta pra mim o quão barato é o combustível da Petrobrás no Brasil.

    • Rob Almeida. disse:

      Você citou exemplos de países com populações pelo menos 5 VEZES maior que o Brasil. Essa é a dica. O raciocínio está a partir do 12º parágrafo. Taí sua resposta.

    • Derek Wildstar. disse:

      Custa mais barato na Índia e na China? Talvez o “MADE IN CHINA”, “MADE IN TAIWAN”, “MADE IN INDIA”, debaixo dos periféricos do seu computador lhe dêm uma dica.

    • Guilherme disse:

      FYI
      África do Sul, Paraguai, Colômbia, Haiti, Bolívia, Botsuana, República Centro-Africana Serra Leoa, Lesoto, Namíbia.
      Somente esses países são mais desiguais que o Brasil.

      Sem contar que o petróleo da Petro é bruto, e não refinado. Não temos autonomia no petróleo refinado. Não vou me alongar na história do Brasil ou sobre a economia de nosso país ou do mundo.

      Quando burguês vem falar sem estudar dá nisso, fala muito besteira.

      Não concordo com tudo que está escrito nesse artigo, mas está bom, explica bastante coisa já.

    • Ele não colocou a culpa só na desigualdade social, ele também colocou a culpa no “Fetiche da mercadoria”, que é um conceito criado por Karl Marx no seu famoso livro em que ele estudo o capital, chamado “O Capital”. Este livro, apesar de ser de Marx, não é nenhuma pregação contra a burguesia, ou uma apologia a revolução proletária, é apenas um ESTUDO do capital.
      Na matéria o rapaz não culpou a burguesia, não pediu estatização de nada, não pediu a revolução proletária. Ele apenas usou o conceito “Fetiche da mercadoria”. Você sabe o que é? Você entendeu o que o texto diz?

    • Vahmp Rarius disse:

      Não vou responder tudo, pois em muito concordo, mas ele esta certo em uma coisa.

      Sony almenta o preço aqui por cada unidade, isso em trono jera mais lucros = menos unidades. Na India e China… mais unidades = menos lugro em cada unidade.
      Culpa do povo que quer pq quer, e não quer saber por quanto.

  77. oalvinegro disse:

    não faz tanto sentido essa conta se pensar que quanto mais videogames vendidos mais jogos seriam vendidos e isso aumentaria o lucro

  78. Esse povo acusando o post de esquerdopata já está em irritando.
    Quanta burrice!!!
    Vamos recapitular:
    Os impostos são absurdos
    A margem de lucro é absurda
    Você é um grande idiota

    Quem é culpado, o governo, ou a sony?

    Nenhum dos 2, mas você que compra o produto.

    Discordo do post apenas no seguinte:
    Não são somente os ricos que fazem valer o preço, é pq eles sabem, que os mais pobres também vão comprar parcelando em milhões de vezes, por causa do fetiche e tudo mais.
    Se somente os ricos comprassem ainda seria um prejuízo, mas vivemos num país em que pessoas possuem carro zero, e geladeira vazia.

    • Os EUA possuem uma economia liberal, mas lá a livre concorrência funciona, pois o povo não é idiota, e tem noção de que o próprio consumidor regula o mercado, tendo noção da margem de lucro.
      Não se trata de esquerdismo, é apenas a realidade do mercado.
      Não adianta nada viver num mundo capitalista, entubando a culpa de tudo no nosso governo pseudo esquerdista, é de uma ingenuidade sem fim.
      Capitalismo é maravilhoso sim, mas defender isso não significa que você precise ser idiota.

      • Skooter disse:

        Concordo com você, no Brasil a livre concorrência não funciona porque o povo é idiota. Porque o povo é idiota de continuar votando nos mesmos partidos de esquerda que tributam absurdamente todo bem de consumo. Não tem como comparar a livre concorrência de lá com a daqui. A carga tributária lá é muito menor e eles não são protecionistas com produtos que não produzem.

    • Skooter disse:

      Comprar um Playstation 4 é opcional, a Sony que cobre quanto quiser.
      Mas pagar impostos não é opcional. Você pode até não querer pagar no consumo, mas vai pagar direto na fonte. Ou vai ficar sem trabalhar também para não dar dinheiro pro governo?

  79. Como eu gostaria que ninguém comprasse o PS4… mas infelizmente tem esses ricos que se acham mais espertos e vão comprar.

    • Skooter disse:

      Parabéns, você mordeu a isca. Isso é o que a esquerda faz de melhor. Criar guerras de classes. Ricos versus Pobres. Pretos versus Brancos. Heterossexuais versus Homossexuais. E assim por diante…

      Sempre foi estratégia da esquerda criar problemas que não existiam e se apresentarem como solução. Mais governo para solucionar o problema que na verdade é o próprio governo.

      • Larissa disse:

        Quais são os problemas que não existiam e que a esquerda criou?

        • Alex disse:

          Essa é fácil! Um Estado super inchado que precisa de impostos cada vez mais altos para sustentar os inúmeros cargos criados para trocar por apoio político! Nunca se teve tantos ministérios, tantos órgãos e postos públicos para trocarem por favor usando o nosso dinheiro! Se somente isso fosse eliminado, já seria uma melhora muito significativa para a vida de todos.

  80. Horacio Ibrahim disse:

    Ótimo post. Pura verdade. Será sempre assim. http://vimeo.com/37347088

  81. Liane disse:

    Pessoas, vamos comprar o Xbox One!!! 🙂

    • Matheus disse:

      Não filha. A porra do XONE não ficou justo/acessível/barato/válido (chame como quiser) de comprar só pq o PS4 é absurdamente caro. Você ainda está raciocinando na lógica apocalíptica do status segregador brasileiro.

  82. Fernando disse:

    A velha mania de colocar a culpa de tudo nos ricos do Brasil(Os politicos tem culpa) e cachorrinho do governo que tão ganhando bolsa familia, cartão com 5 mil pra gastar a vontade e que vendem seus votos a essa quadrilha. A Sony tem menos culpa nisso. Principal responsável esse governo fajuto que fica dando dinheiro pros eleitores ao invés de dar trabalho para que a economia no país cresça e ai todos tenham condições iguais

    • Não é por a culpa nos ricos. É dizer que a sony poe esse preço porque ela sabem que eles vão comprar. Historicamente, a elite e o governo são um só. Afinal, o que a elite quer, consegue. Então não faz muito sentido por a culpa APENAS no governo.

    • otario disse:

      OAIHAOIHOIR 5 mil. Cala a boca seu playboy de merda defensor de empresa exploradora. Bolsa família não chega nem a um salário mínimo (que hoje está 678 reais, mas você que eh playboy nem deve saber o que eh isso neh?). 5 mil haha soh pra rir, neguin de apartamento não sabe nada de nada e ainda quer falar alguma coisa

    • enjambracao disse:

      Não tomando dores do governo, mas já tomando

      O último balanço do governo apontou q 0,5% do PIB do Brasil são destinados a projetos sociais “0,5%”. Na aberta e capitalizada economia americana de governo nulo, projetos sociais recebem 1% do PIB e União Europeia cerca de 2% em média são destinados a programas assistencialistas. Nunca tivemos índices tão baixos de desemprego no país. Ainda sobre projetos sociais, a Bolsa Família, q pelo jeito vc não precisa, ainda bem, é de menos de 700 reais. Esses 5mil reais citados dizem referência a outro programa, complementar ao Minha Casa Minha Vida, esses 5mil reais são uma espécie de crédito para compra de eletrodomésticos e móveis, veja bem, crédito, o usuário, ou beneficiário deve pagar mensalmente, com qualquer cartão de crédito.

      Quanto ao texto há um q de exagero e algum problemas nas contas, realmente a margem de lucro da Sony tá muito grande, mas sim a carga tributária come um bom bocado disso. Mais uma coisa o Xbox One saiu tão mais barato pq a Microsoft adotou uma prática no Brasil, comum ao q é adotado nos EUA, vender o console com uma margem de prejuízo para conseguir lucro com a venda de jogos. O caso da Sony se deve ao fraco desempenho do seu console PS3, acredite o XBOX360 tem cerca de 80% do share de mercado dessa geração no BR, assim, tendo prejuízos no Brasil (e não só aqui, para se ter uma ideia a Sony só conseguiu lucro com o PS3 em 2012, sete anos depois de seu lançamento, ouve um boato q o PS4 nem seria lançado) a empresa asiática resolveu não aplicar a tática ante citada, buscando o lucro na venda do console para compensar o seu antecessor.

      Desculpa me alongar, mas levar a vida tentando apontar certos e errados, vilões e mocinhos é muita gameficação da vida, sério ninguém é mocinho, ninguém é vilão, todos tem o seus motivos e sua parcela de culpa pra tudo o que acontece, é um pensamento meio de Kharma, mas é um fato.

    • Barba disse:

      Mas é um coxinha mesmo!

  83. bruno antunes disse:

    Eu não colocaria na conta de quem compraria por 4 mil somente essa elite aí que é tanto esculachada nos comentários de posts como estes. Tem muita gente que vai fazer empréstimo, usar o dinheiro que não tem, dividir em 36x e pagar o preço de 2 consoles, e quem sabe até cometer algum ato ilícito só para poder ter os 4mil reais. Não culpem só a elite no tocante a Brasileiro “gostar” de pagar mais caro, sério, tem muita gente que limpa a bunda com dinheiro e vai se recusar a pagar 4mil reais por isso, enquanto outras que não tem esse dinheiro fará o possível e o impossível para tê-lo.

    • Mas então, é exatamente isso que o post falou, os ricos compram… Em seguida os menos ricos (mas ainda não pobres, não vamos esquecer como está distribuída a renda no brasil) vão comprar em seguida parcelando em tantas vezes, para poder atingir o status do produto. É a memsa massa que anda de carro ZERO q paga o carro a vida inteira, um carro fabricado aqui, que custa metade do preço na argentina.
      É O FETICHE DO CONSUMO

      • bruno antunes disse:

        É “fetiche da mercadoria” (não do consumo), mas sim, realmente o post fala no final, referindo-se a Karl Marx, mas o próprio título do post, assim como nas comparações feitas sobre desigualdade de renda e assim também como nos muitos outros dados já inseridos nos comentários por aqui, enfatizam esse poder de compra da “elite”, dando a entender que pelo fato do Brasil ter tamanha desigualdade é que chegamos a pagar esses 4mil nesse console (ao menos no lançamento), o que eu defendo como mera opinião (leiga, com certeza, pois nunca estudei isso), é que mesmo aqueles que não tem esses 4mil abrem mão do dinheiro que não tem para ter esse objeto de consumo…e não somente aqueles ,0,1% da população que detém sei lá quantos % da renda em nosso país (e é claro que esses 0,1, se quiserem vão comprar o que quiserem), e não vou entrar nos detalhes técnicos de microeconomia já apontados, minha crítica se resume a um ponto específico, que é esse fetiche que Marx parece ter refletido a 150 anos.

  84. Silvio de paula disse:

    O autor do texto desconhece os conceitos de microeconomia, “Excedente do consumidor” e “Discriminação de preço intertemporal” O Excedente do consumidor: representa a diferença entre o preço que o consumidor está disposto a pagar e o preço de venda. Ou seja, a empresa precisa identificar e usufruir todas as oportunidades cuja demanda representar um retorno positivo.
    A Discriminação de preço intertemporal: Ao lançar novos produtos no mercado, a empresa ofertará inicialmente a preços maiores, buscando os consumidores cujo apresso e o imediatismo possibilita essa cobrança. Certo tempo após o lançamento o preço é reduzido, visando capturar os demais consumidores que preferem pagar menos.

    • Léo Rossatto disse:

      Eu acho que se eu inserisse esses conceitos aqui o texto ficaria ainda mais maçante, mas você está certo que são conceitos necessários para explicar a postura da Sony.

      Existe todo um gráfico baseado em pesquisas analisando qual a porcentagem do pessoal que está disposto a pagar R$ 2 mil, R$ 3 mil, R$ 4 mil ou R$ 5 mil reais num console. Fazendo a análise do gráfico, a empresa lança o produto voltada para essa minoria. Aqui no Brasil essa minoria compensa o lançamento a R$ 4 mil, enquanto em outros países ela não compensa esse preço exorbitante no lançamento. Isso é parte do argumento.

      E a diminuição de tempo intertemporal também é um conceito cuidadosamente calculado levando em conta o mesmo tipo de pesquisa feito anteriormente aplicado ao custo de inventário, por exemplo. Ou seja, a empresa maximiza seus lucros colocando os preços em um ponto ótimo do gráfico na variável tempo.

      A questão central é: a estrutura social brasileira e o perfil do consumidor brasileiro acabam favorecendo o lançamento dos produtos aqui a preços exorbitantes, coisa que não ocorre em outros países.

      • Miguel disse:

        Mas vc nao pode distorcer a informacao somente pq a explicacao completa seria muito massante. Essa estrategia eh sempre utilizada pelas empresas e o grande problema do Brasil eh que a oferta nao acompanha a demanda, entao eh gerada cada vez mais inflacao.

    • Henrique disse:

      Pois bem, sua colocação é muito boa, porém, estamos falando de um produto com base instalada, no exemplo acima, o que é melhor: 2000 pessoas comprando jogos ou 400 pessoas comprando jogos? Apesar de pouco tempo depois abaixarem o preço, a base instalada do concorrente direto será maior! Sem contar que grande maioria jogam jogos multiplataformas que terão tanto no PS4 quanto no XBOX ONE. Sendo assim, será de qualquer forma um tiro no pé…

    • Débora disse:

      A premissa principal e a conclusão da sua análise está correta.

      Mas tem dois parágrafos ali no meio que NÃO SÃO essenciais para a a sua conclusão que estão completamente errados (a não ser que você tenha como cânone explicitamente o modelinho economico de equilibrio geral na cabeça, estou assumindo que não é o caso dada a sua utilização de conceitos Marxistas).

      1)”Quem é esse público específico? (…) O que, a rigor, significa que eles consomem 87 vezes mais.” Absolutamente errado de um ponto de vista empírico. As propensões marginais a consumir dos 1% mais ricos é muito inferior dos 10% mais pobres. Teoricamente explicitado em Keynes na Teoria Geral e na obra de Kalecki.

      2) “não se baseia na criação de uma poupança interna ou na qualidade de vida das famílias, mas na noção de consumo.” Conforme já explicitado em 1), a maior proporção da renda dos 1% mais ricos NÃO É majoritariamente gasta em consumo. Obvio que não. Apesar de gastarem muito em termos absolutos a maior proporção de sua renda é sim para poupança. O que não atrapalha em nada a sua argumentação principal sobre o preço do PS4. PELO AMOR DE DEUS não inverta a causalidade: Investimento gera poupança (e não poupança gera investimento!) Sim, os 1% mais ricos geram uma poupança gigantesca. E daí? No Brasil essa poupança é deslocada para a circulação financeira e não produtiva.

      Enfim, só parei para fazer esses dois comentários porque me parece que você não está utilizando como canone de analise o modelo neoclassico de Equilibrio Geral se fosse o caso, suas conclusões sobre o PS4 estão completamente erradas como dezenas de comentários por ai estão tentado (de uma forma cretina) te explicar….

      E é claro que não vou perder meu tempo refutando esses comentários equivocados…deixa eles com as ilusões axiomáticas que eles aprenderam em alguma aulinha de Introdução a Economia por ai….

  85. Glauber disse:

    Tenho condição de pagar 4k no lançamento, mas comigo eles vão se fuder, porque não sou otário, jamais daria o preço de um carro ou 5 prestações do meu AP pra uma empresa mercenária dessa.

  86. Raffael Fraga disse:

    não sei pq a surpresa em 2006 ps3 custava 3’000,00 reais e na época 3 mil reais era mais dinheiro do q hj em dia !!! ilusão achar q ps3 viria por menos de 2 mil reais!!

  87. Isso não por causa de uma parcela “burguesa” seus tontos. Expandam um pouco a ervilha que tem na cabeca de vcs. A Sony gastou dinheiro para fazer isso, pesquisas, pessoas e etc. Ela precisa retirar o investimento e ainda lucrar. Por isso, ela precisa, para valer a pena o trabalho, retirar de volta, digamos X milhoes. Como no Brasil a maioria nao tem dinheiro para comprar, entao ela aumenta o preço para compensar.

    E por que a maioria nao tem dinheiro para comprar?

    Simples, porque aqui, como o autor do site falou, o governo investe em consumo, ao invés de investir em empreendedorismo, que faria aumentar o poder aquisitivo da maioria.

    Mas isto o governo não faz porque soaria como ajudar ricos, quando na verdade significa ajudar quem quer trabalhar por conta própria

    • hahahahahahahaha amigo, acho que quem tem cabeça de ervilha aqui, é você. Para dizer isso, ou você não tem conhecimento algum do mercado de jogos ou você simplesmente é um babaca.

    • Reggys disse:

      A culpa é sim da “burguesia”, porém não só, a culpa é sua Adalberto, a culpa é de todos que leem esta matéria. Sabendo dos abusos, que são cometidos aqui com relação a produtos internacionais e nacionais, mesmo assim se compra estes produtos, quando se deveria cortar determinado produto de determinada empresa. O mercado capitalista tem uma lógica bem simples chamada “Lei da oferta e da procura”, quando algo é ofertado os preços são baixos porque querem vender algo que não está se vendendo muito, no entanto quando há procura em demasia então a empresa coloca a margem de lucro bem alta, pois quer ganhar com ela, e muito. Achei um pouco ofensivo você dizer para expandirmos nossas “ervilhas”, em contrapartida, eu só direi para você abrir seu olho, porque o cabresto está bem posto pela sua articulação no texto acima.

    • kkkkkkkkkkkkk, ainda começa o post ofendendo todo mundo.
      Acho graça

  88. Faublas Silva disse:

    Totalmente errônea a colocação de que o RICO é que compra.Rico viaja pro exterior e compra lá.Quem compra é a cambada de pobre que tem crédito fácil e parcela em 200 vezes “sem juros”.A falácia se encontra nisso!!!

  89. Pingback: Como a desigualdade social explica o PlayStation 4 vendido a R$ 4 mil

  90. Pingback: PS4 a R$ 4.000... Quem pode ?

  91. Eduardo disse:

    Olha a minha opinião, tudo isso escrito ai sobre a Sony querer ganhar estaria certo, se e somente se as condições abaixo não fossem verdadeiras:
    Se a Sony não tivesse um concorrente no pais vendendo pela metade do preço o produto;
    Se não fosse possível adquirir o produto pelo valor de US$400,00 + impostos de outras formas
    E ainda assim com esse valor ela teria sim esse lucro de forma mais rápida, mas será que dessa forma ela atingiria o maior lucro possível?
    Pense o que é melhor:
    400 Consoles / Milhão é melhor que vendendo 500mil de consoles
    2000 Consoles / Milhão vendendo que venderia mais de 5Milhões de console?

    • Concordo plenamente. Tem mais coisa aí. E este post é totalmente de esquerda/comuna. Jájá vão sugerir o Bolsa PS4.

      • Marcelo Gontijo disse:

        Se esquerdopatas entendessem o mínimo de economia, não seriam esquerdopatas. Só brasileiro mesmo pra achar que não merece o que quiser, e que não pode querer o que desejar de forma justa e honesta. Bora virar camponês de novo! Brasileiro merecia era um país pior, povo ignorante e burro.

    • Alem da clara concorrência. O autor mostrou que não entende absolutamente nada do mercado de Jogos Digitais.

      Seja Playstation 4, Xbox One ou Wii U, em grande parte do mundo eles estão doando consoles, mas como assim doando ?

      Doando, porque o preço de venda é inferior ao preço final de custo para a empresa. Mas como eles ganham dinheiro ?

      Cerca de 20% do preço final de jogo é de Royalties para a empresa que desenvolveu o Console, vender 400 consoles em vez de 2000 mil é prejudicial a ela mesma. Ela poderá ter lucro na venda do console mas perderá o lucro sobre o jogo, que é o que mantem esse mercado.

  92. Paulo disse:

    se as lojas dos EUA estão vendendo por 400, tá errado a conta da matéria, pq o Brasil não vai importar das lojas, certo? vai importar de um distribuidor? não. Vai importar direto da Sony, ou seja vai pagar muito, mas muito mais barato e o imposto também. Qdo se faz importação direta o transporte de um treco deste não sai por mais que u$15, mas quem importa uma unidade paga muito mas muito mais caro que um coitainer, então a conta tá errada de novo, o transporte sairá muito, mas muito mais barto que na continha da matéria. O processo em MKT se chama de desnatação, onde os primeiros consumidores pagam mega caro e depois vai caindo o preço. Mesmo assim se vê claramente a tentativa de elitização do produto.

    • gui disse:

      Paulo, acho que vc não entendeu a ideia, que é mostrar, mesmo com a conta “errada”, ou seja, jogando os preços lá em cima de todos os itens que compõem o preço do produto da SOny, que mesmo assim, o preço o qual ela comercializa o produto é demasiado fora da realidade.

    • Cornellà disse:

      Leia direito: “Para começar, é conveniente fazer um cálculo direto, considerando que o valor do console nos EUA já tem embutido em si uma margem razoável de lucro.”

  93. Gustavo Zamboni disse:

    eu só acrescentaria uma coisa … não vai ser corrosão da imagem, vai ser posicionamento no mercado, eles querem ser conhecidos como “produtos caros e de qualidade”. Provavelmente querem uma fatia do que é da apple.

    • Nem a Apple conseguiu ser tão mercenária assim.

      Um Macbook Air de entrada está U$$ 999,00 o mesmo no Brasil está R$ 4100,00.

      Agora não sei, se a Sony achou uma forma de 500 doláres gerarem uma diferença de 100 reais para um produto, ou ela está nos roubando com cara de boa moça pro restante do mundo.

  94. Henrique disse:

    Enquanto houver “bobo” que compre, os preços vão continuar abusivos. Não é à toa que no Brasil Honda Civic e Toyota Corola são considerados carros de luxo. Esse papo de que são “apenas as multinacionais” más e exploradoras é conversa pra boi dormir. Qualquer comerciante de esquina, tem o interesse de obter o maior lucro possível. Se as pessoas deixassem de comprar, seguramente o preço teria de abaixar.

    • Marcelo disse:

      Se as pessoas não fossem tão cegamente consumistas, se dariam conta de que não comprando, diminuiria a procura pelos produtos e essas grandes empresas seriam obrigadas a baixar o preço. Infelizmente essa urgência em querer estar na moda ou ter um produto top pra destacar é um dos fatores que fazem subir os preços.

  95. Marcos disse:

    Texto realmente muito bom!
    Só tem um pequeno erro:
    A Sony não maximiza seu lucro vendendo menos unidades a um preço maior.
    Os consoles são produtos que agregam gastos conforme o tempo, seja com acessórios, jogos, expansões, etc.. Um console vive de jogos, então o faturamento cresce com a compra destes. Supondo um mesmo lucro vendendo mais unidades a um preço menor, gera-se lucros adicionais em maior escala com a venda desses acessórios essenciais para um número maior de consumidores – dado que esses preços são mais ou menos nivelados com os do console anterior, como anunciado.
    O grande problema é: a Sony sabe disso.
    Resta saber, além dos fatores sociais muito bem explicados, o que eles querem com isso.

    • gui disse:

      Mais ou menos como as empresas que fabricam impressoras e vendem as tintas!!
      Aliás, você tem uma impressora em casa?
      Eu tenho 😦

    • Anderson disse:

      Pirataria. A Sony acredita que o Brasil é um mercado de risco. Por isso tentou lucrar o que pode na venda de hardware. Nos EUA e Europa onde o jogo é mais barato não precisa de uma prática tão agressiva.
      Outra razão menos óbvia é forçar o brasileiro a comprar em lojas fora do Brasil. A Sony vem há alguns anos reclamando sobre tributos e sabe que o Brasil ia bater pé firme. Com um preço abusivo muitos consumidores vão optar por importar por conta própria. Veja o inforgráfico do tecmundo.
      Agora minha opinião e sentimento como consumidor. O brasileiro deveria boicotar. Forçar a importação é uma falta de respeito com seu público. A Microsoft trouxe para cá e vai oferecer suporte. Não há qualquer certeza de que o importado será coberto por qualquer garantia no território nacional.

  96. Anderson Luciano disse:

    Com essa grana você viaja pros EUA, curte umas férias, compra o console [contando com as taxas de importação] e ainda sobra uns trocados pra comprar um jogo… Bela estratégia srt,a Sony!

  97. Que Sony malvadona, cobrando 4000 reais pelo ps4. Só compra quem quer, ninguém é obrigado a comprar., logo não há nada de abuso.

  98. Rondinelli disse:

    Se não me engano, você pode processar casos com preços abusivos, mas do jeito que anda a nossa justiça é capaz do juiz decretar que o preço do ps4 suba para 5 mil , uheuheueh

    • Evanildo disse:

      Qual é o tenis que vc usa? Nike, adidas ou cavalo branco (nacional) ?? a questão é somos influenciados e avaliados diária e maciçamente de todos os lados. O problema e sempre muito mais complexo. precisamos mudar primeiro para depois mudar o mundo!!

  99. Guilherme disse:

    Parabéns! Ótimo texto!

  100. sebastiao soares disse:

    Vi agora há pouco no twitter o cara reclamar pq pagou 20,00 por Taxa vômito num point de balada. Há tbém uma cultura de exploração do brasileiro pq sabe q geralmente ele é pacato e n irá reclamar.

  101. Skooter disse:

    Seu cálculo está errado. A alíquota de 60% de imposto de importação só é paga por consumidores finais importando diretamente. Uma empresa que vai importar pra vender paga outros muitos impostos diferentes, cobrados em cascata. E ainda tem mais os impostos sobre a revenda e sobre o transporte. Somando todos eles o valor passa fácil dos 60%.

    • Fabio Nogueira disse:

      Além disso, 60% é só o imposto de importação. Ainda tem de somar 30% de IPI, 18% de icms, mais uns 20 impostos menores. E o imposto de importação não incide sobre o custo de importação do produto e sim sobre o preço arbitrado da receita, a famosa tabela, para evitar sub-faturamento. Tem de considerar que o preço de um produto é cerca de 20% do custo final de venda de qualquer item em um loja de shopping. Eu tive loja de shopping, uma quiosque mínimo que eu tinha de pagar R$ 18.000 por mês de aluguel. Isso não existe em lugar nenhum do mundo. Afora o fiscal que vai te cobrar propina pra não te multar. Multar porque? Ele inventa uma razão qualquer. Fora o seguro. O roubo de carga é tão grande no Brasil que segurar uma mercadoria visada, como consoles, custa entre 6 e 10% do preço final, coisa que também não existe em lugar no mundo. É fácil fazer a conta simplória do bloguista. Vai lá viver a vida real pra ver quanto custa produzir e vender alguma coisa neste país

      • Paulo disse:

        Poizé Fabio. Só que pela tua lógica a Microsoft também deveria cobrar em torno de 3500 o XBox novo. Não é o que acontece. A ganância da Sony e a babaquização do consumidor brasileiro está escancarada só não vê quem não quer

      • Adriano Souza disse:

        O cálculo com essas taxas já foram feitas já…e dá em torno de 1859 reais o preço final, sem o lucro. Ou seja, é preço abusivo mesmo. Explique então pq o Xbox que custa 100 dólares a mais, custará 1800 reais a menos, já que sofre exatamente as mesmas taxas?

      • leo@bol.com.br disse:

        Mais simplista ainda é tirar umas alíquotas da “cartola”. Vai lá no simulador da Receita Federal e entre com a NCM correta. Espero que saiba o que é NCM. Se não souber pode pesquisar. IPI é 50%, ICMS é 25%. E ainda tem PIS e COFINS. Só que ainda assim não daria nem R$ 2.200,00.

  102. Felisberto disse:

    Olá, não conhecia o blog. Vim linkado pelo face, parabéns pelo texto.

    Porém, escrevo para discordar em alguns pontos.
    Primeiro, vc considerou o imposto de importação como único a incidir sobre o produto, deixando fora do cálculo o Cofins e ICMS, os quais são taxados sobre o valor produto+imposto de importação.

    Segundo: vc está colocando toda a culpa do alto valor do Play na desigualdade social. Existe um índice, chamado Gini, que mede essas desigualdades: quanto mais próximo de 0, mais equilibrada é a distribuição da renda; o oposto ocorrendo quando o valor se aproxima de 1. Pois então, tanto a América (Estados Unidos da América, assim como os Estados Unidos do México são chamados de México, e os EU do Brasil eram chamados de Brasil, simplesmente) quanto o país da jabuticaba têm índices Gini considerados elevados: Brasil com 0,519, contra 0,477 nos EUA — compare com 0,223 da Noruega ou 0,631 da África do Sul. Seguindo sua justificativa, o console custaria uns 100 reais na Escandinávia, ou uns 10 mil na África do Sul.

    Ok, concordo contigo na parte do consumismo inconsequente do brasileiro. Só que isto não é privilégio dos mais abastados; apenas os objetos de desejo são diferentes: enquanto ricos colam adesivos de maçã no carro, aqueles de menor renda ostentam seus tênis alaranjados importados de mil reais, e torram o salário da semana em um boné americano.

    Isso porque temos um mercado de consumo imaturo — mais aberto que há 25 anos mas ainda mais fechado do que deveria, vítima de décadas de hiperinflação — e sem consciência do real valor do dinheiro.

    PS. Muita gente querendo fazer justiça social por aqui… Imagino que todos aqueles justiceiros devam ser trabalhadores exemplares e compradores de celular de 200 reais, carro de até 25mil, gastam somente o necessário com vestuário e não dependem do money do papi para pagar o aluguel do apê e as despesas da caranga — o famoso playboy-com-peso-na-consciência-com-iPhone-no-bolso-e-camisa-do-Che.

    • Adriano Souza disse:

      Errado, celular de 50 reais, bicicleta e moto para as emergências, e camiseta de Marx…sempre.

      • Skooter disse:

        Camiseta de Marx? 🙂
        Parabéns campeão!
        Agora conta pra gente quanto vai custar o PS4 lá em Cuba e na Coréia do Norte.

        • Agora conta pra gente em que livro do Marx ele defendia um modelo governamental como o que acontece em Cuba e na Coreia do Norte, onde não existe Comunismo de fato e sim um Estado monarquico onde a mesma família se perpetua no poder

          • Skooter disse:

            Sempre a mesma história. Então me aponte você um país onde o modelo do Marx deu certo. Não existe? Exato. Não existe porque é impossível. Só existe no mundo imaginário que há na cabeça dos seguidores desse idiota. Essa ideologia maldita já matou muita gente, já jogou muita gente na miséria. Está na hora de enterrá-la de vez, para o bem da humanidade.

  103. Não entendo como há gente que interpreta pessoas que se negam a comprar as coisas como “pão duro”, justificando seus gastos de dinheiro e falta de controle orçamentários como “Não se privar do prazer de se ter as coisas”. Para mim, as pessoas que se defendem com esse tipo de argumento não passam de impulsivas, tomam decisões sem pensar nas consequências e usam o argumento para justificar sua falta de auto controle.
    Acho que o ser humano que chega a esta conclusão simplesmente faz parte da elite de 1% que foi mencionada no texto e que tem dinheiro sobrando para maximizar os lucros do governo federal e da Sony, além de também maximizar os lucros das incorporadoras imobiliárias, montadoras de carros e outros. Este equipamento é importado da China e montado por uma empresa Japonesa, que cobra barato nos EUA porque sabe que um americano jamais pagaria USD 2.000,00 neste aparelho e iria para o concorrente (que é o Xbox da Microsoft).
    José Mujica, presidente do Uruguai, disse recentemente na 68ª assembleia da ONU: “O deus mercado organiza a economia, a vida e financia a aparência de felicidade. Parece que nascemos só para consumir e consumir. E quando não podemos, carregamos frustração, pobreza e auto exclusão”.

  104. Lucas disse:

    Cara, quanto blah blah blah! Voce é esquerda né? A culpa do preço do PS4 é sim do governo e das empresas, a única coisa que a elite influencia nisso é que eles tem poder de compra e vc panaca não. Eu não sou elite, mas não concordo com esse discurso de esquerda que defende a todo custo os impostos praticados pelo governo com essa estória de os ricos é que são vilões.

  105. Vanini disse:

    Republicou isso em Aulas de História – Professora Vanini Limae comentado:
    Reflexão interessante sobre a desigualdade social no Brasil, no blog Aleatório, Eventual & Livre.

  106. Renato (Guitar) disse:

    Tudo bem, entendo teus argumentos, mas não concordo com tudo. Culpar a elite??? Isso literalmente é desculpa de quem é pobre. (Desculpa usar essa expressão, mas acredito que ela se encaixa, pelo pra alguns) É como culpar a violência pela baixa renda das famílias. É ridículo, já que os maiores criminosos são os do colarinho branco. Acredito que teus argumentos envolvem um pouco de raiva quanto às pessoas da elite brasileira (Peço de novo que não me entenda errado. Não te conheço, nem sei como é a tua situação de vida, mas o texto que redigisse me passou essa sensação). Concordo que as pessoas pagam mais pra ter status. Preferem pagar R$ 10,00 numa Skol, num barzinho mais pop, do que pagar R$ 5,00 num barzinho mais tranquilo. Mas o maior problema não é a elite, é o bendito pobre que ganha seus R$ 2.000,00 por mês e tem um cartão de crédito com limite de R$ 5.000 (por exemplo), e o que ele faz???? Vai lá e compra o Iphone 5 em dez vezes, só pra dizer que tem um iphone. Que quando sai, vai pro barzinho descolado e gasta R$ 200,00 pra comer um pouco de camarão com algumas cervejas. O rico não é o problema, o problema maior é o pobre que quer se pagar de rico. Sabe o que é mais engraçado, muitas das pessoas ricas que eu conheço, são mais simples do que muitos pobres. Tem gente que ganha R$ 10.000,00 por mês e quer andar de BMW. Aí compra a BMW e depois não tem um apartamento descente para morar. O que mais tem é pobre com carro financiado. Apartamento financiado. Mobília financiada. Concordo que o preço do Brasil é exorbitante. É muito alto. Mas tem gente que não luta pra que isso mude. Meu ex-chefe tem uma renda de cerca de R$ 80.000,00~100.000,00, por mês. Sim eu sei, é muito dinheiro, mas sabe o que é mais um incrível, o carro dele, sabe porque? Por que um cerato 2010. Ele tem casa própria, conhece o mundo inteiro, faz quatro a cinco viagens pra Europa todos os anos. Agora sabe o que é triste, a pessoa que trabalha pra ele, e que por dizer é a segunda mais importante na empresa, essa tem um salário de cerca de R$ 5.000,00. Sabe qual carro ela tem? Um Elantra. Mora de aluguel, viaja pouco (destinos pertos da cidade onde mora). Ou seja, ao analisarmos, o sub-chefe tem um carro melhor que o do dono da empresa. Importado. Que na época custo quase 2x vezes o preço do carro do patrão. Agora me diz pra quê??? A pessoa está lá que anda com um carnê que é quase uma bíblia, , porque financiou em sei lá quantos meses, e tudo por um carro mais caro do que consegue manter. Na verdade essa é a realidade. Eu tenho um conhecido que tinha um celta. Mal conseguia manter o celta. Foi lá e financiou um Megane – usado- Agora tá lá, o carro tá precisando de manutenção e não manda arrumar porque a manutenção é cara. Tem preço de carro médio. Essa é a realidade, é quem não tem dinheiro querendo se pagar de rico. É quem ganha R$5.000,00 por mês e quer viver como se ganhasse R$ 20.000,00. É o cara que ganha R$7.000,00 por mês e que morar num apartamento que custa 1.500.000,00 (Não sei a realidade de outras cidades, mas por hum milhão, onde eu moro, tu consegues comprar um dos melhores apartamentos da cidade). É o bancário que se acha mais rico que o banqueiro. É o assessor jurídico que quer parecer mais rico que o Juiz. É o estagiário que quer parecer mais rico que o dono da empresa. Essa é a realidade. O rico compra porque tem dinheiro, o pobre compra porque tem cartão/carnê(crediário). Não é do meu interesse o que as pessoas fazem com o seu dinheiro, mas sinceramente, não adiante reclamar quando vem uma empresa e lança um produto com preço exorbitante. Porque, porque vão lá e fazem fila pra comprar. Como tu citou no texto. Aí quando sai um produto com um precinho melhor, como um notebook Positivo (só usando como exemplo), todo mundo xinga que é uma merda, que a marca não presta. Mas sinceramente, esquecem de olhar que os componentes que fazem o computador positivo, são os mesmo que a Sony usa pra fabricar o Vaio que custa cerca de duas vezes mais. Infelizmente a maioria, chuto, sem medo de errar, 92% da população brasileira, vive pela marca. Nessas horas bem diz um ditado que ouvi Eu não sou ladrão do meu próprio dinheiro.

    • Gabriel disse:

      Primeiramente, boa noite. Agora, deixe-me te perguntar uma coisa. Já passou pela sua cabeça como é a vida de alguém que não possui instrumentos e itens que se enquadrem no “status comum” diante da sociedade, como celulares com android, iOS ou windows phone, roupas de marca, e etc? Certamente não. A questão não é a “ser mais do que somos”, como você supôs. Os “pobres”, como você disse, adorariam poder usar os tipos de roupas que quisessem, os celulares que quisessem (ou até não usar), porém, seriam excomungados da sociedade. Agora, é muito fácil e cômodo falar das atitudes dos “pobres”, quando se tem um salário médio-alto, todo o mês. Antes de criticar alguma coisa, ponha-se no lugar da vítima e tente entender o motivo pelo qual aquilo está acontecendo.

    • Rondinelli disse:

      5.000, reais, 7.000, tu não ta falando do pobre não meu jovem , tu ta falando da classe média, pobre é dos seus 1500 pra baixo. que tem que pagar aluguel, energia, iptu, cesta básica, transporte, alimentar a família, tudo isso ai com dois salários mínimos, é esse que não teve a oportunidade de estudar numa escola decente, pobre só sabe financiar ???? financiamento é pra pobre msm cara , o financiamento existe pq existe pobre, me diz aí, se você fosse pobre , você ia preferir pagar aluguel ou financiar uma casa ??

      • Gabriel disse:

        A questão não é essa. Se eu fosse “pobre” (leia-se, sem instrução), provavelmente, eu iria financiar uma casa, pois não teria a mínima noção deste ato. A questão principal é a opressão imposta pelo sistema (capitalismo, mídia). Não sou nenhum tipo de demagogo ou liberalista, mas acredito que, para criticarmos algo, devemos, primeiramente, conhecer e nos colocarmos no lugar dos atingidos. Não são só os pobres as vítimas. Todos somos atingidos, já está no nosso sangue e corre pelas nossas veias, mesmo que de modo involuntário, somos seres capitalistas. Os “pobres” não têm noção do que os ronda, são ingênuos. São sequelas que vêm desde o Brasil colonial.

    • De boa amigo, da maneira que você diz, fica parecendo que apenas o 1% da elite tem o direito Divino de comprar um iPhone só porque tem dinheiro, seja por ser mais inteligente, mais competente (e de boa, na minha opinião estas duas justificativas nem representam 2% de sua posição elitista, porque se chegou lá, foi sorte de estar no lugar certo e no momento certo). Este teu pensamento é absolutista e medieval, aliás o brasileiro elitista acha que vive na idade média ainda: Se eu tenho muito mais, é porque Deus quis e o resto dos Brasileiros não tem por vontade Divina, logo tenho que aproveitar e qualquer coisa que eu faça é justificável pois se Deus não aprovasse, ele não me teria dado a oportunidade de ser Rico. Sendo assim, você está apenas comprovando o raciocínio do autor do texto de que: “Se quero parecer melhor que os outros, vou fazer questão de ter um iPhone e me manter a um nível superior ao pbre, que deveria economizar seu dinheiro para tentar chegar ao meu nível”. Não seja hipócrita, meu caro amigo. Sou formado pela UNESP e com mestrado pela EAESP/FGV, meu pai falou que se eu estudasse muito teria uma vida confortável, mas isso é uma baita mentira, sabe porque? Porque há no Brasil uma elite de 1% que concentra a grana nela para vir aqui justificar que eu devo me contentar com meu salario baixo e guardar dinheiro para comprar um apartamento ode 27 m2 por 400mil e enriquece-la mais ainda! seu BOSTA!

      • Rondinelli disse:

        O jeito que ele colocou a opinião dele me lembrou muito do Clodovil, kkkk

        ” meu ex-chefe ganha um rio de dinheiro ” o segundo mais importante da empresa ganha 5.000 ” cara, se o segundo mais importante ganha 5 mil , você ganhava qnto ?? tu não é td isso que falou não kkk ou deu golpe do baú , ou recebeu alguma herança maldita rsrsr.

    • Adriano Souza disse:

      Acho que as pessoas não entendem o conceito de pobre. Quem ganha 2000 reais por mês não é pobre… no máximo é classe C. Mas concordo com vc em relação ao que pessoas pagam por status, preferem comprar um carro pelado em 72 prestações, a comprar um completo usado à vista. É a falta de conscientização que passa por todas as classes, desde a Dona Maria do bolsa família e a calça de 300 reais, passando pelo cara que ganha 5000 e tem um carro de 120 mil, ou o que ganha 10 mil e mora numa casa de 2 milhões pagando 3000 por 30 anos ao Eike Batista que perdeu bilhões pq quis dar o passo maior que a perna.São brasileiros de todas as classes que não valorizam seu dinheiro,. As empresas são culpadas também? Acredito que sim, afinal, os preços são exorbitantes e elas exploram além da conta. Mas a questão é, quem pode parar os abusos? Certamente um consumidor mais consciente e exigente diminuiria esta questão. É necessário todo um processo de educação financeira, de construção de cidadania, que não tenho experiência o suficiente para propor. Afinal, se fosse só melhorar o sistema educacional não justificaria que pessoas que estudam em famosas escolas particulares se comportassem da mesma maneira, ostentando um status irreal. Provavelmente minha visão socialista da vida, não me permita entender esse consumismo exagerado, já que não compro coisas pela marca ou pq são novidade, eu estou há 4 anos com o mesmo celular, há 7 com a mesma primeira moto, junto o dinheiro e pago a vista, compro minha roupa na feira, mas nunca aquelas que são imitações das marcas famosas, prefiro roupas sem identificação, mais artesanais.As pessoas precisam prender a valorizar coisas importantes, ao invés de se deixar levar pelas aparências. Talvez as pessoas precisem de mais filosofia, psicologia, sociologia e poesia.

      • César Augusto disse:

        Pelo contrário o Brasil precisa mais é de engenheiros, químicos, biólogos, físicos, matemáticos, programadores, técnicos de de várias áreas, profisssonais que geram riqueza, inovação, tecnologia de fato, isso é o que explica os países serem desenvolvidos, o que explica como os países asiáticos estão crescendo mais do que os da América Latina, pois proporcionalmente os países latino-americanos tem mais profissionais da área de humanas do que nos países desenvolvido em outras do conhecimento, ou seja, é muita gente pensando muito,psicologia demais historia.demais, filosofia demais, e pouca gente produzindo de fato, não que estes profissionais sejam desnecessário, mas o segredo do desenvolvimento está dado, basta comparar com os países desenvolvidos, que apresentam o melhores indicadores econômicos e sociais. Para vc ter uma ideia fui dizer o seguinte dados países asiáticos que tem historia milenar, tem menos historiadores proporcionalmente do que os países latino-americano. O capitalismo com os defeitos dele já provou historicamente que é melhor do que o socialismo, o que se deve fazer é aperfeiçoa-lo. Pergunta pro chineses se eles querem comunismo ou capitalismo. Capitalismo distribui e gera riqueza, o socialismo distribui é pobreza camarada .Errar é humano mais persisti no erro do jeito que vcs comunistas e anarquistas pensam é burrice, alienação ou maldade mesmo. Esse negócio de querer igualdade sem esforço, o ser humano é diferente por natureza. Claro que acho injusto elevada desigualdade de renda no mundo, mas isso economistas vem estudando um modo de diminuir ela, e isso que esta ocorrendo, mas não na velocidade e quantidade necessária. Mas isso não ocorre em passe de mágica (revolução), como vcs socialistas pensam, isso requer esforço e trabalho!

  107. Gustavo Torres disse:

    Eis que surge um contendedor para Sakabobo!

  108. SacaSoh disse:

    A taxa de importação para consoles é de %20. Quando você some as demais impostos incidentes sobre a operação, chega a um total de 72% de acréscimo (IRPJ, CSLL, PIS, COFINS, Taxas alfandegárias e de desembaraço em geral). Joguei isso sobre o preço CIF (vamos colocar USD600,00 pq eu sou bonzinho), arredonde pra cima, você chega em USD1100,00. Ou seja, R$2.500,00 com lucro.

  109. Luis Souza disse:

    Ah, esses anticapitalistas metidos a intelectuais são umas toupeiras mesmo! Dizer que a Sony prefere vender menos Playstations 4 porque lucrará mais do que se vendesse mais consoles por preços menos é dizer uma tremenda bobagem. Primeiro, nem a Sony, nem a Microsoft nem qualquer outra grande fabricante de videogames têm lucro com a venda dos aparelhos; pelo contrário, têm prejuízo. O lucro vem-lhes com a venda de jogos (recebem parte do dinheiro arrecadado com a venda de jogos), com downloads na redes de jogos (como a PSN e a Xbox Live), com a compra de cartões para jogar online (3 meses de Live Gold na Live custam R$ 50,00, no Brasil). Eu mesmo, que nem quase jogo, este ano, entre jogo original e Live Gold, gastei uns 400 reais. Imaginem quanto os viciados em videogames gastam?… Capitalistas podem ser exploradores gananciosos e mimimi, mas não são burros a ponto de, no caso dos videogames, não enxergar o óbvio: quanto mais aparelhos vendidos, mais dinheiro para seus bolsos. Segundo, assim, obviamente que vender menos consoles não trará lucro algum à Sony.

    Terceiro, além de o sujeito que escreveu o artigo não entender nada de capitalismo, também não sabe que, até pouquíssimo, os jogos de videogame entravam no país como jogos de azar e não como entretenimento familiar: por isso são taxados absurdamente, o que fazia, e ainda faz, que um jogo vendido nos Estados Unidos por míseros 20 dólares seja vendido no Brasil por 200 reais. Recentemente, muito recentemente mesmo, passaram a ser classificados como cultura, o que provavelmente baixará o custo dos jogos dentro em breve.

    • Fernando disse:

      E qual a razão para esses preços? Não discordo de você que as empresas ganham mesmo é com os jogos….mas não há justificativa tributária, do ponto de vista dos juros, segundo você é uma estratégia errada do ponto de vista capitalista…então qual poderia ser a razão? Um caso aleatório? um erro empresarial?

      • Luis Souza disse:

        O falso liberalismo que temos no Brasil. Se o Estado brasileiro sufoca os empresários daqui, que se dirá dos de fora? O capitalismo (sabemos de todos os seus defeitos) sempre quis que as pessoas fossem livres, inclusive o mais do possível do Estado, por um simples motivos: gente livre é gente consumidora. Não foi à toa que os capitalistas ingleses praticamente impuseram o fim da escravidão oficial aos países da América Latina. Mas voltando ao nosso assunto, não é uma estratégia errada dos capitalistas. Eles desenvolvem um aparelho magnífico e vendem por míseros 400 dólares. Tanto que se você for aos Estados Unidos, pagará tal preço. O problema é que ao colocar em mercados de falso liberalismo, como o nosso, o produto sofre todas as consequências deste mercado. O capitalista fez a parte dele (visando ao lucro, é claro): desenvolveu tecnologia, fez o produto e o pôs no mercado. Como os mercados recebem esse produto é que faz toda diferença entre Brasil e Estados Unidos. Tivéssemos uma área de livre comércio com este país, vá lá, com dólar a 2 reiais, o PS4 chegaria aqui por 800 reais. Sem a interferência do Estado, o preço certamente não avançaria muito além disso.

        • Jose da Silva Nilson disse:

          Certo… E porque o Xbox One tá em pré-venda a R$2100,00 nas lojas Americanas?
          É culpa do falso liberalismo que tem rixa com a Sony?

          • Skooter disse:

            Vale lembrar que a Americanas vendia o Playstation 3 por um preço menor que o sugerido pela Sony do Brasil. Depois descobriu-se que o que a Americanas e outras lojas vendiam eram consoles importados ilegalmente. Os importadores declaravam como aparelho de videokê, DVD Player ou algo parecido para pagar menos impostos.

          • José da Silva Nilson disse:

            Certo, Skooter, mas a Microsoft anunciou o preço oficial do Xbox One, e colocou toda uma lista dos distribuidores autorizados: http://www.xbox.com/pt-BR/Xbox-One/pre-order-xbox-one/retailers
            Curiosamente, a faixa de preço é sempre nos meados de R$1800,00 (com descontos) a R$2200,00.

            Esse preço dos PS4 é da própria Sony.

      • ssss disse:

        se as empresas lucram com vendas de jogos entao pq a sony pos o ps4 a quase o dobro do xbox????

        sua anta

    • José Gota disse:

      Acho que voce deveria reler o texto e deixar de lado a parte fanboy.
      Alem do mais, as empresas ‘tem prejuizo’ com console no mercado americano/europeu/japones sim, mas voce ja parou pra pensar que eles podem tirar esse prejuizo aqui?

    • Chitão disse:

      Tudo bem, as empresas ganham com jogos. Mas aqui no Brasil a Sony estará ganhando dinheiro com o Console, e muito dinheiro mesmo. A tua ignorância quanto à análise da situação, assim como análise do mercado. fez você dizer um monte de bobagens.

    • Jose da Silva Nilson disse:

      É? E porque o Xbox One vai sair por R$2100,00 enquanto o console da Sony vai sair por quase R$4000,00?
      O governo cobra mais imposto da Sony porque é japonesa?
      Acorda, xará!

    • Claudio Lopes disse:

      Luis Souza, os games ainda entram com essa descrição. E outra coisa, vamos partir do principio que o valor do game (assim como o do console) só fosse determinado pela questão do imposto, e não houvesse interferencia do “capitalisto”… explique as reduções de preço que ocorrem 6 meses após o lançamento dos games. Eu vendo games e as reduções são desleais tanto com distribuidores, quanto com revendas, como com o próprio cliente final. O texto pode não explicar totalmente a questão do valor do PS4, mas o que é abordado interferi sim, e interferi muito mais do que os impostos.

    • Caro amigo, obviamente você não é formado em Administração ou fez uma faculdade de bosta pra falar tamanha asneira! Lucro = Preço – Custo. Faça os cálculos: Se eu vender um Playstation (que me custou USD 800 para ser disponibilizado no Brasil) há USD 2.000 e vender 25 unidades (lucro final de USD 30.000), contra vender há USD 1.300 e vender o dobro (lucro final de USD 25.000, sem os custos que continuam fixos há USD800/unid) qual a maior vantagem? A Sony vai preferir o menos trabalhoso e que maximize o lucro, ela faz os cálculos baseados na demanda e em pesquisa de mercado, ela sabe que chega há um ponto que independente do preço que obrar, terá um publico cativo que pagará o preço que for.

      • Skooter disse:

        Acho que todo mundo aqui sabe o que é lucro. O que o colega estava dizendo é que as fabricantes não lucram na venda dos consoles. O custo de fabricar um Playstation 4 é maior que os US$ 400,00 pelos quais ele será vendido nos EUA (já com o lucro do revendedor).

        As fabricantes lucram com os jogos, portanto é importante para eles ter a maior base instalada possível, mesmo que isso signifique levar prejuízo na venda dos consoles.

        E ter a maior base instalada possível não combina com aumentar preços para maximizar os lucros na venda do console.

  110. Luisdobrasil disse:

    Ótimo texto. Tem todo o sentido.

  111. Bruno disse:

    Quem é rico no Brasil compra lá fora…bem antes de lançar aqui….

  112. bruno capucci disse:

    o que acha de estudar carga tributaria antes de sair escrevendo? 60% de imposto eh cobrado e importacoes simplificadas? via postagem. importacoes licenciadas pegam o percentual correspondente a cada produto, amigo.

  113. Gustavo disse:

    Essa conta do começo do artigo não está certa.
    Ela desconsidera completamente o custo do varejista, a margem de lucro dele e os inúmeros impostos que eles têm que pagar.
    Por inúmeros motivos que nem dá para discutir aqui operar uma loja no Brasil é infinitamente mais caro do que nos estados unidos por exemplo.
    É indiscutível que R$ 4.000,00 mas dizer que esse preço e simplesmente uma estratégia da Sony é meio infundado.
    Com esse preço dá para viajar pros estados unidos, comprar o console lá e voltar (sem pagar os 60% de imposto já que 400 dólares está dentro do limite de bagagem comprada no exterior que você pode trazer.)
    Ou vocês realmente acreditam que as empresas não pensam nisso na hora de montar o preço.
    Posso te garantir de pelo menos 40% do preço desse console (R$ 1600,00) são impostos.

  114. Marcelo disse:

    Ao autor do artigo:

    Imagina o cenário: tu é dono de uma empresa e tens 100 produtos para vender. Só que, pelo preço de venda, apenas 70 foram vendidos. Pensa no que seria mais sensato fazer a partir disso. Tu não colocarias no lixo os outros 30; tu baixaria o preço pra escoar todo o estoque e garantir pelo menos algum lucro com esses 30 – ainda que menor do que seria com o preço anterior. Faz sentido, certo? Pois, mesmo que a empresa liquidasse os últimos 30 produtos por R$ 1, ela teria um lucro MAIOR do que na hipótese de simplesmente não baixar o preço, não vender e ainda por cima ter cursos para estocá-los. Sendo assim, o mais racional é buscar um preço ótimo, aquele que assegura que toda a produção será vendida e ao mesmo tempo proporciona à empresa, pela sucesso em escoar TODA a produção possível para aquele momento, o maior retorno possível. Vês? Deixar o preço acima desse ótimo seria rasgar dinheiro e reter estoque. No caso do Brasil, aqueles que estão reclamando são compradores em potencial que não comprarão por R$ 4 mil, mas comprariam por menos. Estaria a SONY inflexivelmente desprezando a vontade deles de lhe dar dinheiro por um produto que ficará parado na empresa gerando custo de estoque?

    Uma segunda pergunta ao autor do artigo…

    Por acaso esse raciocínio de desigualdade se aplica ao Chile? Lá o playstation está R$ 1,450. Como explicar? Seria por que lá não tem tanta desigualdade? Sendo o Chile o país mais liberal da América do Sul, posso concluir que isso significa que o capitalismo fez bem para os chilenos, especialmente os mais pobres, que tem acesso a produtos mais baratos?

    • Jociano disse:

      é um truque de marketing, colocam um valor absurdo, depois vão baixar para uns 3 mil, ai todos vão achar maravilhoso que estão ganhando um belo desconto

    • Léo Rossatto disse:

      São bem pertinentes as suas perguntas. Vamos por partes.

      O raciocínio da sua primeira pergunta estaria 100% correto se o Playstation não fosse um bem durável. Ok, é um bem de duração relativa, mas não dá pra negar que é um bem durável.Nesse cenário, se não houver comprador hoje no preço de R$ 4 mil, você pode baixar gradativamente o preço sem perder tanto da margem de lucro. E mais pessoas vão comprando. O segredo é baixar o preço em uma velocidade que compense, ainda assim, os custos de estoque do tempo adicional. E, acredite, a Sony ou qualquer empresa que trabalha com tecnologia tem planilhas bem precisar de quento precisa baixar para o produto permanecer lucrativo.

      Em relação a segunda pergunta, sim, o Chile é o maior exemplo de capitalismo da América Latina e também é o país com maior PIB per capita. Eu não questiono o sucesso econômico provocado pela pouca intervenção estatal deles. Mas é bom salientar que, assim como a Coréia do Sul, um regime pouco democrático (e extremamente cruel, no caso chileno) foi utilizado como “país-exemplo” do sucesso do capitalismo em um contexto de Guerra Fria. Sim, eles se desenvolveram, mas devem isso não apenas ao livre mercado, mas a pesados subsídios enviados pelos americanos durante as décadas de 70 e 80. Na Coréia do Sul, esses pesados subsídios ainda conciliaram forte intervenção estatal na formação de conglomerados. E esses conglomerados estatais, que depois se tornaram privados, são a base do desenvolvimento sul-coreano até hoje, originando empresas como Samsung, Hyundai, LG e outras.

      Eu não questiono o eventual mérito do livre mercado, só questiono se é possível chegar ao status chileno sem um regime repressivo e pesados incentivos externos.

      • Débora disse:

        Cara sério, seus comentários são muito contraditórios, reveja sua posição sobre esse sucesso da adoção do liberalismo economico do Chile…
        Olha as séries temporais relevantes e tenta explicar essa tese, não dá.

        • Léo Rossatto disse:

          Em nenhum momento eu disse “o Chile deu certo”. Só disse que é muito mais fácil pra Chile e Coréia do Sul posarem como exemplos do “sucesso do capitalismo” com os fortes subsídios recebidos por esses países nas décadas de 70 e 80, em regimes autoritários e com políticas econômicas direcionadas de acordo com o que diziam os teóricos da Escola de Chicago. Não estou falando que esse modelo é correto, e nem mesmo que é replicável, só disse que foi implantado nesses países nessa época por interesses específicos (contexto de Guerra fria e “ameaça comunista”)

  115. Anonimo disse:

    Acredito que só quem tem pressa e grana compra um PS4 por esse preço, me lembro como se fosse ontem, quando o PS3 foi lançado no Brasil em 2006, vi nas lojas Americanas por nada mais nada menos que R$ 8,000, sim 8 mil reais, em 2010, comprei meu PS3 por R$980,00 , e que por sinal, ainda tem muito potencial pra mim, visto o enorme acervo de jogos que ainda pretendo jogar com ele.
    Acho que a tendencia é a mesma, em pouco tempo o preço cai.

    • Guilherme disse:

      Acho engraçado alguém alegar pressa para comprar um PS4. Sério mesmo que é tão importante assim ter um PS4? Nunca me fez falta… juro.

      • Matheus disse:

        É exatamente aí que o brasileiro médio tem a culpa na porra toda. Ele agrega VALOR (o que é muito diferente de PREÇO) demais a uma coisa irrelevante. Carros brasileiros são o maior valor agregado do brasileiro. Pedaços de bosta motorizados que custam barras de ouro.

  116. Explique o motivo do PS4 ser tao mais barato na Africa do sul, que tem desigualdade social enorme, geniozão.

    • Rondinelli disse:

      Consumidores conscientes.

      Tá explicado, ou tenho que desenhar ?

      • Desenha pra mim Rondinelli. Por que então o seu post não é “Como consumidores incoscientes explica o videogame de R$ 4 mil?”

        Por favor, o mínimo de coerência. Voce diz que a desigualdade social explica o preço do PS4. Se existem paises como Chile e Africa do Sul, com alta desigualdade, e o preço é BEM mais baixo, é sinal de que a desigualdade NAO explica o preço alto.

        • Rondinelli disse:

          No brasil a grande maioria não pode pagar 2000, mas tem uma minoria que compra por 4000. E esses que compram pelo preço absurdo de 4000, o negócio deles é mostrar status na sociedade, “consumidores coxinhas”, se pensassem bem , haveria um boicote ae, mas pra que né, a classe pobre que se foda né !!!

          E esses são consumidores egoístas e inconscientes.

          • Carlos disse:

            A minoria que pode pagar 4000 nao compra o ps4 no Brasil!

          • Rondinelli, sem sofismas. Você diz que o problema é a desigualdade social como o autor. É o título do post. Se a culpa é de um tal de consumidor coxinha, o post está errado, pois diz que a culpa é da desigualdade social.

    • Léo Rossatto disse:

      Opa, são casos diferentes.

      A desigualdade social na América Latina é diferente da desigualdade social na África do Sul, isso eu afirmo categoricamente. Porque na América Latina, Brasil incluso, a desigualdade social é inercial, enquanto na África do Sul ainda está em fase de consolidação.

      O que isso quer dizer? No Brasil, os mesmos grupos são na ponta da pirâmide social há muito tempo, formando uma espécie de aristrocracia que detém boa parte das riquezas do país. A desigualdade social na África do Sul é de crescimento recente, foi praticamente uma inversão social de polaridade após o final do apartheid. A evolução da desigualdade social sul-africana lembra a evolução da desigualdade social nas ex-repúblicas soviéticas nas duas últimas décadas: uma situação de restrição foi retirada e, a partir do fim dessa restrição, surgiram grupos de novos-ricos. Que, ainda assim, não são numerosos e não contam com os mesmos hábitos de consumo, uma vez que alguns deles eram remanescentes dos Boeres (brancos responsáveis pelo apartheid) enquanto outros são negros, especialmente zulus, que enriqueceram a partir de 1994, quando terminou a apartheid.

      No Brasil, é diferente. Nossa elite é antiga, consolidada, tem hábitos de consumo relativamente homogêneos e é mais ampla do que a sul-africana. Além disso, há sim uma política protecionista do governo que ajuda a encarecer os produtos, não admitir isso seria desonestidade intelectual. Daí chegamos ao absurdo preço de R$ 4 mil.

      • Rondinelli disse:

        Cara , explicar o contexto do post, então explico numa frase só.

        Se tem quem compra, venderemos por esse preço. E logo após esse argumento o grande empresário da uma gargalhada fatal mmmmuuuuuuahhhhmmmmmuuuahhhhhhhhhhhhhhhhhhh.

  117. Matheus disse:

    Ai meu coração, não consegui nem terminar de ler essa bosta de texto, por favor se informe sobre as taxas tributarias, os lucros dos lojistas e ainda mais das multinacionais antes de vir aqui e degradar sua imagem com tamanha ignorância…Cada vez mais essa esquerdopatia apodrece o Brasil, me enojo em ler algo assim, infelizmente a minha vontade de escapar desse navio enquanto o naufrágio, aparentemente irreversível, não ocorre só aumenta ao ler essa opinião fraca e de embasamento ignaro.

  118. Thiago disse:

    E qual a vantagem dela vender menos aparelhos? Hoje em dia jogar online faz muito sucesso no mundo dos games…Se poucas pessoas tiverem o game será uma luta para achar companheiros para jogar e isso resultará numa má propaganda ….Será que a Sony daria esse tiro no pé?

    • Pascal disse:

      Quem tiver o console provavelmente vai jogar com os americanos. Estou começando a achar que o preço abusivo serve para manter os brasileiros “HUEHUE” fora dos servers, sempre avacalhando com tudo. Uma lástima.

    • Rondinelli disse:

      Amigo Thiago realmente nenhuma empresa tem vantagem em vender menos produtos em nenhum lugar do universo e nem no mundo da fantasia,
      Acontece que o preço de custo do console no Brasil sairia + ou – R$2000,00, inacessível para a grande maioria de consumidores brasileiros que são de classe pobre,(explicando esse contexto, ela já sabe que esse público ai ta fora da meta de vendas ) então entra o plano ” B “, no plano B ela visa consumidores de alta e média renda, que possivelmente venderia fácil seus consoles, só que como esses consumidores de de renda melhor são uma minoria, algum espertalhão lá deu a idéia ” vamos dobrar o preço para esses consumidores , assim a gente vende 1 console pelo preço de 2 “,
      Desse modo dá a entender que estariam dobrando as vendas , tipo 500 consoles vendidos, seria com se tivesse vendido 1000, e melhor ainda seria como se tivesse vendido 1000 e fabricado apenas 500.

      Que mundo crazy né ?

  119. Fernando Barra disse:

    Parabéns pelo blog, lí vários artigos já, vou assinar o RSS!

  120. bruno disse:

    Fica sempre a dúvida: É melhor vender 400 a R$4000 ou 4000 a R$400?

    • Rondinelli disse:

      R$400,00 nos Unaitédi Isteitis né carinha, lá eles vende aos milhares por R$400.

    • Santiago disse:

      Boa pergunta, Bruno. Mas eu acharia mais inteligente vender 4000 a 400, porque isso gera vendas exponenciais (quanto mais pessoas têm, mais outras ficando sabendo e também querem comprar) além da venda de acessórios, jogos, etc.

      • A.B disse:

        Só que vender 4000 não é interessante para a industria de artigos de luxo, não acha? Como você vai ter exclusividade numa coisa que 4000 pessoas já tem?
        O interessante é alimentar essa cota e depois ir reduzindo o preço gradativamente para atingir as outras classes. Nesse período já vão ter lançado outras coisas para alimentar a sede de exclusividade, logo o vídeo-game já não importa-rá mais.

        Desculpe se estiver falando muita bobagem. =D

      • Rondinelli disse:

        Cara , vocês não estão entendendo, 400 reais no brasil ? se liga mano , não da pra sony fazer isso né , o Bruno viajou no post dele, vou tentar ser mais específico se você vendesse picolé, e o custo de fabricação do picolé + impostos dariam um total de R$1,50
        você venderia seu picolé a R$0,50 ???

    • Segunda opção, pois quanto mais gente possuí-lo, sendo um console sem desbloqueio (como foi o PS3 por muito tempo), tem o lucro gerado pela venda dos jogos, pela assinatura da PSN, pela venda de mídias digitais, dentre outros.

      • Rondinelli disse:

        Cara ele ta falando em vender a R$400,00 , vou chamar o padre Quevedo pra falar que no Brasil isso ” no equisiste “.

        Ele ta viajando, no Brasil , Só se fora 6x de R$400.00.

    • Rafael Soares disse:

      o que é mais rápido pra você, plantar o trigo ou já receber a farinha pronta? é mais rápido e fácil(no Brasil) vender 400 ou 4000? Não sei se você é carioca, mas aqui no RJ quando o iPhone 5 16GB foi lançado oficialmente a R$2,300 num plano de conta de R$200 por mês, tinha umas 300 pessoas na fila da FNAC do BarraShopping. Será mesmo que seria mais agradável à “elite” ter o mesmo produto que um consumidor pobre possui? Será que seria mais correto trocar clientes certos por possiveis cliente com fama de inadimplentes?

  121. Ricardo Conceição disse:

    O Chile é mais desigual do que o Brasil, segundo o coeficiente Gini. O PS4 sairá por R$ 1.446,00 no país mais liberal da América Latina.

  122. Rafael disse:

    Sinceramente acho engraçado como as pessoas que levantam a bandeira de “PS4 para todos”. Primeiramente, trata-se, como se sabe, de uma mercadoria de luxo destinada a um público especifico de pessoas que podem pagar por ela. O PS4 não foi produzido com a intenção de ser um produto de fácil acesso para toda a população, mas sim para gerar lucro para sua produtora. Comparando o preço do PS4 com o preço do XBOX One, fica claro que a Sony pode vir a perder em quesito de concorrência para a Microsoft, mas todos aqui sabem que a Sony não é uma empresa amadora e sabe muito bem das consequências de colocar o preço do seu produto tão elevado como faz aqui no Brasil. Em comparação como que ocorre nos Estados Unidos, onde o console da empresa japonesa é $100 dólares mais baratos que o da concorrente, no Brasil os impostos representam sim uma grande barreira para a atividade comercial e para o próprio desenvolvimento sócio-econômico do país.

    Quanto ao comportamento do povo brasileiro frente a compra de produtos de luxo, não devemos simplesmente jogar a culpa na desigualdade social e culpar o sistema por tudo. Trata-se de uma questão muito mais complexa e que já está enraizada no pensamento brasileiro. Não pagamos caros em produtos importados porque não vemos alternativa, mas sim porque queremos. Essa opressão das multinacionais, como defendem alguns leitores dessa página, nada mais é do que um reflexo de uma situação legitimada por nós e aproveitada por elas. Um exemplo disso é o próprio mercado de automóveis mencionado nos comentários acima. O Honda City, por exemplo, é um carro de produção nacional que é importado para o México. Esse mesmo carro custa mais caro no Brasil, sendo que foi montado aqui, do que no país anteriormente mencionado, mesmo considerando os impostos de importação e outras tarifas que os comerciantes mexicanos são obrigados a pagar.

    Por fim, queria dizer que jogar a culpa do preço abusivo dos produtos importados no Sistema Capitalista é uma das maiores falácias que os senhores podem cometer em frente à própria essência do sistema. O capitalismo se traduz, essencialmente, na vontade das pessoas e em deixa-las decidir o que elas querem para si. Isso não acontece no Brasil, como visto pelas ações do governo ao dificultar a criação de um mercado econômico mais livre, de barrar as ações dos pequenos comerciantes com a estipulação de salários mínimos que excedem o valor de sua própria produção e ao dificultar a concorrência. Um governo, ao estipular altas taxas de impostos frente as importações, vai contra o capitalismo e a favor de uma economia essencialmente controlada pelo governo, uma política que vai de encontro ao modo de produção socialista. É, considerando uma conjuntura de uma economia mais livre como os Estados Unidos, Chile ou a Inglaterra, que podemos concluir que não é a desigualdade social que explica o preço do PS4 no Brasil, mas sim a falta de concorrência.

    • Bruno Fabro disse:

      Você acha então que devemos nos contentar em não poder comprar o PS4 aqui no Brasil? E aceitar numa boa essa tal “economia controlada” de nosso país? Pode até ser em parte por falta de concorrência, mas não deixa de ser um absurdo o fato de nosso governo e essas multinacionais se aproveitarem dessa forma e colocarem o preço que bem entendem, somente para quem pode comprar sem ficar com uma dívida enorme no final do mês.

      • Rafael disse:

        Ao defender que a concorrência, eu estou defendendo diretamente uma menor (ou inexistente) intervenção estatal na economia. A própria história mostra que duas coisas que nunca combinaram foi o Estado e a Economia, até a crise de 2008 revela isso. Mas enfim, você pode sim comprar o PS4 aqui no Brasil, é só pagar o preço que está sendo cobrado. Em nenhum momento falei para comprarem ou não um produto, cada um faz o que bem entender com seu dinheiro. E, em último lugar, mesmo se fosse cobrado o preço que está sendo vendido nos Estado Unidos, teriam pessoas que precisariam se endividar para comprar o PS4. O que quis dizer com meu comentário inicial é que não se trata de um produto básico que todas as pessoas devam ter acesso, como por exemplo comida, mas sim um produto de luxo feito especialmente para aqueles que tem uma renda extra para compra-lo. Há muitos videogames mais baratos no Brasil como o próprio PS2, que deve custar em torno de 200 reais um usado atualmente. Mas ai exigir um produto “top de linha” sem poder pagar por ele, ai é sacanagem já.

  123. Sony Entertainament disse:

    Olá eu sou a Sony, por motivos vislumbres, estou aqui presente para comunicá-los, que nós reduziremos o preço do PS4 para o preço simbólico de R$2000,00 para maior acessibilidade aos consumidores brasileiros de classe pobre.

    Ah é , quase me esqueci, a classe pobre no Brasil também não conseguirá ter acesso ao nosso produto pelo valor de R$2000,00, então nesse caso para conseguirmos suprir a demanda de vendas, devido aos consumidores playboys serem a minoria no brasil, o pequeno valor de R$4000,00 continuar.

    Atenciosamente: Tywin Lannister

  124. José Luis Pinheiro disse:

    Colocam o preço lá no alto porque sabem que tem quem paga. Não se consome um videogame novo a cada dois meses, por isso, quando esgotar a cota de fanboys e abastados, irão baixar o valor. Aí todo mundo compra. Não tem porque chorar.

  125. Eduardo disse:

    Já ouviu falar em Teoria do Valor Subjetivo? Qual é o problema em uma empresa vender seus produtos com preços altos? Os pobres não podem comprar? Paciência! Existem outros modelos de produtos que se adequam a outros tipos de bolso.

  126. Pingback: Nerdices.com.br Como a desigualdade social explica o PS4 de 4k » Nerdices.com.br

  127. Dimme disse:

    Post muito coerente e bem argumentado. É assim que deve-se defender o marxismo nos dias de hoje, não estamos mais na guerra fria pra ficar dois bairristas grintando dos dois lados “ditadura comunista” e “capitalismo lixo”. Tem que por os pés no chão, é verdade que nem tudo que marx falou serve, mas tem muita coisa que é usavel nos dias de hoje pra entendermos aspectos negativos da nossa cultura consumista e como resolver sem precisar armar uma revolução.

    Marxismo dá sim pra misturar com capitalismo, basta não ser um idiota fanático e enxergar além da porta.

  128. Daniel Irvine disse:

    Quer dizer que a Sony resolveu ser boazinha com o MUNDO INTEIRO mas exclusivamente no BRASIL quis botar pra F….
    Amigo, seus números na base do chutômetro não dizem nada..
    Vamos aguardar e calcular os impostos corretos que estão incidindo no produto….tem a questão do frete, do transporte, do peso, efeito cascata de impostos…enfim….
    Muita calma nessa hora

  129. eder disse:

    é mais facil eu pegar os 4000 ir pros EUA pegar meu play4 e voltar do e pagar aki

  130. Lahya disse:

    Ah, deixem pra lá. De fato, mesmo sendo mais barato que a maioria dos produtos da apple em si, no Brasil ele tá saindo mais caro que qualquer outro país.

  131. Lahya disse:

    Tá, vocês falaram que a apple também tem preços abusivos. Sim, pode comparar o preço dos produtos, mas por que um ipad mini de 16GB tá +- mil reais aqui e 350 dólares nos EUA? O que daria em torno de 700 reais(mais um pouco). Lembro que tem a taxa de importação e impostos, não tá caro.

  132. Fernando disse:

    Sei lá, Leo. Você vê as pessoas nas redes sociais criticando os “idiotas”, que compram videogames a 4 mil, celulares perto disso e computadores a quase 10 mil, mais como forma de extravasar sua frustração. Imagino que se tivessem renda sobrando, comprariam o PS4 de olhos fechados e talvez fariam piada disso. Não sei se essa crítica faria efeito à classe esbanjadora.

    Com um videogame de 4 mil, um de 2 mil já parece, automaticamente, nem tão caro, o que não é verdade. Ser gamer, especialmente no Brasil, é um puta troço caro, da compra do console a todos os gastos de jogando ou gastando online.

    Aí eu vejo um monte de coisa ficando caríssima. Passagem de avião, hospedagem em hotel, coisas turísticas, tudo que envolverá a Copa. Será que os gringos não se submeterão ao superfaturamento ou os ricos do Brasil darão um jeito de salvar a margem de lucro dos gananciosos vendedores? Quer dizer, a atitude da Sony também se reflete em gente daqui. E o negócio se espalha em produtos mais básicos, como um simples pão francês. É aí que as pessoas mais humildes se ferram.

    • Neto disse:

      Coxinha detected!

      • Tatcher. disse:

        Legal é ver o senso argumentativo desse povo.
        Coxinha? Qual é o próximo? Fascista, reacionário ou ultra-neoliberal?

        Se for para falar merda ou atacar outrem, abstenha-se.

    • Rondinelli disse:

      Cara, ele não quis dizer nada disso que tu respondeu velho, ele quis dizer que o capitalismo no Brasil fode com tudo, e por esse motivo a maioria consome só o básico, ex:

      o pobre pode compra uma tv, uma geladeira, um fogão.

      o rico compra tv, geladeira, fogão, dvd, pleisteicho, microondas, carro, casa, smartphone, vai constantemente a lugares socias de alto nível, como churrascarias, clubes noturnos,

      Então meu jovem, não adianta chorar para a sony, como ele citou, o Brasil tem uma enorme desigualdade social, e a estratégia de comércio no brasil é a seguinte, ” atingir o público alvo, com os valores coerentes “.

      Então no caso da Sony, ela sabe que c vender consoles ao preço de 2000 reais no Brasil, quem irão comprar sãos os playboys tbm, e ela sabe que se ela vender com o preço de 4000 os mesmos playboys tbm irão comprar do msm jeito, porque o pobre não conseguiria comprar o console no valor de 2000 reais tbm, a diferença nas vendas não agradaria nem um pouco a Sony.

      Ai meu amigo, o autor não quis dizer que vocês são playboyzinhos de merda que vivem ferrando com o povão comprando com idiotice, que a desigualdade social no Brasil faz com que as expectativas da classe pobre, seja comprar um cachorro quente , e tomar um suco de laranja.

      E em relação a copa cara, nem fala nada, esquece que isso existe, já vi cada coisa, o lucro dessa merda todo são dos gringos, e os gastos todos são nossos, e pra piorar velho, o que me dá vontade de ir lá no vaticano e cagar em cima da cabeça do papa , é que tem gente trabalhando voluntariamente nessa merda, pqp mano eu queria ser u E.T. pegar minha nave e vazar daqui logo.

      • Fernando disse:

        “Atingir o público-alvo, com seus valores coerentes” faz parte de qualquer estratégia de marketing em qualquer lugar do mundo. E não há nada de errado com esta afirmação.

        • Rondinelli disse:

          Fernando, então vamos dar um valor coerente para o consumidor de classe pobre comprar um PS4, bom, começamos pelo salário do consumidor, acho que a grande maioria da classe pobre recebe ae no máximo 2 salários mínimos, em torno de 1400 reais bruto, descontos inss, blá blá blá, pega em mãos ae uns 1200, uma família de três pessoas, mulher, pai, filho, super mercado, despesa mensal 600 reais,energia e água 100 reais , aluguel 400, só ai já deu 1100, sobrou 100 reais vamos supor que guarde esse 100 que sobrou todo mês durante 10 meses , junta 1000, para comprar um , sendo que o preço de custo + ou – do console 2000 e pouco, quer dizer então que esse pai de família vai ter que juntar dinheiro durante 2 anos pra poder comprar, o ps4, ou então parcelar que é o que pobre mais faz, só que a parcela ultrapassaria aqueles 100 reais que sobraram se fosse para ser parcelado em 2 anos´, com juros e tudo mais, resumindo, se o público alvo da sony fosse o consumidor de baixa renda, o valor mínimo cobrado seria em torno de 2500 reais, o que não seria nada coerente, não se aplica em todos consumidores principalmente quando há grande desigualdade social.

      • Fernando disse:

        Quem faz o capitalismo são as pessoas. Vou pelo precedente de que consumismo e individualismo andam de mãos dadas. Se nego que reclama encontra um bug em loja online e compra o PS4 por um valor bem barato, sai dessa onda de reclamações ou mimimi, pq já garantiu o seu. Ou reclama da Sony, mas tá indo pro exterior logo logo para comprar o console dela. São incoerências. Nego só protesta em prol do próprio benefício, e não para que o fabricante passe a praticar preços “justos” e todos saiam felizes com seu videogame de última geração.

        Pobre também é consumista, mas no nível dele. Compra eletrodoméstico e eletroeletrônico em mil prestações, se endivida, fica com nome no SPC, etc. No fundo, ele quer ser como o cara que pode comprar essas coisas em menos tempo. Mas não consegue e se fode.

        Esses eventos esportivos ajudam muito a encarecer os produtos, de um simples imóvel a uma refeição perto do estádio. Os gringos só ficarão aqui por um mês. E sabem que abusam dos preços. Tudo pelo lucro, em teoria, fácil.

        Eu quis abordar a questão de status e o quanto você paga para se divertir com um videogame. Não fugi (tanto) do assunto. Mas vc divagou um pouco. De onde surgiu esse papa no seu texto? haha
        abs

  133. filipe disse:

    Gente, mas 4k num console de $400 é muita burrice. Ultrapassa status diferenciado. Essa classe que paga esse valor teve educação de baixa qualidade, é tão desinformada assim?

    • Laccosta disse:

      Quem é rico compra fora.

      Quem é pobre e se fode, parcela no cartão.

      é o lucro brasil. Em grande parte pela dificuldade das empresas se instalarem por aqui.

  134. Diego disse:

    Cara,tenta arrumar alguém que saiba produzir vídeo (manja aqueles com desenhos em um fundo branco explicados pela narração?) Então,esse seu texto PRECISA se tornar um viral,tem muita gente que simplesmente não sabe como funciona o mercado.Espalhando esse texto,já vai fazer MUITAS pessoas mudarem seus pensamento e passarem a questionar mais essas empresas.

  135. Michael Serra disse:

    Digo, “da elite que tem condições”.

  136. Michael Serra disse:

    Muito bom. Mas não vejo como somente questão da elite que não tenha condições. Tem todo o estilo de vida que se reproduz nas mentes das classes C, etc.. que faz com que o sonho de consumo desejado seja aceitável, não importe a que custo.

    Depois de um tempo esse valor vai cair pra 3.000, 2500 e vão aparecer como pechinchas e por n questões como moda, status, ou até por fanatismo em jogos, vão comprar.

    A partir do momento que vissem o dono de um brinquedo desse valor como otário, e não como um “oh, fodão, é rico e pode se dar esses luxos”. Essa porra ao menos diminuiria.

    • Léo Rossatto disse:

      Eu concordo contigo. Não é o único fator, obviamente. O Brasil é mais complexo e tem muito aquela história das classes B e C terem as classe A e AAA como exemplo, como objetivo a ser atingido, tentando inclusive consumir no mesmo padrão que eles. Mas é o que você falou, o que sustenta isso é o mercado de luxo, o lance do cara ter mais status por ter esse produto e tal.

  137. É o chamado “Custo Trouxa”.

    • azrael disse:

      Há tantas pessoas com renda baixa mas que tem celulares caros. Gastam o que não tem apenas pelo “status”, parcelamentos ostencivos, endividamentos.

      A culpa não é até mais dos pobres que dos ricos, eles garantem a manutenção da condição de miséria.

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